Dupla de mágicos Ilusion apresenta espetáculo neste fim de semana em BH

'Além da imaginação' proporciona uma viagem lúdica pelas técnicas e pela história do ilusionismo

por Márcia Maria Cruz 14/01/2017 10:40
Élcio Paraíso/Divulgação
Em cartaz no Teatro Alterosa, o espetáculo convida crianças e adultos a se deixarem levar pelo impossível (foto: Élcio Paraíso/Divulgação)

A mágica leva crianças e adultos ao universo lúdico onde tudo é possível. É o que propõe o espetáculo Além da imaginação, dos mágicos Henry Vargas, de 25 anos, e Klauss Durães, de 24, que terá quatro apresentações no Teatro Alterosa, no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. Hoje, serão duas sessões e as outras duas apresentações seguem nos dias 19 e 20. “A mágica permite fazer a viagem para além da imaginação. Tudo o que a gente toma como impossível e surreal pode acontecer. Você não imagina que coisas podem levitar, que o impossível de ocorrer, mas a mágica traz essa possibilidade”, afirma Henry. O espetáculo estreou há dois anos e meio em Belo Horizonte e já foi apresentado no interior de Minas e em São Paulo.

Assista aos truques da dupla de mágicos


Com investimento na dramaturgia, o espetáculo explora diferentes possibilidades de ilusionismo, transitando sobre os estilos e modalidades dessa antiga tradição. A dupla apresenta números clássicos, grandes ilusões e esquetes em que convocam o público à interação.

As pessoas verão manipulação, que é o uso da mão para desaparecer e aparecer objetos, técnica conhecida como prestidigitação; mágica com humor; quadros de sombra chinesa, em que as mãos são usadas para produzir projeções que simulam objetos, animais e figuras reais; truques clássicos e salão de mágica.

Todos os números permeados de humor. “Contamos um pouco sobre a história e personalidades da mágica”, diz Henry. A dupla recria números do mais famoso ilusionista de todos os tempos, o húngaro Harry Houdini (1874-1926). “Sou preso com uma corda dentro de um saco e colocado num báu. Klauss sobe em cima e trocamos de lugar em três segundos, o mesmo tempo de Houdini.”

Um dos propósitos da dupla é realizar um passeio pelos vários estilos e modalidades dessa arte, “de maneira rápida e lúdica para que as pessoas possam compreender”. Tudo é acompanhado por trilha executada ao vivo por um piano e um violino.“A proposta é fazer com que as pessoas ignorem a lógica, os sentidos e possam ver coisas que antes poderiam duvidar que existissem.”

Os artistas esperam um público familiar, sem restrições. “A mágica não tem público. Ela consegue encantar pessoas de 8 a 80 anos. Crianças de 5, 6 anos vão curtir e também os adultos que voltam a ser crianças. É muito lúdico e fascinante.”

Para Henry, a mágica é elemento de comunicação e exige do artista diversas habilidades para além das técnicas de ilusionismo. Ele lembra que o mágico precisa ter domínio cênico e saber contar histórias. “Para fazer um número, precisamos de muita conhecimento para que ele seja mais do que um número. O nosso propósito é transformar a visão das pessoas sobre a mágica. Não é só uma moeda que desapareceu. A gente quer que isso faça sentido para as pessoas. Seja metáfora de algo”, diz Henry.

Para isso, a dupla fala sobre o tempo e o desejo de as pessoas explicarem tudo. “A mágica nos mostra que as coisas não precisam ser explicadas. Muita coisa você não precisa entender. A mágica é como a vida: não precisa ser entendida”, pontua Henry. Para Klauss, o maior encantamento não é o das crianças, mas a dos adultos, que dizem que voltam à infância. “O que me encanta na mágica é o desafio à lógica e o megulho nesse mundo em que tudo é possível”, diz.

FORMAÇÃO


Não existe uma formação específica para mágicos, depende muito da trajetória feita por cada um. Henry começou a estudar mágica aos 8 anos e, pouco tempo depois, por volta dos 12, já fazia eventos infantis. Para se profissionalizar, participou de diversos campeonatos e viajou por vários países, inclusive Estados Unidos em Las Vegas, para se aperfeiçoar.

Apesar da pouca idade, Klauss e Henry já têm trajetória de 10 anos. Os dois desenvolveram a carreira de forma semelhante, mas de maneiras paralelas. Klauss foi despertado para a mágica aos 6 anos, influenciado por um tio apaixonado por ilusionismo. “Ele era empresário, ensinou para os filhos, mas nenhum quis seguir a carreira. Comecei a fazer para as reuniões de família, mas logo tomei gosto pela coisa”, conta. Klauss fez cursos profissionalizantes tanto no Brasil como no exterior. Os dois se encontraram em um congresso de mágicos em Belo Horizonte. “Estudamos na mesma escola e não sabíamos. Nossas mães formaram juntas e não sabíamos. Fomos nos encontrar adultos e vimos que os propósitos eram os mesmos”, relata Kaus, acrescentando que o grupo que dá nome à dupla, Ilusion, foi criada há cinco anos.


ALÉM DA IMAGINAÇÃO

Com a dupla Ilusion. Hoje, às 19h e 21h, e dias 19 e 20, às 21h, no Teatro Alterosa (Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, (31) 3237-6611). Ingressos: R$ 15 (no posto Sinparc), R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), na bilheteria. Classificação: livre.

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