'Sou um homem do espetáculo', afirma Padre Fábio de Melo a Pedro Bial

No 'Conversa com Bial', religioso revela motivo de não usar a batina e canta a música 'Trem bala', de Ana Vilela

por Estado de Minas 17/05/2017 08:26
TV Globo/Reprodução
Pedro Bial enquadra Padre Fábio de Melo sobre uso da batina, diabo e pecados. (foto: TV Globo/Reprodução)
Na madrugada desta quarta-feira, 17, o mineiro Padre Fábio de Melo foi o convidado do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Aos 46 anos, ele revelou o motivo de não usar batina e prestou homenagem à artista Ana Vilela, autora da música Trem bala. O religioso também falou de sua relação com a fama e o sucesso, e os ''pecados'' que envolvem sua função. 

''Existem padres que ainda gostam do traje. Eu nunca usei, eu cresci numa congregação que já não tinha o hábito da batina. Sou filho de uma congregação fundada por um francês, um homem avançado para o tempo dele'', diz, negando que o fato de não utilizar a vestimenta não está relacionado com a vaidade. No entanto, ele revela que desde a infância gosta de se cuidar. ''Eu nasci pobrezinho e minha mãe diz que eu sempre gostava de estar limpo, cheiroso, com o 'cabelinho de cuia' arrumado''. 

Pedro Bial também questiona o religioso sobre a existência do diabo, ao que ele responde com tranquilidade. ''O diabo existe e tem suas filiais. A minha maior preocupação é quando identifico o que é diabólico em mim e é alimentado pela minha rotina'', afirma. Sobre a prática de exorcismos, Fábio de Melo é categórico: ''Eu não digo não. Cada um que expulse o diabo que criou. O diabo é seu, somente você tem autoridade de tirá-lo da ação''. 

Há 20 anos atuando na religião, ele confessa não temer pelos pecados que rondam o sucesso e a fama. ''Preciso me despir de hipocrisia. O pecado está em todos os lugares, na minha sacristia da mesma forma que está na Marquês de Sapucaí. Eu prefiro estar onde ele é mais visível porque eu sei com quem estou lidando'', diz. 
 
Sempre firme em suas opiniões, Padre Fábio diz se inspirar em figuras como Papa Francisco. Inclusive, explica como faria se ocupasse o posto dele. ''Fico pensando se eu fosse Papa, não poderia dizer tudo que penso porque existe uma observação muito maior''. 

E mesmo quando a conversa fica mais afiada e Bial pergunta sobre o surgimento de padres famosos para atrair mais fiéis, Padre Fábio reconhece sua posição no mercado. ''Não posso negar que sou um homem do espetáculo, trabalho com música e meu palco é bonito. O que acontece com esse espetáculo é minha grande responsabilidade'', pondera. 

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