Mesmo no calor, alpes suíços preservam neve e garantem experiências distintas no verão

Dos 1,6 mil quilômetros de toda a rota do Grand Tour da Suíça, um pequeno trecho entre Lucerna e Interlaken guarda duas possibilidades de conciliar frio e calor

por Guilherme Paranaiba 02/09/2015 06:00

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Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press
Na foto, Jungfrau, montanha onde está situada a estação ferroviária mais alta da Europa. Todos os dias, 6 mil pessoas visitam a atração que fica nos Alpes Suiços. (foto: Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press)


Quando um turista brasileiro pensa na Suíça como destino de férias, é quase um senso comum que o principal atrativo será a neve. Com todas as suas relações com o frio e com as montanhas suíças,  conhecidas como alpes suíços, muita gente pensa que o inverno é a melhor época para conhecer esse país europeu. O que muitos não sabem é que no verão, mesmo com temperaturas que ultrapassam facilmente os 30 graus nas cidades, o topo de algumas montanhas continua gelado e preserva a neve, garantindo duas experiências totalmente distintas na mesma estação do ano. Ponto para o verão!

Dos 1,6 mil quilômetros de toda a rota do Grand Tour da Suíça, um pequeno trecho entre Lucerna e Interlaken guarda duas possibilidades de conciliar frio e calor. Em Lucerna, basta pegar um trem para Engelberg, no pé dos alpes, para chegar à porta de entrada para o Monte Titlis. Dali em diante você usa três tipos de bondes até chegar ao topo de montanha. O último meio de transporte é uma gôndola que faz um giro completo, de 360 graus, garantindo a vista por todos os lados. No topo, duas atrações valem a pena.

Uma é a caminhada de 150 passos pela ponte suspensa, em uma altitude de 3 mil metros acima do nível do mar. Se você estiver com mais pessoas, não esqueça de dar aquela balançada clássica na ponte, para aumentar a emoção e escutar a reação dos amigos. A segunda é o teleférico aberto que leva o turista até um parque de diversões glacial. Se você der sorte e as condições do tempo estiverem favoráveis, dá para apostar corrida em uma descida na neve montado em uma boia, um cavalinho de plástico ou algum carrinho adaptado. No topo há também opções de restaurantes.

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Vacas com sinos no pescoço são o maior símbolo das cidades alpinas da região do Jungfrau (foto: Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press)

Outra montanha que é diversão garantida e é um dos símbolos da Suíça é a Jungfrau. O acesso se dá, normalmente, a partir de Interlaken. São necessários três trens até alcançar uma estação construída no meio dos alpes, a 3,454 metros de altura. Essa construção de 1912 garante ao terminal de Jungfraujoch o título de ponto ferroviário de transporte de passageiros mais alto da Europa. O visitante encontra nessa montanha um complexo de atividades, como um palácio de gelo dentro da geleira, um restaurante e mais um parque de diversões para descidas na neve. A facilidade de acesso ao Jungfrau, via trem de passageiros, leva todos os dias 6 mil pessoas até o topo de uma das montanhas da cadeia dos alpes suíços.

Uma experiência intermediária de montanha na Suíça, que não tem relação com neve, pode ser interessante se o objetivo do turista for encontrar belas vistas. É o caso da montanha Harder Kulm,  a 1.322 metros de altitude. Ela oferece a melhor resposta para a seguinte pergunta: qual é o significado do nome Interlaken? Basta chegar ao topo e perceber que Interlaken está entre dois grandes lagos, Brienz e Thun, ambos no curso do Rio Aare. Essa montanha oferece uma plataforma suspensa que dá a impressão de que o visitante está solto e vai cair. O trem que leva até o topo de Harder Kulm  chama atenção pela engenharia arrojada.



O diretor da Switzerland Tourism no Brasil, Adrien Genier, destaca a possibilidade de misturar características distintas numa mesma estação. “Os meses de julho até final de setembro são os melhores para aproveitar os dias longos, oferecendo passeios nos lagos e jantares nas varandas dos restaurantes. E, ao mesmo tempo, a possibilidade de chegar em menos de uma hora e meia no topo de uma geleira para brincar com a neve, descer de trenó e outras aventuras inesquecíveis", diz Genier.

Esportes radicais
Se você for adepto dos esportes radicais, Interlaken é um ponto certo para testar aventuras na Suíça. A cidade é muito procurada pelos turistas e chega a esgotar as possibilidades na rede hoteleira em épocas de maior procura. Basta uma rápida caminhada pela avenida principal para perceber que o voo livre é um dos esportes com maior demanda. A frequência com que as pessoas descem de parapente ou paraglider é muito grande.

Ônibus elétrico

Uma experiência interessante na Suíça é andar em um ônibus elétrico. Os modelos emitem pouquíssimo ruído e não poluem o meio ambiente. Para identificá-los, basta procurar aqueles que circulam com objetos que parecem bastões conectando o veículo de transporte aos cabos aéreos. Em Lucerna é fácil encontrá-los.

Moeda

A moeda oficial da Suíça é o franco-suíço, já que o país não integra a Zona do Euro. Porém, a maioria dos estabelecimentos aceita o Euro normalmente, só que o troco é dado sempre em francos. Atualmente, a cotação do franco-suíço está bem alta no Brasil, pois cada franco custa R$ 3,80. Essa conversão torna a vida do brasileiro mais salgada quando vai à Suíça, já que alguns preços praticados por lá, quando convertidos, assustam.

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