Marcos Veras apresenta nova peça na cidade disposto a quebrar as expectativas do público

Em 'Acorda pra cuspir', monólogo dirigido por Daniel Herz, o ator põe em xeque comportamentos bizarros que se tornaram habituais

por Carolina Braga 24/06/2016 09:53

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Marcos Veras deu uma pausa no stand up. No fim de semana, ele chega a Belo Horizonte disposto a quebrar as expectativas do público em relação ao que pode fazer no palco. Em Acorda pra cuspir, monólogo dirigido por Daniel Herz, o ator põe em xeque comportamentos bizarros que se tornaram habituais.

“É humor muito mais provocador e ácido. Tenho reparado: na mesma frase, a reação da plateia vai do riso ao silêncio”, comenta ele. O riso é um bom caminho para abordar assuntos considerados espinhosos, acredita Marcos. Por meio do texto do americano Eric Bogosian, ele questiona a ambição e o egoísmo de cada um de nós.
Rodrigo Veloni/Divulgação
Marcos Veras troca stand up por monólogo de Eric Bogosian (foto: Rodrigo Veloni/Divulgação)

Desde 2012, quando assistiu à adaptação de Sexo, drogas e rock n’roll feita por Bruno Mazzeo, Marcos Veras está atento à dramaturgia de Bogosian. Em suas pesquisas, descobriu que Acorda pra cuspir foi apresentado pelo próprio dramaturgo, nos Estados Unidos, em formato stand up.

“Bogosian é conhecido como showman. As pessoas vão ao teatro para ver o que ele acha da política e de outros temas. No nosso caso, optamos por teatralizar o texto”, conta o brasileiro.

Cercado por nove bonecos com a sua própria caricatura, Veras interpreta José Silva, um ator, brasileiro comum. “Poderia ser um bancário ou um médico. Esse cara se vê refém da cobrança social por ser bem sucedido”, detalha. O cenário compactua com o discurso da peça. “Os vários Josés Silvas, na verdade, somos todos nós. São espelhos”, diz ele.

Acorda pra cuspir estreou em maio, em São Paulo. A montagem marca o retorno do ator ao palco depois da temporada dedicada à televisão e ao stand up. Por sete anos, ele viajou o Brasil com o solo de humor Falando a Veras. Também integrou o elenco da novela Babilônia.


Em outubro do ano passado, deixou o programa Encontro com Fátima Bernardes para se dedicar ao cinema. Tem sete filmes na fila, prontos para estrear.

Além da comédia Contrato vitalício, o primeiro longa do Porta dos Fundos (coletivo do qual foi um dos idealizadores), também rodou o drama O filho eterno, adaptação do livro de Cristóvão Tezza. “Foi uma experiência incrível. O público vai me ver em outro lugar. É uma história de amor muito torta”, adianta, referindo-se a Contrato.... Em O filho eterno, dirigido por Paulo Machline, Tezza narra a experiência de um pai cujo filho tem síndrome de Down.

ACORDA PRA CUSPIR
Com Marcos Veras. Amanhã, às 20h, e domingo, às 19h. Teatro Sesiminas. Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, (31) 3241-7181. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).

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