Amostras da natureza selvagem em Tampa

No Busch Gardens, safári em área de 26 hectares, com rinocerontes, girafas e antílopes, encanta os turistas. Espaço mantém um centro de tratamento para bichos

por Mateus Parreiras 30/09/2015 07:04

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Seaworld/Divulgação
Serengeti Safári é uma das atrações mais procuradas do Busch Gardens de Tampa: proximidade com animais encanta os turistas (foto: Seaworld/Divulgação)
Orlando e Tampa –
Não é preciso embarcar num trem em uma das estações da África Oriental, entre a Tanzânia e o Quênia, para participar de um safári e ter contato com animais selvagens da savana ou das florestas. No Busch Gardens, em Tampa, entre as diversões com brinquedos temáticos e montanhas-russas, os visitantes podem optar por trilhar pequenos zoológicos no caminho para atrações ou embarcar por uma expedição numa minirreserva de 26 hectares. Na carroceria de uma picape fora de estrada chega-se bem perto de rinocerontes, girafas e antílopes no Serengueti Safári. A aventura pode ser adquirida por US$ 29 a US$ 39, dependendo da temporada, e promete interação e contemplação.

Atílopes e outros mamíferos ruminantes pastam em bandos ao longo dessas estradas que reproduzem a savana africana. Até as espécies de árvores são daquele continente, reforçando ainda mais a sensação de estar do outro lado do Oceano Atlântico. Essa atmosfera só é quebrada quando um dos carrinhos de montanha-russa aparecem num loop passando por sobre a cabeça de quem está nas picapes, com as pessoas gritando lá de dentro com a manobra em alta velocidade. Pena que de dentro dos carrinhos não dá para ver os animais justamente por causa da rapidez.

O ponto alto do Serengueti Safári para muitos dos visitantes, no entanto, é o contato com as 22 girafas que habitam o espaço. Enquanto contam sobre a dieta e o hábito dos animais de pescoço comprido, os guias da expedição distribuem folhas de alfaces para que cada visitante alimente os animais africanos. Os bichos invadem a picape com seu pescoço sem qualquer cerimônia e devoram os vegetais ofertados, chegando a lamber os beiços com suas línguas roxas. Uma festa, que permite aos passageiros alisar o pelo dos animais, fazer um carinho e, claro, aproveitar para tirar uma selfie.

SeaWorld/Divulgação
Parques Seaworld mantêm uma variedade enorme de brinquedos nos quais toda a família pode se divertir (foto: SeaWorld/Divulgação)
Em outro espaço, chamado Cheetah Run, ou Corrida do Guepardo, o Busch Gardens conseguiu reproduzir uma das demonstrações mais interessantes da vida selvagem dentro de seu parque. Com treinamento e uso de uma isca artificial, remontaram a disparada do guepardo, o mamífero mais rápido do planeta, que chega a ultrapassar os 110km/h em suas caçadas nas planícies africanas. Num cativeiro comprido, os treinadores armaram cordas que parecem varais presos a polias. A isca, que parece um coelho peludo, fica presa na corda e é acelerada pelo percurso a 95km/h. Basta abrir a jaula que o guepardo corre como uma bala atrás da isca.

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Em Orlando, um exemplo de vida na Antártida precisa de uma superestrutura para manter temperaturas ideias para os pinguins, que são de verdade (foto: Seaworld/Divulgação)
MAIS PERTO DA ANTÁRTIDA
A reprodução de hábitats extremos não se limita às planícies da savana. Em Orlando, o Seaworld conseguiu recriar as paisagens desoladas da Antártida e suas legiões de pinguins numa atração chamada Antartida: empire of the penguin. A entrada dos visitantes se dá por uma atração interativa que narra a saga de um filhote de pinguim que luta para sobreviver de seus predadores e dos desafios impostos pelo continente gelado até a idade adulta.

Por fim, os turistas chegam ao glaciário artificial que é mantido a zero grau com o funcionamento de cinco grandes máquinas de gelo. É preciso manter esse freezer gigante nessa temperatura para que os 260 pinguins, divididos em quatros espécies, consigam sobreviver, acasalar, botar seus ovos e criar seus filhotes. Os nados e mergulhos dos animais são impressionantes e podem ser vistos, já que a piscina que simula o mar antártico tem as bordas transparentes. As aves conseguem atingir velocidade superior a 40km/h em seus mergulhos.

O cuidado com os pinguins é grande, já que demandam dieta e equipe especializada. Até para saber se um indivíduo é macho ou fêmea é difícil, pois morfologicamente os dois sexos são idênticos. Só com amostras de sangue e exames de DNA essa diferenciação é possível.

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