Barca dos Corações Partidos faz duas sessões em Belo Horizonte

Com a apresentação 'Auê', grupo mistura música, teatro, dança e performance

por Estado de Minas Pedro Galvão 05/08/2016 14:19

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Bruno Braga/Divulgação
No palco, oito homens (sob a direção de uma mulher) tratam de questões amorosas (foto: Bruno Braga/Divulgação)
"Auê". Um substantivo masculino, usado no português falado no Brasil para designar uma bagunça, farra, agitação. Quando se fala em um auê em cima do palco, é possível pensar em um espetáculo que dispense qualquer forma de organização e até os ensaios, mas não é o que ocorre com a nova peça da Barca dos Corações Partidos, dirigida por Duda Maia, que estará em cartaz em Belo Horizonte hoje e amanhã, no Sesc Palladium.

Depois de estrear no começo do ano, no Rio de Janeiro, Auê parte para a sua primeira turnê, trazendo à capital mineira uma mistura de música, teatro, dança e performance para falar de amor. “É superorganizado, mas é um espetáculo em que os artistas são muito eles mesmos, brincando em diferentes patamares e lugares, assim como ocorre no amor”, diz Duda.

Com oito artistas no palco, Auê é uma peça musical que apresenta 21 canções de autoria dos próprios intérpretes, responsáveis também por tocar os instrumentos. Conhecida pelas exibições nos musicais Gonzagão – A lenda’ e Ópera do Malandro, a Barca dos Corações Partidos vai ao palco com violão, guitarra, tambores, triângulo, pandeiro e rabeca. A mistura de instrumentos representa bem a miscelânea de sons que eles apresentam ao público, mesclando ritmos regionais com linguagens mais modernas. As músicas que integram o espetáculo foram compostas durante as turnês dos outros musicais em que o elenco de Auê também atuou.

LINGUAGENS Apesar da musicalidade fortemente presente, a diretora é categórica ao afirmar que “é um espetáculo teatral”. “O teatro permite essa mistura de linguagens e é isso que fazemos. Não existe um texto, mas há uma forma de descobrir como cantar essa música, assim como é feito para saber qual o tom do texto, em outros casos. Não contamos uma história específica de começo, meio e fim, mas várias histórias em cada música. Há um roteiro que entrelaça as canções com uma linguagem corporal”, diz Duda, que trabalhou como diretora de movimento em Gonzagão – A lenda, encenado em BH no mês passado.

O auê de ritmos e movimentos tem como norte o amor. As músicas e os movimentos usados para interpretá-las buscam trabalhar uma linguagem que expresse sentimentos íntimos, fazendo jus ao nome da companhia. “Predomina o coração partido, não necessariamente no sentido de sofrimento. Afinal, um coração pode se partir de amor e de alegria”, argumenta a diretora, que vê na palavra que dá nome à peça um significado de revolução.

“É um espetáculo extremamente político, pelo momento que vivemos, em que a voz das mulheres confronta tanto a voz do autoritarismo. São oito homens, extremamente fortes, mas falando de amor de uma forma delicada e dirigidos por uma mulher. Isso me agrada muito, pois não teria o mesmo efeito se fossem mulheres no palco”, avalia.

Apesar da classificação 12 anos, os 90 minutos de Auê são capazes de agradar e envolver todos os públicos, segundo a direção. “Uma das coisas muito bacanas é que a peça atinge crianças, adultos, pessoas mais velhas. Todos adoram”, garante Duda.

 

AUÊ

Espetáculo cênico musical da Barca dos Corações Partidos.

Hoje e amanhã, às 21h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro).

Ingressos: Plateia 1 - R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia); Plateia 2 - R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia); Plateia 3 - R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia.

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