Conheça a rota da arte em Tiradentes

Cidade histórica pode ser admirada a partir de 14 ateliês de artes plásticas

por Zulmira Furbino 21/09/2015 17:20

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Rota dos Ateliers/Divulgação
Espaços de criação dos artistas que vivem em Tiradentes são abertos para os turistas (foto: Rota dos Ateliers/Divulgação)
Famosa pelo casario colonial preservado, emoldurada pela belíssima Serra de São José, pelas ruas de pedra que refletem a luz das luminárias de vapor metálico, pelos festivais de cinema e gastronomia (e outros) que atraem público selecionado o ano inteiro, pelos belos móveis de madeira de demolição e pelo artesanato regional, Tiradentes, na Região Central de Minas, já é um destino turístico queridinho de muita gente no Brasil. Mas um roteiro para lá de especial que pouca gente conhece é visitar a cidade a partir dos ateliês locais de artes plásticas, que conta com nomes reconhecidos dentro e fora do país.

A Rota de Ateliers reúne 14 artistas plásticos que vivem em Tiradentes e foi criada para facilitar a visitação desses cantos onde é produzida arte de primeira qualidade e divulgar o trabalho de ceramistas, ourives, escultores em madeira e terracota e pintores. Seguindo a rota, é possível não só conhecer os espaços de criação, como tomar um cafezinho com biscoito com os artistas, de um jeito hospitaleiro que só o mineiro sabe ter.

Rota dos Ateliers/Divulgação
Roteiro é rico: visitante encontra ceramistas, ourives, escultores em madeira e terracota e pintores (foto: Rota dos Ateliers/Divulgação)
Como nem todos esses locais estão no Centro, visitar os artistas também é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais aquela que é considerada a cidade histórica mais charmosa de Minas. “Muita gente vem aqui para adquirir móveis para decorar a casa. Queremos que as pessoas venham conhecer e comprar obras de arte também. É um programa diferente para se fazer em Tiradentes”, sugere Flávia Frota, coordenadora do projeto Rota dos Ateliers.

GASTRONOMIA
Desde abril, quando a iniciativa foi lançada, o grupo realizou duas exposições coletivas e promoveu diversas intervenções ao ar livre na cidade. O próximo passo é organizar jantares para pequenos públicos nos próprios ateliês, que oferecem oficinas de arte e, em alguns casos, até hospedagem.

O QUE VER

Você pode começar a rota pelos cinco ateliês que ficam na estrada que dá acesso a Tiradentes.


» Paulo Henrique Gastão Franco – apaixonado pela ourivesaria, ofício que aprendeu, ainda criança, na oficina de seu avô. Ali, todas as joias são fabricadas à mão, tendo as belezas naturais da Serra de São José e o conjunto arquitetônico e histórico da cidade como inspiração.


» Marco Ajeje – cria móveis e objetos únicos e inusitados, feitos com material reciclado, como madeira de demolição combinada com novos materiais.

» Valéria Lima – trabalha com múltiplas possibilidades de esculturas da figura humana em argila, fundidas em pó de ferro, bronze ou mármore.

» Ateliê Francisco Alessandri – ele usa cerâmica para expressar a emoção, inspirando-se numa palavra do coletivo japonês, O gambarê, palavra que significa “estar junto”.

» Beth Cavalcanti – pinturas em acrílico, colagens, esculturas, cerâmica e objetos feitos a partir de materiais recicláveis.

Voltando ao Centro, a rota contempla outros ateliês:


» Danilo de Carvalho – transita entre retas e curvas em firmes pinceladas harmônicas que resultam numa simplicidade sofisticada e racional, de cores vivas e vibrantes.

» Ateliê Valin Branco – esculturas
em madeira, tendo como tema a curva de Moebius.

» Fernando Leitão – pintor e escultor desde 1966, trabalha com esculturas contemporâneas e quadros inspirados no impressionismo realista a partir das paisagens brasileiras.

» Guido Boletti – o italiano aposta em uma arte de linhas curvas, tintas brilhantes, de música, de poesia.
Seu trabalho inclui pintura, escultura, cerâmica, gravuras fine-art e joias.

» Luigi Fumenti – formado na escola Romana, imprime a peculiaridade das cores em suas obras.

» Chico Ribeiro – estátuas de bronze, madeira e terracota. Seu trabalho é baseado em mestres escultores e fundidores florentinos.

» Sérgio Ramos – artista e arquiteto, já participou de cerca de 50 exposições em mais de 25 anos de carreira, mantendo presença em galerias no Brasil e no exterior (Lisboa, Lyon, Paris-Bercy, Aix-en-Provence). Obras inspiradas na literatura, na música, na Gestalt e na arquitetura.

» Companhia de Inventos Ateliê e Teatro de Marionetes – aqui, Nado Rohrmann e Renata Franca confeccionam bonecos, objetos e esculturas articuladas, além de realizar apresentações de Teatro
de Marionetes mundo afora.

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