Veja as notícias que os jornalistas gostariam de dar neste 2017

Repórteres do 'Estado de Minas' revelam os assuntos que teriam prazer em noticiar no ano novo

por Helvécio Carlos 01/01/2017 15:00

Marcos Vieira/EM/D.A. Press
O show de fogos da Alterosa na Pampulha (foto: Marcos Vieira/EM/D.A. Press)

Agora vai! 2017 está aí e com ele a esperança por dias melhores. Mas quais seriam as notícias que nos trariam alegrias? Inspirada em coluna fictícia que o colunista Zozimo Barroso do Amaral publicou um ano antes de sua morte, em 1996, a Hit ampliou a ideia, recorrendo aos colegas de Redação. Anna Marina, ediora do caderno Feminino; Anna Clara Brant e Mariana Peixoto, repórteres do Cultura; Guilherme Paranaíba e Paulo Henrique Lobato, do Gerais; Marcílio de Moraes, editor-assistente de Economia; Kelen Cristina, Renan Damasceno e Paulo Galvão, que jogam no time do Esporte; Isabella Souto e Marcelo Coelho da Fonseca, repórteres de Política e Luiz Othavio Gimenez, da editoria de Conteúdos Digitais , revelaram as notícias que cobiçam para o Ano Novo. Completa o grupo a jornalista Isabela Teixeira da Costa, responsável pela área de Comunicação do Estado de Minas. Cada um teve liberdade para falar da sua reportagem dos sonhos.

Esta coluna, obviamente, também tem seus sonhos em relação ao que gostaria de noticiar. Nada mal se a noite da cidade voltasse a ter a mesma criatividade que lançou moda, casas noturnas e fez da capital mineira referência na balada. Hoje, a pista ferve e a rapaziada se joga em festas e eventos que recriam a máxima de Chacrinha: nada se cria, tudo se copia.

 

REVIVAL
DE ESTILO


Notícia ótima, que gostaria de dar com o maior prazer é o revival do Grupo Mineiro de Moda. Reunidos pelo mesmo craque Renato Loureiro, esses 10 estilistas novos ou remanescentes dos que sobraram, dariam sem dúvida um novo brilho ao estilo mineiro. Nos anos 60, os 10 pioneiros fizeram uma revolução no país, incomodaram principalmente os copistas e lançaram roupas invejadas e desejadas por todos. Os tempos mudaram, uma ou outra grife aparece em termos nacionais, mas os grandes nomes, com exceção de um ou outro, sumiram de vez. (Anna Marina)


TRANSPORTE  
METRÔ e ANEL


Depois de cinco anos na reportagem do Caderno Gerais do Estado de Minas acompanhando diretamente os assuntos da área de mobilidade urbana, gostaria de noticiar em 2017 pelo menos uma novidade que pudesse mudar para melhor a vida dos belo-horizontinos nesse aspecto. Seria muito bom poder trazer em primeira mão o anúncio definitivo da obra de expansão do metrô da capital mineira ou também marcar a data de início do trabalho de revitalização do Anel Rodoviário, duas obras esperadas há anos e que nunca saem do papel. (Guilherme Paranaiba)

Leandro Couri/EM/D.A Press
O cantor Roberto Carlos (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 

CINEMA
THE OSCAR GOES TO...


Acabou a crise, país volta a crescer, taxa de desemprego cai...Uma boa notícia que levaria a outra e a outra. Diante do mal estar geral em 2016, qualquer brasileiro gostaria de ler notícias como estas. Sonhar, no primeiro dia do ano, não custa nada... Agora, olhando para o próprio umbigo, um repórter cultural gostaria de pelo menos uma vez na vida: 1 - anunciar um Oscar para o Brasil; 2 - escrever sobre a obra do brasileiro que venceu o Nobel de Literatura. São fatos improváveis (para não dizer impossíveis) para este 2017. Ainda trabalhando na seara dos sonhos, a grande manchete deste ou de qualquer outro ano seria: “Roberto Carlos faz turnê com João Gilberto” (de preferência com uma entrevista com os dois maiores nomes da música brasileira, conhecidos tanto pela idiossincrasia quanto pela reclusão) (Mariana Peixoto)

BOM USO
LEGADO ESPORTIVO


Com o Brasil ainda pagando as contas de quatro grandes eventos esportivos – Copa das Confederações e do Mundo e Jogos Olímpicos e Paralímpicos–, fazer bom uso do legado esportivo se torna o principal desafio. Algumas das principais histórias inspiradoras de 2016 vieram de personagens que, via de regra, saíram da pobreza e encontraram no esporte a chance de construir uma vida digna: foi assim com a judoca Rafaela Silva, da Cidade de Deus, ou o boxeador Robson Conceição, ex-vendedor de picolés de Salvador, ambos medalhistas de ouro no Rio. As notícias que gostaria de escrever em 2017 são as que destacam o esporte como instrumento de transformação social. Para mim, aproveitar o legado olímpico é ter a obrigação de produzir novas Rafaelas e Robsons Brasil afora. (Renan Damasceno)

FUTEBOL
SEM VIOLÊNCIA

Seria muito bom saber que os torcedores de clubes rivais podem ir juntos para o estádio, levar a família, torcer e se divertir sem bagunça ou violência. Que não será preciso um grande esquema de segurança para impedir que alguns se matem em nome do que é uma das melhores diversões do mundo, o futebol. E também que os clubes estão sendo bem geridos, que as equipes contam com craques de primeira linha, que os treinadores são estudiosos e estão abertos a evoluir profissional e pessoalmente. Como para sonhar não paga, também gostaria de ver os outros esportes recebendo investimentos para o Brasil se tornar uma potência esportiva. (Paulo Galvão)

HOMENS E MULHERES
SOCIEDADE JUSTA

Que o machismo está arraigado na nossa cultura, de forma geral, é sabido. No mercado de trabalho, então, essa perspectiva é notória. Pesquisa divulgada neste ano pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que as mulheres ganham 77% do salário que os homens recebem para executar as mesmas funções – e isso não se explica por diferenças na educação ou idade. O mesmo estudo mostrou que a paridade salarial deve levar mais de 70 anos para ser alcançada. Justamente por torcer por uma sociedade mais justa em todas as suas instâncias, que a notícia que eu mais gostaria de dar em 2017 refere-se à equidade de gênero. Que a remuneração e o reconhecimento dependam apenas da capacidade e competência de cada um, seja homem ou mulher. (Kelen Cristina)

AMÉRICA
TRÍPLICE COROA

2016 foi um ano de notícias muitos devastadoras e tristes, em todos os aspectos. Por isso, gostaria de, em 2017, ler, literalmente, boas novas, sobretudo na política, na saúde, na educação e na cultura, área em que trabalho. E, se possível, uma notícia meio utópica com relação ao meu time, o América. Ganhar a Tríplice Coroa: o bicampeonato Mineiro, a Série B (e, claro, voltar para a Série A) e a Copa do Brasil! (Ana Clara Brant)

ECONOMIA
CRESCIMENTO RETORNA

A notícia que gostaria de ouvir em 2017 é a mesma que milhares de brasileiros: surpreendendo todos os prognósticos negativos, a economia brasileira registrou crescimento de 3% no ano, puxada pela queda do desemprego e pelo aumento dos salários acima da inflação. A produção da indústria, a aceleração do agronegócio e a retomada firme nos setores de comércio e serviços também contribuíram para a recuperação econômica. Com o desempenho, o país retoma a trajetória de expansão e abre perspectivas de novo avanço em 2018. (Marcílio de Moraes)

CIÊNCIA
CURA DO ALZHEIMER


Para 2017, gostaria de escrever para os leitores do Estado de Minas sobre o anúncio da cura do Alzheimer, essa doença devastadora para o paciente e ainda mais para seus familiares. Há alguns anos convivo com o Alzheimer, que atingiu meu pai e retirou dele a possibilidade de andar, falar, comer e reconhecer os filhos e netos. Para ele, não dará mais tempo, mas torço para que várias outras pessoas ainda possam ser beneficiadas com o avanço da medicina. (Isabella Souto)

GALO
BI NA LIBERTADORES


Em uma final eletrizante, com Mineirão lotado e atuação impecável do trio Tardelli, Robinho e Fred, o Galo venceu o River Plate, da Argentina, e conquistou pela segunda vez a Copa Libertadores da América. O bicampeonato veio com uma campanha emocionante e tensa, assim como a de 2013, do jeito que a Massa está acostumada. Agora, a equipe de Roger Machado segue para a disputa do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes, que terá a cobertura in loco deste que vos escreve! (Marcelo Coelho da Fonseca)

MEGA SENA
MINEIRA LEVA PRÊMIO

A melhor notícia para 2017 seria que eu tinha ganhado na loteria acumulada, mas como eu não jogo, essa fica só no sonho, mesmo. Com certeza não seria apenas uma notícia, mas várias, das boas. Queria ouvir que a crise acabou, que a Lava-Jato deu certo e que os políticos corruptos foram extirpados deste país. Que vamos viver uma realidade diferente com mais amor e, principalmente, respeito ao próximo. Que os rios estão cheios de águas limpas e não precisaremos racionar mais este líquido precioso. Conto da carochinha? Pode ser, mas ainda sonho com um mundo ideal, sou otimista. E quero, sim, trabalhar muito, continuar produzindo e ganhar dinheiro, independentemente da loteria. (Isabela Teixeira da Costa)

REDUÇÃO
CARGA TRIBUTÁRIA

O brasileiro está cansado de pagar impostos sem ter retorno das três esferas de governo (União, estados e municípios). Em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro trabalhou 153 dias para pagar tudo quanto é tipo de imposto, taxas, contribuições etc. Em média, cada cidadão destinou 41,8% do rendimento bruto para bancar a tributação sobre consumo, patrimônio, rendimento... É utopia, mas é grande o desejo de, quem sabe em 2017, ver a imprensa publicar a redução da carga tributária. Uma economia só se fortalece com uma tributação justa. (Paulo Henrique Lobato)

 

Gil Rodrigues/Esp. Aqui BH/D.A Press
A cantora Anitta (foto: Gil Rodrigues/Esp. Aqui BH/D.A Press )

CONSAGRAÇÃO
ANITTA

Dois mil e dezesseis foi o ano dela: Anitta. Após o disco Bang! (2015) se arrastar fazendo sucesso em 2016, o single Sim ou não com o astro colombiano (e agora crush mundial) Maluma e a notória performance com um medley de seus grandes hits no Prêmio Multishow deste ano a consagraram como uma das grandes estrelas pop da América Latina. Para 2017, fica a vontade de vê-la conquistar ainda mais o mundo e suspirar feliz com uma carreira internacional junto com as demais divas pop em ascensão: Ariana Grande, Selena Gomez e Taylor Swift. (Luiz Othavio Gimenez)

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