Rio Aare, que corta a capital da Suíça, é parada obrigatória para quem visita Berna

Em junho e julho, quando as temperaturas são mais altas no país, as águas do Aare são um convite para se refrescar

por Guilherme Paranaiba 02/09/2015 06:00

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Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press
O Rio Aare, um imponente manancial que corta a capital do país, é um dos mais limpos de toda a Suíça (foto: Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press)

Pense na convivência em uma mesma esquina de bondes, ônibus, carros, bicicletas e milhares de pedestres atravessando de um lado para o outro sem nenhum tipo de conflito. Acha que é impossível uma cena dessas sem nenhum acidente? Pois em Berna, capital da Suíça, isso é o que acontece todos os dias na entrada do Centro Histórico da cidade, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O respeito às preferências e prioridades faz com que cada um use o espaço público sem prejudicar o trânsito do outro e assim todos seguem seus caminhos sossegados.

Se essa descrição faz você imaginar que chegou a uma cidade símbolo da urbanização, prepare-se para se surpreender mais uma vez. Apesar da configuração criada por sistemas de transporte e construções das mais variadas, o que dá o charme à cidade-sede do parlamento suíço, com cerca de 125 mil habitantes, é a convivência com o Rio Aare, um imponente manancial que corta a capital do país e é um dos mais limpos de toda a Suíça. O curso d’água se torna parada obrigatória para quem visita Berna nos meses de junho e julho, quando as altas temperaturas do verão garantem as condições para um banho refrescante.

Portanto, ao colocar Berna no seu roteiro de viagens, faça isso no verão e inclua na programação obrigatória pelo menos dois programas: um banho no Rio Aare e um passeio a pé por cada esquina do Centro Histórico. Ao entrar no rio por um dos inúmeros pontos com escadas de acesso, não se assuste com a correnteza. Em alguns lugares ela é mais forte, mas é possível controlar o corpo nadando de forma tranquila, até chegar a um ponto mais adiante. Você pode fazer isso inclusive como meio de transporte de um ponto a outro da cidade.

Enquanto a reportagem do EM esteve em Berna, no último mês de julho, o gerente de Mercados Internacionais da Swiss Travel System, Fausto Zaina, contou que essa é uma das principais atrações da cidade. “Na última semana (em julho) eu saí no horário de almoço e dei um mergulho em quatro dias diferentes. É muito bom poder fazer isso”, diz. São inúmeras as possibilidades nesse manancial. Você pode optar por um banho simples e flutuar por apenas alguns metros para se refrescar de temperaturas acima dos 30 graus, como também pode usar boias e percorrer distâncias maiores. Até mesmo fazendo viagens entre duas cidades. Existem passeios de boia entre Interlaken e Berna, com duração de cerca de uma hora. O que você não pode fazer é deixar de mergulhar no Rio Aare se passar por Berna.

Parada obrigatória

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Avenida do Centro Histórico de Berna, onde transitam harmonicamente pessoas, bicicletas, carros e bondes (foto: Guilherme Paranaíba/EM/D.A.Press)

Se antes de testar as águas do manancial você quiser um aquecimento para justificar a vontade de nadar, andar pelo Centro Histórico é a melhor preparação. O que chama a atenção nessa parte da cidade é a preservação das construções, que dá a impressão de um retorno à Idade Média e garantiu o tombamento como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983. As paradas mais importantes para as fotografias são a torre do relógio e a catedral. A torre é uma espécie de portal de entrada do Centro Histórico, o monumento mais fotografado da cidade. Já a catedral impressiona pela imponência. Tirar uma foto que contemple toda a extensão da construção, com 101 metros de altura, é um ótimo exercício de enquadramento.

O que mais impressiona o turista brasileiro que chega à Suíça é a facilidade de deslocamento. Seja por trilhos, terra ou água, os destinos ficam mais curtos por conta de um sistema de transporte que funciona bem, sem falhas. O médico paulista Levon Mekhitarian Neto, de 56 anos, embarcou em uma viagem com a mulher Vera e os três filhos Caio, Marina e Haik para a Suíça em julho. Em Berna, ele disse que nem se lembrava do que era um carro. “Estamos andando há três dias de trem e ônibus, já nadamos nesse rio maravilhoso e fomos para todos os lados. É impressionante como tudo é muito organizado e funciona bem”, diz.

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Sem perder a harmonia

Andar pelas ruas de Berna já vale a pena antes mesmo de dar um mergulho no Rio Aare ou fotografar as principais atrações do Centro Histórico. A experiência de percorrer praças ou jardins e observar inúmeras estátuas e chafarizes diferentes encanta o turista. A sensação de poder sentar em um banco para ler um livro ou um jornal e observar crianças brincando tranquilamente é um exercício para a mente. E, além disso, alguns desses espaços têm ótimos pontos de observação da cidade, que também garantem excelentes fotografias.



Um desses locais é o Jardim das Rosas, bem perto do Centro Histórico. Além de contemplar as flores, famílias levam os filhos para brincar em gramados que também servem para os famosos piqueniques. O visual das muretas do jardim é incrível e dá uma noção bem real do que é a cidade de Berna. Casarões históricos, arquitetura medieval, um rio imponente e uma vegetação frondosa, que não perdeu espaço nem com a quantidade de construções que se multiplicam em cada espaço disponível.

Vale a pena também passar algum tempo contemplando a vista na praça ao lado da catedral de Berna. Os brinquedos fazem a alegria da criançada e lotam o espaço. De lá, observa-se o Rio Aare no ponto onde está instalada uma usina hidrelétrica. Outra observação curiosa pode ser feita na porta da sede do governo nacional, prédio que abriga o Parlamento da Suíça. Uma área livre funciona como fonte de água. Dos buracos no chão saem jatos de água que garantem a festa da meninada durante o verão escaldante da Suíça.

Como ir

» Há voos diretos pela companhia Swiss Airlines, saindo de São Paulo com destino a Zurique diariamente. Na classe econômica há tarifas promocionais ao custo de U$ 649 (R$ 2.414). Já na classe executiva você pode encontrar as passagens por U$ 2.429 (R$ 9.035). As taxas de embarque não estão incluídas

» A partir de abril de 2016 a companhia Edelweiss (afiliada à Swiss Airlines) vai iniciar a rota Rio de Janeiro/Zurique, com voos duas vezes por semana.

Idiomas e população

A Suíça conta com quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche, esse último uma mistura de línguas reto-românicas. A parte alemã da Suíça é habitada por 63,5% da população, enquanto 22,5% dos moradores se dividem na parte francesa, 8,1% da parte italiana e 0,5% falam o romanche. Cerca de 6% dos demais são estrangeiros, com outras línguas maternas. O inglês é falado pela maioria da população.

Dados geográficos

» População: 8 milhões de habitantes
» Área: 41.293km², pouco menor que a área do estado de Rio de Janeiro (43.696km²)

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