Artistas da Globo protestam contra reforma trabalhista de Michel Temer

Alinne Moraes, Paulo Betti, Tata Werneck, Lúcio Mauro Filho, Herson Capri e outros artistas publicaram imagens com a carteira de trabalho

por Diário de Pernambuco 03/05/2017 09:09

 Fotos: Instagram/Reprodução
Campanha virtual usa as hashtags #somoscontraareformatrabalhista e #nãodecidampornósporquetemosvoz. (foto: Fotos: Instagram/Reprodução)
Vários atores e atrizes famosos criticaram a reforma trabalhista proposta por Michel Temer (PMDB) em uma campanha virtual. Nas redes sociais, Alinne Moraes, Paulo Betti, Tata Werneck, Suzy Rêgo, Herson Capri e outros famosos publicaram fotos com as Carteira de Trabalho e Previdência Social, apoiadas por hashtags como #somoscontraareformatrabalhista e #nãodecidampornósporquetemosvoz.


 "Desde os meus 17 anos, contribuo com a previdência. Pago todos os meus impostos. Me sinto um idiota por não ter nada de volta, porém sou um burguesinho, sempre dopado pela minha condição de ter um salário muito acima da média. Mas não posso omitir, como cidadão, a minha opinião a respeito da REFORMA DA PREVIDÊNCIA", escreveu Lúcio Mauro Filho, no Instagram. "O trabalhador merece respeito! Afinal, é ele que faz o país andar!", reforçou Nathalia Dill, atualmente no ar na novela Rock story, da Globo, como a personagem Júlia.  

Sou trabalhador do Brasil, profissional desde 1991. Trabalhei como ator, diretor, produtor, autor, contra-regra, operador de áudio, operador de iluminação, produtor musical, músico, mestre de cerimônias, recreador de hotel e DJ. Desde os meus17 anos, contribuo com a previdência. Pago todos os meus impostos. Me sinto um idiota por não ter nada de volta, porém sou um burguesinho, sempre dopado pela minha condição de ter um salário muito acima da média. Mas não posso omitir, como cidadão, a minha opinião a respeito da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Questões com essa profundidade, devem ser discutidas arduamente com todos os setores da sociedade, pois avança sobre direitos conquistados com muita luta. Não dá pra ser tocada, por um governo tampão, que se instaurou da maneira que foi. Com o principal ator que comandou os trabalhos na cadeia e o vice que se tornou presidente, tendo participado da mesma negociação criminosa que culminou com o abuso de poder econômico/político que os elegeu. Nem esse congresso, onde a maioria está citada nas delações do maior escândalo de corrupção do mundo, têm qualquer legitimidade para fazer uma reforma dessa magnitude. Estão todos manchados. Toquem a economia, sei lá! Mas reforma da previdência, isso é muito sério. E na classe política, a única coisa que levam a sério, é a proteção de seus interesses e benefícios. #somoscontraareformatrabalhista #nãodecidampornósporquetemosvoz #diadotrabalho

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#somoscontraareformatrabalhista

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O trabalhador merece respeito! Afinal, é ele que faz o país andar! #somoscontraareformadaprevidência

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O trabalhador merece respeito! Afinal, é ele que faz o país andar! #somoscontraareformadaprevidência

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A reforma trabalhista foi encaminhada nesta terça-feira à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Na Câmara dos Deputados, o projeto foi aprovado por 296 votos a favor - houve 177 contrários. A votação foi concluída na madrugada da quinta-feira (27), durante sessão com mais 14 horas de duração. A reforma da previdência está prevista para ser votada no plenário da Câmara na quarta-feira (3). De acordo com o Datafolha, 70% dos brasileiros discordam da mudança.

 

O projeto da reforma trabalhista tem sido condenado por vários setores da sociedade brasileira por flexibilizar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e, segundo os críticos, mudar a legislação para favorecer os patrões em detrimento dos empregados. Na semana passada, aproximadamente 40 milhões de pessoas atenderam o chamado de centrais sindicais e fizeram uma greve geral de protesto no país contra as reformas trabalhista e previdenciária - as alterações na Previdência Social são refutadas, entre outros pontos, por aumentar a idade mínima da aposentadoria, ampliar o tempo de contribuição

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