Veneza é labirinto do encanto e da perdição

A magia está em perder-se entre as ruelas que desembocam em canais cercados pelo multicolorido dos prédios com flores nas janelas

por Adriana Izel 21/04/2015 06:00

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Veneza se diferencia das principais cidades italianas. Ela deixa um pouco de lado as influências gótica e barroca — que continuam presentes nas igrejas — para apostar no colorido dos prédios, o que a torna naturalmente um cartão-postal. O grande encanto da cidade são os canais (por onde passam as gôndolas), que deram origem às ruelas e a transformaram em um grande labirinto. Além disso, Veneza é a cidade do romance, abrigo do festival de cinema e mãe dos bailes carnavalescos mascarados. Turismo mostra como ver e viver a mais icônica cidade italiana, onde as águas são o cenário.

 

Carlos Altman/Estado de Minas - 15/08/2006
Da Ponte Rialto se tem uma das vistas mais impressionantes de Veneza. Lá é preciso se espremer entre as pessoas para conseguir fazer uma foto (foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/08/2006 )

Por conta dos inúmeros becos, é um pouco difícil se localizar em Veneza, mas perder-se por lá faz parte do passeio. É assim que se podem descobrir seus encantos, como um pequeno restaurante, uma igrejinha e paisagens que não se veem em lugar nenhum.


O Canal Grande circula todos os bairros venezianos. Os locais mais visitados, San Paolo e San Marco – onde estão as principais atrações turísticas –, são muito bem sinalizados, com várias placas indicando o caminho para chegar até eles. Mas também há o que ver em Dorsoduro, Cannaregio, San Croce e Castello. Vale uma visita, caso haja tempo.


A pé, para quem vem do sentido da Estação Ferroviária Santa Lúcia, o segundo bairro é São Polo. A primeira grande atração do local é a Basílica Santa Maria Gloriosa dei Frari. Uma das maiores igrejas de Veneza; é dedicada à Assunção de Maria e foi construída por franciscanos entre 1250 e 1338. A fachada é simples, feita em ladrilho, mas no interior há muitas obras de arte de relevância histórica, como a figura de São João Batista, do escultor Donatello, além de monumentos funerários. A basílica faz parte do complexo Campo dei Frari, que abriga a capela San Rocco. É importante lembrar que as igrejas italianas não aceitam visitantes com as pernas e os ombros descobertos. Se você visita a cidade no verão e está vestido para enfrentar as altas temperaturas, não se preocupe. Geralmente há pessoas que vendem uma espécie de “poncho” descartável.


Carlos Altman/Estado de Minas - 15/08/2006
(foto: Carlos Altman/Estado de Minas - 15/08/2006 )
Seguindo o caminho no sentido da ponte Rialto, que une San Polo a San Marco, chega-se ao Campo de São Polo. No passado, o local era destinado à agricultura e à pastagem. Hoje, é totalmente pavimentado, tem um poço no centro, uma igrejinha, os palácios de Tiepolo, Soranzo,Donà e Corner Mocenigo, além de ser usado para os festejos carnavalescos (os bailes de máscaras) e a exibição de sessões ao ar livre do Festival de Cinema de Veneza.

RIALTO A SAN MARCO No trajeto até São Marco, vale visitar a igreja mais antiga da cidade: San Giacomo di Rialto, construída no século 15, tem um grande relógio na entrada. O interior tem a beleza presente nas basílicas italianas, com muitas esculturas, afrescos, vitrais e as características imagens sacras.


Ela fica ao lado de outro importante ponto turístico: a Ponte Rialto. De lá se tem uma das vistas mais impressionantes de Veneza. É preciso se espremer entre as pessoas para conseguir fazer uma foto, uma selfie, mas vale a pena. A escadaria da ponte é cercada por lojinhas com produtos venezianos e lembrancinhas de viagem como chaveiros de gôndola e máscaras de carnaval. Tente escapar dos vendedores, geralmente ciganos, que fazem de tudo para que os turistas comprem uma rosa. Eles costumam oferecer, mas, ao pegar a flor, logo vem a cobrança. Fique esperto. S e não quiser comprar, passe longe, pois eles são insistentes. Em alguns hotéis, os concierges alertam para o risco de furtos nesses locais.


Cultura e badalação

Depois de atravessar a ponte, o turista estará no bairro mais badalado de Veneza: São Marco. É na Praça de São Marco, construída no século 9, que estão as principais atrações turísticas da cidade. A começar pela basílica, um dos maiores exemplos da arquitetura bizantina e que teve inspiração na antiga Constantinopla. A visita é gratuita, paga-se apenas para entrar no museu (4 euros).

No local ainda ficam a Torre do Relógio, o Campanário de São Marcos (onde está o mirante na torre com 98,6 metros de altura), o Palácio da Moeda (Palazzo della Zecca), que era a sede da Casa da Moeda no século 16, e os museus do Palácio Ducal (Palazzo Ducale) – residência do primeiro magistrado da república veneziana e escritório de várias instituições políticas –, Correr, Arqueológico e a Biblioteca Marciana, que guarda as coleções de manuscritos do mundo. Para visitar os museus basta comprar uma entrada, que dá acesso a todos os acervos, inclusive ao Museu Cívico de Veneza. Por 24,50 euros é possível ir a 11 lugares da cidade. O ingresso pode ser adquirido em qualquer um dos museus.

Passeio de gôndola As gôndolas são a grande atração de Veneza, mas custam caro. Passear nos barquinhos românticos, alguns deles com trilha sonora, não custará menos de 60 euros. O trajeto costuma ser feito dentro do Canal Grande, que passa pelas pontes RiAlto, Dell'Accademia, Degli Scalzi, entre outras.

Reunião dos cardeais Passando o canal de São Marco chega-se a San Giorgio Maggiore, uma das ilhas de Veneza. É possível fazer o percurso de traghetto, tipo de gôndola para atravessar os canais que não são servidos por pontes. O local é conhecido por ter recebido o último conclave fora de Roma, a reunião de cardeais para eleição do papa. Também abriga a Basílica de San Giorgio Maggiore (São Jorge Maior).

Localize-se Há muitas formas de chegar a Veneza. A cidade abriga um aeroporto, que está a 12 quilômetros da área central, e uma estação de trem, a Ferrovia Santa Lúcia. O transporte pode ser feito de ônibus, táxi ou barco. Para chegar ao Centro histórico vindo de outras regiões de Veneza, há um ônibus regular ou um shuttle. Esse serviço costuma ser oferecido por alguns hotéis até Tronchetto, onde está o Venice People Mover, um VLT que cruza Tronchetto até a Praça Roma, o ponto inicial de Veneza.

Como economizar

Veneza é conhecida também pelos preços altos, principalmente no valor da hospedagem. Uma boa solução é garantir a estada em Mestre, Marghera ou Malcontenta, regiões localizadas dentro do município de Veneza, que ficam a 40 minutos da ilha principal. Assim, o turista economiza bastante. A principal forma de hospedagem nesses locais são os campings. Eles são bem diferentes dos que onhecemos no Brasil. Há espaço para acampar com barraca, porém, a melhor pedida são os trailers e chalés, que têm quarto e banheiro – alguns chegam a ter cozinha. Além disso, normalmente, o espaço dos campings tem piscina, quadra esportiva, bar, restaurante, lavanderia e até mercado. O trajeto até o Centro de Veneza costuma ser oferecido em pequenos ônibus ou vans, ao valor médio de 5 euros. – Camping Village Jolly, localizado na Via Giuseppe de Marchi, em Marghera. – Camping Rialto, localizado na Via Orlanda, em Mestre. – Camping Serenissima, localizado na Via Padana, 334, em Malcontenta.

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