Com carta enviada por Underwood aos assinantes, Netflix divulga trailer de House of cards

Ação de marketing envolvendo protagonista foi usada pelo serviço de streaming para promover a próxima temporada da série

por Estado de Minas Correio Braziliense 02/05/2017 10:06

Netflix / Divulgação
Ficção é baseado nos bastidores escusos da política norte-americana (foto: Netflix / Divulgação )
Os assinantes do Netflix receberam um comunicado inusitado na noite de segunda-feira (1º/5). O remetente da mensagem era o personagem Frank Uderwood, protagonista da série House of cards. O objetivo do comunicado, enviado com o selo da Casa Branca, era divulgar o trailer da quinta temporada, que estreia no próximo dia 30 de maio. Confira a "carta", escrita por ele:

 

"Cidadãos conscientes,

Minha vida inteira foi devotada a este país. Proteger sua liberdade é minha maior honra. Em tempos sombrios como estes, precisamos manter nossos olhos abertos e cuidar uns dos outros. O dia 30 de maio está chegando e eu preciso da sua lealdade mais do que nunca. Claire e eu podemos contar com você? Minha equipe não acredita em propaganda política, mas achamos que você vai gostar deste trailer".

Apontada como cópia fiel dos bastidores podres da política norte-americana, a série House of cards retorna à Netflix com a quinta temporada no dia 30 de maio. O trailer da nova fase divulgado nesta segunda-feira pelo serviço de streaming é sugestivo quanto aos rumos pretendidos pelo casal Underwood, o presidente Frank e a primeira-dama Claire.

Após chegarem à presidência e se envolverem em disputas diplomáticas com a Rússia, eles acalentam o sonho de permanecer à frente do poder por, pelo menos, mais 20 anos (até o mandato de 2036). A estratégia para se manter no cargo mais poderoso do planeta passaria pela implementação de uma política populista, através da qual o governante usa os meios possíveis para sugerir e atender os anseios do povo.

 Enquanto as cenas da nova temporada são apresentadas, Frank narra a relação dele com os eleitores e desdenha: "O povo é feito um bebê. Espera que digamos o que quer, que limpemos até os seus dedos".

 A aposta na ignorância coletiva e na canalização de anseios primitivos da massa encontra paralelo com o momento político vienciado pelos Estados Unidos, onde Donald Trump se elegeu com discurso recheado de promessas de ódio e pretensamente nacionalistas. Em 100 dias de poder, no entanto, ele pouco conseguiu colocar em prática no tocante, por exemplo, à construção o propalado muro entre os EUA e o México. Ficarão vazias também as promessas de Frank?

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