NY: roteiro para curtir a cidade que nunca dorme em três dias

Tem pouco tempo para visitar uma das principais cidades do mundo? Acompanhe nosso diário de bordo com as melhores atrações, boa hospedagem e, claro, comida de qualidade

por José Carlos Vieira 29/07/2015 10:00

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Divulgação
Brooklin Tour é imperdível e cruza a Brookling Bridge. Região é cenário de filmes, como Perfume de mulher (foto: Divulgação)

Nova York não é uma cidade para se conhecer em pouco tempo, definitivamente. No entanto, se não há outro jeito, seja por falta de espaço na agenda, seja por pouco dinheiro, o importante é aproveitá-la da melhor maneira possível. Por isso, o Turismo traz um diário de bordo para você que tem apenas três dias na Grande Maçã. Não faltam boas opções, como a Broadway, o Rockefeller Center, o Central Park e até a casa-museu de Louis Armstrong. Além dessas dicas, Seth Kugel, do canal Amigo Gringo, do YouTube, dá conselhos sobre a região e como se comportar.
Casa-museu do artista Louis Armstrong, que tem objetos pessoais e fotos do músico

Quinta-feira Num começo de tarde de quinta-feira, a engarrafada e barulhenta Manhattan nos recebeu, chegamos ao The Iroquois, hotel bem pertinho da Broadway, na 49 West com a 44ª Street, e com charmosas quatro estrelas. Para os que apenas arranham o inglês, o lugar tem funcionários brasileiros que dão dicas sobre o que fazer na cidade. E a localização? Bem pertinho da Grand Central Station, a menos de três quarteirões, e do Central Park, 1,5 quilômetro de distância.

A prioridade é deixar as bagagens no quarto, bater perna e abusar da máquina fotográfica. Vale tudo, desde o Empire State ao paquistanês vendendo hot-dog nas esquinas. Cruzar avenidas, entrar e sair de lojas, comprar, comprar… Ou, simplesmente, curtir a efervescência de um fim de tarde em Manhattan já paga a viagem! Nas calçadas, pessoas das mais diversas regiões do planeta se cruzam apressadas. Kerouac, parceiro onipresente nesta empreitada, é quem dá a receita: “Como um bar da Third Avenue – às quatro da tarde, os homens riem ruidosamente, copos retinindo (…) Entram dois vendedores da Madison Avenue que passaram o dia trabalhando, jovens, bem vestidos, (…) Os homens amam os bares, e os bons bares merecem ser amados. (…) Aqui é a fantástica Third Avenue de Nova York”, emenda o escritor, que profetizou essa cena, vivida agora por um repórter sul-americano.

À noite, um jantar no restaurante do Hotel The Quin (101 West 57ª Street) é celebrado com um bom vinho tinto californiano e um salmão grelhado à escocesa. Comparando com os preços praticados no Brasil, o valor da conta pode assustar em tempos de dólar a mais de R$ 3,10 no Brasil – os pratos custam  em torno de US$ 40. O hotel, encostado no Central Park, tem design moderníssimo, com destaque para as intervenções de artistas contemporâneos e seus estênceis e grafites, como o parisiente Blek le Rat. A diária, no entanto, não é para qualquer um: começa em US$ 360 a mais simples das acomodações.
Kena Betancur/AFP
Com termômetros batendo os 32 graus no verão de 2015, nova-iorquinos correram para se esbaldar no gramado do Central Park (foto: Kena Betancur/AFP)

Sexta-feira  A cidade não dorme, amanhece agitada, cheia de energia e engarrafada (mal dos nossos tempos). Saímos do Iroquois para um café da manhã no Norma’s, dentro doHhotel Le Parker Méridien. Eleito pela revista New York Magazine como “melhor café da manhã da cidade”. Uma refeição típica: panquecas, bacon, ovos… Na América como os americanos. E como eles curtem o café da manhã, momento para uma rápida reunião de negócios ou para um simples e produtivo ócio, um livro, um jornal… Cada prato custa em média US$ 30, mas é um senhor prato.

Pegamos o metrô rumo à Union Square. De lá, embarcamos na excursão Slice of Brooklyn Tour – passeio sensacional de ônibus pela região mais charmosa de NYC (ao custo de US$ 80), cenário de filmes clássicos como Perfume de mulher e Embalos de sábado à noite, só para citar apenas dois. Bacana também é a visita à Ponte do Brooklin, uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, com exatos 1.834m de extensão. Fotos e mais fotos, Manhattan agora é apenas um maravilhoso cartão-postal. Para completar a viagem, paradas em duas tradicionais pizzarias desse outrora reduto italiano. Para encerrar, uma rápida caminhada por Coney Island.

À noite, o destino é a Broadway. Ingresso na mão e muita expectativa para assistir a On the town, em cartaz 70 anos depois de sua estreia. Escrito por Betty Comden e Adolph Green, sob a batuta do maestro e arranjador Leonard Bernstein. O espetáculo conta a história de três marinheiros durante um dia de folga em Nova York. Emocionante, simples assim! As performances dos atores Tony Yazbeck e Alysha Umphress são impecáveis. Os donos do show. A Broadway é um mundo à parte. Um lanchinho básico no Bubba Gump. Depois descanso (para quem é de descansar).
Andrew Burton/AFP
Propagandas da Broadway invadem Times Square. Ali é possível assistir às peças em cartaz há mais de 40 anos (foto: Andrew Burton/AFP )

Sábado

Rápido café da manhã no Iroquois. Metrô até Jackson Heights, na região do Queens, que hoje é uma mistura de etnias. Fomos a uma padaria colombiana, saboreamos alguns pães típicos, depois a um bar paquistanês, mais gostosuras condimentadas, e por fim uma visita extraordiánaria à casa-museu do mestre Louis Armstrong. O espaço parece intocado, como se o autor de What a wonderful world, composta ali mesmo, ainda vivesse entre nós. Vale a pena um passeio guiado pela sala onde o trompetista viveu grande parte da vida. Mesmo ganhando fortunas ao redor do mundo, permaneceu na bela casinha ao lado de um gravador de fita de rolo e um livro de anotações recheados de canções na escrivaninha.

De volta a Manhattan, um tour pela Madison Avenue que faz doer o bolso de qualquer mortal assalariado. Cada vitrine… O último evento dessa jornada é no lendário palco do Radio City Music Hall, onde as legendárias Rockettes estreiam o tradicional espetáculo de Natal. Maravilhoso!

Gorjetas 

A maioria dos nova-iorquinos que trabalham no setor de serviços (hotéis, restaurantes e transportes) engordam seus salários com gorjetas.

» Porteiro e mensageiros de hotel:
US$ 1 para chamar um táxi
» Carregadores e mensageiros de hotel: US$ 1 ou US$ 2 por mala
» Camareiras:US$ 1 a US$ 5 por dia de hospedagem
» Garçons e bartenders: 15% a 20% da conta (antes da adição das taxas)
» Motoristas de táxi: 15% a 20% do total da corrida

 FIQUE POR DENTRO

» Nova York tem população de cerca de 8 milhões de pessoas
» Ali são faladas 170 línguas diferentes
» A cidade tem 24,6 mil restaurantes
» Há 1,2 mil instituições culturais
» São 168 quilômetros quadrados de parques e outros espaços abertos
» Os hotéis oferecem 92 mil quartos
» NYC é composta por cinco distritos: Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e
Staten Island
» O turismo brasileiro saltou de 75,7 mil, em 2003, para 895 mil em 2013. No ano passado, cresceu em torno de 970 mil.

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