Liquidação tradicional, sexta de descontos deve atrair brasileiros

Apesar do dólar, preços tentadores podem levar muitos turistas à América do Norte neste mês

por Ataide de Almeida Jr. 04/11/2015 06:00

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Andrew Burton/Getty Images/AFP
Consumidores fazem a festa no black friday, quando os descontos nas lojas chegam a 90% (foto: Andrew Burton/Getty Images/AFP)

Se tem uma época do ano em que realmente vale a pena visitar os Estados Unidos para fazer compras – mesmo com o dólar mais caro – é o fim deste mês, especificamente no dia 27. Isso porque, desde o início dos anos de 1970, ocorre a Black Friday (a sexta-feira negra, em português). Para quem não conhece, é nesse dia que as lojas – tanto on-line quanto físicas – promovem uma grande liquidação de todos os produtos. Os descontos podem chegar a 90%, dependendo do item escolhido, e há ainda frete gratuito (para a internet) e promoções de última hora. A Macy's, por exemplo, uma das mais famosas lojas de departamento do país, trabalhou com média de 53% de desconto nos produtos. A procura é tão grande que, em 2014, cerca de 133 milhões de pessoas participaram e gastaram em torno de US$ 50 bilhões.


A procura por passagens e pacotes de viagem para o período costuma ser um pouco maior que nos meses anteriores, e as agências de viagens se preparam para essa demanda. A CVC Viagens, por exemplo, informou que, apenas neste primeiro semestre, as viagens para o país aumentaram 12%, em relação ao mesmo período do ano passado.


E a hospedagem por lá também sofre uma procura maior. Segundo o Booking.com, site que agrega hotéis de todo o mundo, as cinco cidades mais procuradas por brasileiros para o período de 26 a 29 de novembro – o fim de semana da Black Friday – são: Miami (Flórida), Orlando (Flórida), Miami Beach (Flórida), Nova York (NY State) e Fort Lauderdale (Flórida). Confira as dicas para se dar bem na Black Friday.

 

» Planejamento

Antes de ir, faça uma lista do que gostaria de comprar e foque esses itens. Lembre-se de que alguns produtos podem não funcionar no Brasil, como os televisores, que têm um tipo codificação de imagem diferente do utilizado por aqui. Também é importante ficar de olho na voltagem do equipamento – todos os produtos vendidos nos Estados Unidos são 110v – e no tamanho das roupas (consulte a tabela no site dos Correios). Além disso, mantenha a calma e chegue cedo. Às vezes, é preciso ir de madrugada para as lojas. A correria é grande, algumas pessoas chegam a se machucar. Na muvuca, não se esqueça de ter educação, ou seja, não comece a brigar por um produto com outra pessoa, realmente não vale a pena. E, por fim, com a alta do dólar, o melhor mesmo é levar dinheiro em espécie. Assim, você fica livre do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do cartão de crédito e de ajustes da cotação na fatura do cartão no mês seguinte.

» Hospedagem

Após analisar os produtos desejados, sejam roupas, sejam eletrônicos, sejam os dois, tente se hospedar perto do local indicado. Como dito anteriormente, às vezes, para garantir o que deseja, é preciso acordar bem cedo e nada melhor do que estar perto. Alguns shoppings têm hotéis dentro do centro de compras, como é o caso do The Florida Mall, em Orlando. Fique de olho nos seus pertences, evite deixá-los jogados nos quartos ou expostos e peça, na recepção, para que não seja feita a arrumação do local. Uma boa dica é fotografar tudo o que comprou e depois conferir.

» Lojas

Todos sabem que brasileiros adoram a Best Buy, a Macy's e o Walmart, portanto, a melhor dica é fugir desses lugares, pois eles vão ficar cheios não só de conterrâneos, mas também de moradores. Se for imprescindível, vale o primeiro conselho: mantenha o foco no que vai comprar. A maior parte dos estabelecimentos adianta as promoções em folhetos (alguns oferecem inclusive aplicativos com as promoções do dia). Fique de olho também nos sites oficiais, geralmente, algumas ofertas são compartilhadas. Uma boa dica é pegar os jornais e tabloides que vêm com cupons de desconto – verifique antes se as lojas autorizam a prática do desconto sobre desconto. E se tiver viajando em grupo, distribua as pessoas pelas lojas com a mesma lista de compras, você deve conseguir tudo de um jeito mais prático.

» Internet

Se não quer sair de casa, pode comprar tudo pela internet. Mas não pense que a situação vá ser diferente das lojas físicas. Você não terá o empurra-empurra, mas vai encontrar dificuldades para acessar os grandes sites, produtos que se esgotam rapidamente e muitos congestionamentos. A dica, nesse caso, é passar a madrugada on-line na frente do computador. Uma das desvantagens é que será preciso esperar até o produto chegar ao seu hotel, o que pode aumentar os gastos da viagem, caso tenha planejado ficar apenas os dias da Black Friday.


Black Friday no Canadá

Uma alternativa à Black Friday dos Estados Unidos é a do país vizinho, Canadá. A data é a mesma, 27 de novembro, mas os brasileiros contam com vantagem de o dólar canadense estar mais barato. As dicas são as mesmas para
os EUA:


Programe-se, tenha foco, chegue cedo e busque por descontos. Um dos diferenciais dos canadenses é a organização. Tanto em shoppings quanto em lojas de rua e supermercados, geralmente, há uma fila na porta para que todos possam comprar sem que haja acidentes.

 

Se estiver por lá, vale a pena visitar algumas lojas menos conhecidas dos brasileiros, mas com produtos igualmente bons. Em vez de ir ao BestBuy, por exemplo, procure pelo Future Shop. Não há Macy's no Canadá, mas a Sears e a The Bay cumprem bem o papel de grande loja de departamento e ambas têm todos os produtos do país vizinho.

» Cyber Monday

Se não deu tempo de aproveitar as ofertas da Black Friday, espere até a segunda-feira, quando entram no ar mais promoções, mas dessa vez apenas na internet. O Cyber Monday, que ocorre desde 2005, foi um termo criado para incentivar as pessoas a fazerem compras on-line. Os consumidores gastaram cerca de US$ 2,3 bilhões no ano passado em produtos adquiridos via web – isso corresponde a um aumento de 20,6% em comparação a 2013.


 

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