Faustão tenta justificar a frase 'Tem mulher que gosta de homem que dá porrada'

Apresentador causou polêmica com a declaração, tida como machista e criticada pelos espectadores

por Diário de Pernambuco 14/11/2016 15:16

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TV Globo/Reprodução
Apresentador voltou a afirmar que há mulheres que não ouvem conselhor e por isso permanecem em relacionamentos abusivos (foto: TV Globo/Reprodução)
Depois de causar polêmica e provocar o debate sobre violência doméstica ao dizer que "tem mulher que gosta de homem que dá porrada", Faustão tentou se justificar na noite deste domingo (13). Acompanhado da sertaneja Marília Mendonça, o apresentador do Domingão do Faustão voltou a dizer que há mulheres que "não ouvem a amiga" e permanecem em relacionamentos violentos.

"Fala pra uma amiga: 'Não se mete com esse cara porque esse cara é galinha' ou 'Ele é pão duro' ou 'Ele é um bebum'. Ai o que é que acontece? A mulher não ouve a amiga, não ouve o amigo porque ela acha que vai recuperar", disse ele. E explicou: "Por isso que falamos aqui, ela acha que é enfermeira". A cantora também entrou na conversa: "Tem uma pessoa que você tem que ouvir sempre que é a mãe". Ambos foram aplaudidos.

A polêmica ocorreu no último dia 7, quando Faustão comentava a apresentação de Nego do Borel na Dança dos famosos. Depois de perguntar para a plateia se homens que sabem dançar têm vantagens nos relacionamentos, ele afirmou: "Tem mulher que gosta de homem bêbado, que gosta de homem que dá porrada, ela diz 'vou recuperá-lo'. Ah, então vai ser enfermeira, p***".

A fala não foi bem recebida pelos espectadores. Além de repercutir nas redes sociais, a declaração foi motivo de carta enviado para a TV Globo pelo coletivo feminista Rede Mulher e Mídia, que combate violência doméstica. As integrantes da organização foram até a sede jurídica da emissora em São Paulo entregar o documento, que pede direito de resposta porque as declarações "atentam contra a dignidade da mulher, uma vez que reforçam estereótipos que há muito vêm sendo rechaçados pelo conjunto das mulheres brasileiras" e "corroboram para a manutenção do machismo".

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