Todo tipo de aventura

por Gabriella Pacheco 14/04/2015 00:12

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Emerson de Oliveira/Divulgação
Lago Mascardi é consequência fascinante da herança vulcânica na região. Margeado por bosques e montanhas, a cor verde-turquesa de suas águas impressiona (foto: Emerson de Oliveira/Divulgação)

Há diferentes maneiras de se experimentar o que a região oferece fora da temporada de neve. Você pode se render ao seu lado mais aventureiro, bancar o turista profissional ou ficar no meio do caminho. Para qualquer uma das opções, leve na mala um tênis confortável, de preferência aquele tipo que não tem medo de ver poeira.

Se aventura é o que você gosta, esqueça os hotéis românticos à beira do lago, seu lugar é num camping. Receptivos de turismo têm várias opções de pacotes com trekking, rafting, canoagem, passeios a cavalo pelos bosques locais, trilhas de bicicleta, entre outros. Mas, se seu lugar é no mato, vá até o Clube Andino, que fica perto do Centro Cívico, e se informe sobre os horários de ônibus que levam mochileiros até os campings do parque nacional.

Nesse caso, uma ida ao Cerro Tronador é imperdível. Aliás, mesmo para quem não é do tipo aventureiro, esse passeio deve estar no topo da lista de coisas a fazer. O Tronador é um vulcão teoricamente ativo, mas cuja última erupção, estima-se, aconteceu há mais de 10 mil anos. Com mais de 3.500 metros de altura, ele fica localizado a 90 quilômetros de Bariloche, na divisa entre o Chile e a Argentina, e tem sete geleiras ao seu redor. Seu nome foi dado pelos nativos por causa do barulho que o gelo faz ao se desprender das geleiras, semelhante ao de um trovão.

O caminho até o cerro, dentro do parque nacional, tem vários pontos de parada e campings para mochileiros, alguns com banheiros e lanchonetes. O melhor deles é, sem dúvida, Pampa Linda, uma planície aos pés das montanhas, de onde é possível ver o Tronador por inteiro.

Se acampar não está nos seus planos, não se preocupe. Existem passeios turísticos saindo de Bariloche para o Tronador, com duração de um dia, que levam os visitantes bem perto do pé da montanha. O ponto final de todos é a Garganta do Diabo, uma queda d’água formada pelo degelo dos glaciares. Mas interessante mesmo é chegar perto deles. O mais curioso está na rota principal dos passeios, o Ventisquero Negro, um dos poucos glaciares pretos do mundo. Mesmo parado em frente a ele, é difícil distinguir rocha de gelo. A cor é resultado da mistura de resíduos vulcânicos com o gelo.

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Uma ida ao Cerro Tronador é imperdível. Trata-se de um vulcão teoricamente ativo, mas cuja última erupção, estima-se, aconteceu há mais de 10 mil anos (foto: Emerson de Oliveira/Divulgação)


ORIGEM GLACIAL Outra consequência fascinante da herança vulcânica na região é o Lago Mascardi. Quase todo o caminho até o Tronador margeia o lago, que também tem origem glacial. No entanto, devido à sua proximidade ao vulcão, o Mascardi recebeu, ao longo dos anos, uma grande quantidade de resíduos tanto diretamente quanto pela água que vem do degelo. Daí a cor verde-turquesa de suas águas. Editores de imagens não conseguem fazer jus à beleza que seus olhos vão enxergar passando por lá. Para completar, o lago é margeado por bosques e montanhas. Não dá para não se apaixonar.

E falando em se apaixonar, outro passeio imperdível é até a Ilha Victoria. Aqui também você pode escolher o quanto se aventurar. Pelas agências, dá para fazer a opção básica, que sai do Centro às 13h e retorna por volta das 19h. Esse roteiro te leva primeiro até o bosque de Arrayanes (leia-se em castellano, ‘arajanes’), uma espécie da família da nossa jabuticaba, com tronco cor de canela e que chega a até cinco metros de altura. Dizem por lá que o bosque, com árvores de até 500 anos, inspirou o filme Bambi, da Disney. A fama é tamanha que a única lanchonete dessa área do parque chama-se Cabana da Disney. Se a lenda é verdade ou não, as guloseimas vendidas lá são mágicas e o bosque é, de fato, encantador.

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Outro passeio imperdível é a Ilha Victoria, a maior de todas do Lago Nahuel Huapi, com infraestrutura para receber os visitantes (foto: Emerson de Oliveira/Divulgação)


Poucos minutos depois, de volta ao catamarã que faz o trajeto, chega-se à Ilha Victoria. A maior de todas as ilhas do Lago Nahuel Huapi, ela também tem mais infraestrutura para receber os visitantes. Novamente, você pode escolher entre passar seu tempo sossegado na praia, visitar locais com pinturas rupestres, passear pelo jardim botânico localizado na ilha ou tentar desbravar o lugar. A opção mais fácil é subir o Cerro Bella Vista. O nível de dificuldade da subida levemente íngreme é intermediário, mas, com calma e um bom calçado, qualquer um consegue chegar ao topo, que faz jus ao nome. A vista do mirante final do cerro é espetacular. Mas, se você quer se aventurar mais, existem trilhas mais longas e o parque ainda permite que visitantes façam passeios de bicicleta por outros trechos da ilha.

Quem prefere um passeio mais típico de turista profissional também tem a opção de conhecer a região ao norte do lago com o Circuito Grande. O programa te leva a paradas encantadoras nas estradas que ligam Bariloche a Villa Angostura – são cerca de 120 quilômetros entre as duas. No caminho, você conhece outros braços do Nahuel Huapi, assim como outros lagos da região. Villa Angostura é famosa por suas encantadoras casas de madeira cor de canela, mas o caminho traz também muitas outras belezas naturais, motivo pelo qual o roteiro é um dos mais procurados nas agências.

 

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