Até dia 30, seis peças infantis ficarão em cartaz no Teatro Alterosa

Com 'A bruxinha que era boa', clássico de Maria Clara Machado que será apresentado amanhã e domingo, começa o 22º Festival Alterosa de Teatro Infantil

por Walter Sebastião 15/07/2016 16:15

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Cristina Horta/EM/D.A Press
(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Com A bruxinha que era boa, clássico de Maria Clara Machado que será apresentado amanhã e domingo, começa o 22º Festival Alterosa de Teatro Infantil. Até o fim deste mês, ficarão em cartaz seis musicais, todos da Copas Produções Artísticas.

“Nossa proposta é animar as férias com espetáculos divertidos, bonitos e com música ao vivo”, diz Diego Benicá, diretor artístico da Copas. O charme, aponta ele, está nos cenários coloridos, deixando as crianças encantadas assim que as cortinas se abrem. “Depois vêm as trilhas compostas especialmente para as peças, o que dá identidade forte a cada espetáculo”, conta.

Todas as peças são adaptações de textos nacionais e estrangeiros. Mas Diego avisa: “São releituras nossas, e não cópias de outras montagens”. A proposta é buscar temas interessantes sem se limitar ao conto de fadas, embora alguns textos evoquem essa narrativa.

“O pequeno príncipe traz lições mais importantes do que um conto de fadas”, afirma Benicá, contando que procurou oferecer diversidade estética: seja em Pluf! O fantasminha, com pegada rock and roll, ou em O Rei Leão, mostrando como a Broadway trata a linguagem infantil. “São espetáculos para todas as idades”, observa. E garante: os pais vão gostar do que está no palco.

Ao avaliar o teatro infantil feito em Belo Horizonte, onde a Copas atua há uma década, Diego lamenta a redução do número de espetáculos. “Em contrapartida, as escolas estão entendendo melhor a importância do teatro como atividade extraclasse”, observa. “Se o diálogo com a educação cresceu, falta os pais fazerem o mesmo. Precisamos fortalecer junto às crianças a ideia de que teatro é boa alternativa de recreação”, defende.

Transformações positivas podem ser observadas tanto no aumento da qualidade técnica das montagens em BH quanto no cuidado com a produção e em atores mais preparados para envolver a garotada. “Se a criança não gosta, ela não deixa o espetáculo acontecer”, resume Benicá.

MARIA CLARA

Encenar A bruxinha que era boa e Pluft! O fantasminha reverencia uma belo-horizontina ilustre: a dramaturga Maria Clara Machado (1921-2001), que passou a vida no Rio de Janeiro. “É autora clássica. Por ter dedicado sua vida inteira ao teatro infantil, ela tem lugar permanente na dramaturgia brasileira”, afirma Diego Benicá. “Temos muito respeito e admiração por Maria Clara. Os textos dela conseguem discutir com facilidade temas importantes como amizade, preconceito, amadurecimento e medos. Ela o faz de maneira divertida e a criança a entende. A bruxinha... foi escrita em 1958 e continua se comunicando muito com as crianças”, conclui, lembrando que peças da autora ficaram na memória de várias gerações de brasileiros.

PROGRAMAÇÃO
. A bruxinha que era boa
Amanhã, às 16h e às  19h
Domingo, às 16h

. Peppa Pig
Dia 22/7, às 16h

. Pluft! O fantasminha
Dia 23/7, às 16h e às 19h

. O pequeno príncipe
Dia 24/7, às 16h

. Os saltimbancos
Dia 29, às 16h

. O Rei Leão
Dia 30/7, às 16h e às 19h
Dia 31/7, às 16h

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