Projeto Vertingem apresenta o espetáculo Trunfo, inspirado no tarô

Grupo de teatro-circo de Belém do Pará faz duas apresentações seguidas de bate-papo no C.A.S.A.

por Ana Clara Brant 06/02/2017 09:00

Debora Flor/Divulgação
Grupo se apresenta nas próximas terça (07) e quarta (08) em Nova Lima. (foto: Debora Flor/Divulgação)

A jovem companhia paraense Projeto Vertigem é especialista no gênero teatro-circo e, em seu mais recente trabalho, explora o tema do tarô. Trunfo, que batiza o espetáculo, é o nome dos arcanos maiores desse jogo de cartas. Concebida em 2015, a montagem foi contemplada com o Prêmio Funarte Carequinha de estímulo ao circo e realiza a primeira circulação nacional durante o mês de fevereiro. A turnê inclui intercâmbio e vivência com outros grupos do país, além das apresentações gratuitas, seguidas de bate-papo com o público. Uma das cidades escolhidas é Nova Lima (MG), onde a trupe se apresenta nas próximas terça (07) e quarta (08) na sede do Centro de Arte Suspensa e Armatrux (C.A.S.A.), no Vale do Sol.

''Temos apenas cinco anos de existência, mas já com um trabalho consistente. Se não fosse através de editais como esse, seria impossível levar nossa arte dessa maneira pelo Brasil. Está sendo bem interessante. Além de Nova Lima, a agenda inclui Goiânia (GO), Salvador (BA), Campinas (SP) e ainda chegará à Chapada Diamantina, no Vale do Capão (BA), onde participa do Festival Internacional Diamantino de Circo”, celebra o diretor do Vertigem, Paulo Ricardo Nascimento.

Durante 40 minutos, através das técnicas circenses de acrobacias aéreas, de solo e malabares, mescladas ao teatro, dança, música e artes visuais, Trunfo conduz o público pelo picadeiro. Os universos mágicos do circo e do jogo das cartas de tarô são acessados pelos artistas Marina Trindade, Katherine Valente e Luan Weyl, que contam com a ajuda da plateia, convidada a tirar a sorte no baralho.

A cada nova sequência de cartas tiradas por alguém da plateia, novas combinações de cenas vão surgindo. É um desafio aos atores e equipe técnica, pois, a cada nova edição de movimentos, nova luz, outra trilha e sonoplastia são necessárias para corresponder à encenação. ''Nós criamos o nosso próprio tarô de 13 cartas com tamanho ampliado, confeccionadas pela Victória Rapsódia, a responsável pela visualidade do grupo. Em cada espetáculo, sorteamos um jogo com seis cartas. Então, cada apresentação é completamente diferente uma da outra já que o jogo sempre muda. O tarô tem muitas figuras teatrais e, por isso, tudo a ver com a nossa proposta'', analisa o diretor.

Paulo Henrique faz questão de frisar que ninguém do grupo é tarólogo, astrólogo ou algo parecido, e que a ideia é possibilitar ''uma experiência para se deixar levar e se arriscar na plenitude do vazio, sem medo da coincidência ou do acaso''. ''É uma viagem, uma brincadeira através do circo, do teatro e do tarô que tem tido uma resposta muito surpreendente e receptiva das pessoas'', celebra.

O diretor destaca que todo o processo de criação foi bastante colaborativo, com diferentes artistas contribuindo para a montagem. Cada elemento cênico do espetáculo foi fruto do diálogo e recebeu sugestões e interferências, o que enfatiza a pluralidade da linguagem em cena.

TRUNFO
Espetáculo do Projeto Vertigem (Belém-PA), direção de Paulo Ricardo Nascimento, com Marina Trindade, Katherine Valente e Luan Weyl. Amanhã e quarta, às 20h, no Centro de Arte Suspensa Armatrux – C.A.S.A. (Rua Himalaia, 69, Vale do Sol, Nova Lima). Entrada franca. Classificação livre

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