'Acredito que tomamos a decisão correta. Ele está bem, sendo bem cuidado e protegido. É isso que importa'

Confira o depoimento emocionante de uma filha ao decidir abrigar o pai em uma casa de repouso em Belo Horizonte

04/09/2017 11:48
 
Aquivo Pessoal
Maria Célia sempre visita os pai Jorge Gonçalves na casa de repousa onde ele recebe todos os cuidados especiais (foto: Aquivo Pessoal)
Meu nome é Maria Célia Pereira !Eu e minha irmã  Arilze somos responsáveis pelo meu pai, Jorge Gonçalves, de 88 anos. Nossa mãe já faleceu há muitos anos. A decisão de colocar nosso pai em um lar para idosos foi difícil , porém necessária. Meu pai tem um quadro de demência já bem avançado, necessitando de cuidados especiais 24 horas por dia. Durante um período, nós chegamos a contratar cuidadores, mas a medida que o quadro dele foi avançando, as coisas ficaram mais complicadas. O esgotamento emocional familiar era imenso. Apenas quem já passou por isso pode compreender o que eu estou relatando. A sugestão dessa decisão partiu de alguns médicos e tivemos o apoio de alguns familiares e amigos, porém de uma maneira geral a sociedade ainda tem muito preconceito com essa estrutura de cuidados com os idosos. 
       Decidimos então que meu pai precisava viver em um lugar seguro e protegido com toda uma estrutura voltada para as suas necessidades. Após uma cuidadosa procura, encontramos o NAM (Núcleo de Apoio a Maturidade). Há quase 8 anos que ele vive nesta casa de repous, tendo uma boa qualidade de vida. Nessa residência assistida nós podemos visitá-lo sempre que quisermos e ele tem disponível atividades diversas como musicoterapia, oficina de memória, contador de histórias, comemoração das datas festivas ao longo do ano de aniversários,festa junina e Natal. Acredito que tomamos a decisão correta. Ele está bem, sendo bem cuidado e protegido. É isso que importa.

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