Amor sem limites é como veneno e pode ser até uma doença

Idealizado como o mais nobre e desejado dos sentimentos, em excesso o amor, em muitos casos, mata quem ama e quem é amado. A dor do gostar em exagero pode ser mais nociva do que a falta dele

por Laura Valente Gláucia Chaves 28/08/2017 12:56

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
"Estamos sempre em luta contra recaídas, por isso reforço que o apoio do grupo é muito importante", T.R.S, de 48 anos, massoterapeuta (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Amar sem medida pode ser considerado vício e envolve não apenas os relacionamentos afetivos entre casais, mas qualquer tipo de amor, até mesmo o materno. “Minha história é um pouco diferente, pois enquanto a maioria chega aqui por problemas na vida íntima e amorosa, eu procurei o Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada) por não ter medida para amar meus três filhos. Percebi que havia um problema quando, superprotetora, queria supri-los de tudo, poupá-los de tudo, até mesmo da independência financeira, e esse comportamento passou a prejudicá-los”, contou J.C.B.R, de 76 anos, administradora hospitalar.

Apesar de ser também formada em psicologia e ter feito terapia por mais de 20 anos, ela diz que só começou a ter insights de avaliação do comportamento quando passou a frequentar um dos grupos de apoio de BH, há 12 anos. “Aqui, trabalhamos os relacionamentos destrutivos, qualquer que seja ele, com amigos, familiares e/ou parceiros afetivos, com foco no fortalecimento da autoestima da mulher. A ideia é fazê-la entender qual o tipo e padrão de relações constrói e por que, na maioria das vezes, elas são abusivas, prejudiciais.” Com o tempo, J. diz que enxergou o problema também nos relacionamentos com amigos e funcionários, num quadro em que invariavelmente se doava em excesso. “Cheguei a pagar três anos de faculdade para um colaborador e depois soube que ele desviava o dinheiro para outros fins”, lembra-se.

Segundo Andrea Lorena da Costa, psicóloga e neuropsicóloga do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o amor é considerado patológico quando o indivíduo presta cuidados de forma excessiva ao parceiro ou outras pessoas de seu relacionamento “de forma a deixar de lado interesses e amigos/familiares anteriormente valorizados”. Seria, em outras palavras, a personificação do ditado “o amor é cego”. Muitas vezes, ainda de acordo com a pesquisadora do Ambulatório do Amor em Excesso (Amore) da USP, a pessoa até já tentou dar fim a tal comportamento excessivo, porém, sem sucesso.

Depois de chegar ao extremo de pensar em suicídio, a massoterapeuta T.R.S, de 48, decidiu procurar ajuda. “Tive dois relacionamentos longos, e em ambos sofri violências físicas, morais e psicológicas. No grupo, descobri que meu perfil é o de vítima que se envolve com homens manipuladores, agressivos e autoritários. Durante anos e anos aceitei as agressões. Tanto que no segundo casamento repeti aquele padrão”, revela. Mãe duas vezes, ela diz que chegou ao fundo do poço. “Já havia tentado terapia, mas continuava a sustentar um casamento falido mesmo sendo traída e agredida de outras formas”, lembra-se.

PRECONCEITO

T. pesquisou e encontrou o questionário da Mada. “Do início ao fim, respondi apenas sim.” Com o resultado positivo, a massoterapeuta precisou ainda vencer a barreira do preconceito. “Pensei que iria encontrar um cenário decadente nas reuniões, restrito a mulheres de baixa renda. Mas estava enganada: o problema pode existir na vida de qualquer mulher, de diferentes idades, históricos de vida, classes sociais. Somos, simplesmente, pessoas que não sabem amar”, afirma.

No próprio histórico de vida, ela aponta a ausência do pai como uma ferida. “Sempre procurei homens mais velhos, mas depois de dois anos sozinha conheci um rapaz em idade próxima à minha e, pela primeira vez na vida, estou experimentando um relacionamento tranquilo, respeitoso”, conta. No entanto, o tratamento deve ser constante. “Estamos sempre em luta contra recaídas, por isso reforço que o apoio do grupo é muito importante. Hoje, estou redescobrindo a minha autoestima e aprendendo a me amar antes de amar o outro”, comemora. Em setembro, ela pretende inaugurar um novo grupo Mada na cidade, no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte. “Sou uma pessoa bem melhor, finalmente estou me abrindo para a felicidade e quero ajudar outras mulheres que passam por isso.”

Amar sem medidas
Sentimento desmensurado pode provocar sofrimento, angústia e desespero para o doente e para o objeto de desejo. É considerado tão nocivo quanto outros vícios

Walter Groesel/Freeimages
(foto: Walter Groesel/Freeimages)

No século 16, Luís de Camões definia o amor como “um fogo que arde sem se ver”, “uma ferida que dói e não se sente”. Para Santo Agostinho, a medida do amor é amar sem medida. Amar com cada célula do corpo, além de todas as circunstâncias, custe o que custar. Embora muito romantizada na literatura, no cinema e na música, a ideia do sentimento desmensurado e sem limites pode se transformar em uma mazela quando levada ao pé da letra. Considerado tão nocivo quanto outros vícios, como o alcoolismo ou jogos de azar, o chamado amor patológico causa sofrimento, angústia e desespero para o doente e para o objeto de desejo.

Tal qual dependentes químicos, os viciados em amar são obcecados. Carmita Abdo, psiquiatra, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explica que a situação se desenvolve como uma dependência, em que uma pessoa nutre um sentimento tão absorvente por outra que acaba causando mais sofrimento que prazer. “É um sentimento intenso que, correspondido ou não, traz sofrimento na medida em que foge do que seria considerado possível ou habitual”, define a especialista Carmita Abdo.

Os acometidos pela febre do amor enfermo são incapazes de levar o cotidiano de maneira tranquila. Estão sempre preocupados com a pessoa que é objeto de amor, mas a sensação de posse supera o próprio ciúme. “Não é uma compulsão sexual, não é uma necessidade física. É a necessidade de ter aquela pessoa de uma forma muito mais intensa e absorvente, de modo que fica impossível a convivência”, completa Carmita. “O relacionamento se torna extremamente angustiante para ambas as partes, pois há sempre uma falta que nunca se satisfaz”, ressalta. Perceber-se como um amante patológico não é tarefa simples. Afinal, como não considerar real um sentimento tão intenso? O sinal vermelho de que o amor talvez não esteja saudável deve acender quando a vida parece estagnada, de acordo com Andrea Lorena da Costa, psicóloga e neuropsicóloga da USP. “De tão fixado(a) no parceiro(a), a qualidade de vida decai, assim como a vida profissional”, exemplifica a especialista. “Outras vezes, familiares costumam reclamar da postura da pessoa diante do relacionamento”, diz.

CORAÇÃO ADOENTADO

Ninguém sabe como nasce um amor, muito menos um doentio. Algumas teorias da psicologia, contudo, tentam desvendar quando e como um dos sentimentos mais nobres do mundo se torna sombrio. Uma delas é a hipótese fundamentada na psicodinâmica. Quem a explica é Andrea Lorena da Costa, psicóloga e neuropsicóloga do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP: “A origem pode ser a vinculação com a mãe ou com o(a) cuidador(a) na primeira infância. Por volta dos 4 anos, a criança está altamente ligada à mãe e vice-versa, e o comportamento materno nesse vínculo, percebido pela criança como inconstante, pode deixar cicatrizes para o relacionamento amoroso.”

Ainda sobre o tratamento recebido durante a primeira infância, a psiquiatra Carmita Abdo chama a atenção para alguns fatores ambientais que podem contribuir para o nascimento do amor sem medidas. “Algumas situações vivenciais, como uma perda afetiva importante que se transforma em uma frustração, associada a um perfil de personalidade não trabalhado na infância, acaba levando essa pessoa a desenvolver e a manter essa falta de controle emocional.”

Mas quem estaria mais vulnerável ao amor patológico? Ainda de acordo com Carmita, notam-se sinais de risco desde muito cedo. “É possível observar que aquela criança que se fixa em determinadas pessoas e tem dificuldade em dividir as amizades acaba tendo mais dificuldade em viver naturalmente os relacionamentos”, detalha a psiquiatra.

Muitas vezes, o amante patológico acredita que é mais apaixonado do que as demais pessoas ou que tem mais capacidade de se envolver que os outros. Porém, assim como outras enfermidades, o amor patológico apresenta sintomas (como a ilusão de ser “mais entregue” do que o normal). “Percebemos que a obsessão evolui e deixa de ser o quadro principal. Deixa de ser caracterizada por afeto profundo e passa a ser definida por uma ansiedade grande”, completa Carmita Abdo.

“Essa pessoa tem a autoestima precária, não respeita sua identidade, se submete a situações constrangedoras, tem instabilidade emocional e pode apresentar problemas afetivos não resolvidos na infância.”

Sinais de um amor enfermo

» Prestar cuidados excessivos ao parceiro

» Ter sintomas de abstinência na ausência do parceiro ou diante da ameaça do rompimento, como sudorese e taquicardia

» Tentativas de controlar o comportamento do parceiro

» Sintomas depressivos e ansiosos

» Falta de apetite

» Insônia

» Taquicardia

» Falta de ar

Fontes: Andrea Lorena da Costa, psicóloga e neuropsicóloga; Carmita Abdo, psiquiatra

Características de quem ama demais

» Vem de um lar desajustado, em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas

» Como não recebeu um mínimo de atenção, tenta suprir essa necessidade insatisfeita por meio de outra pessoa, tornando-se superatenciosa, principalmente com homens aparentemente carentes

» Como não pode transformar seus pais nas pessoas atenciosas, amáveis e afetuosas de que precisava, reage fortemente ao tipo de homem familiar, porém, inacessível, o qual tenta transformar pelo seu amor

» Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento

» Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento

» Sua autoestima está criticamente baixa, e, no fundo, não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário: acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida

» Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus relacionamentos » Mascara seus esforços para controlar pessoas e situações, mostrando-se “prestativa”

» Está muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser do que com a realidade da situação

» Tem tendência psicológica e, com frequência, bioquímico a se tornar dependente de drogas, álcool e/ou certos tipos de alimento, principalmente doces

» Ao ser atraída por pessoas com problemas que precisam de solução, ou ao se envolver em situações caóticas, incertas e dolorosas emocionalmente, evita concentrar a responsabilidade em si própria

» Tende a ter momentos de depressão, e tenta preveni-los com a agitação criada por um relacionamento instável

» Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens “agradáveis” são enfadonhos

Fonte: Grupo Mada Brasil, extraído do livro Mulheres que amam demais, de Robin Norwood

Em busca da cura
Integrantes do grupo Mulheres que Amam Demais se reúnem para conversar sobre amor, dependência, resiliência e superação. Tratamento se baseia em espelhos, não em conselhos

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
"Muitas vezes não barrei as agressões, fazia tudo para o agressor e até o sustentei", C.M, de 28 anos, advogada (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Natalia* é uma das conselheiras e integrantes do grupo Mulheres que Amam Demais (Mada). O programa, baseado nos 12 Passos e 12 Tradições de Mada, é uma adaptação do programa usado pelos Alcoólicos Anônimos (AA). Por meio de reuniões, as integrantes conversam sobre amor, dependência, resiliência e superação. O grupo não se apoia em psicólogos, psiquiatras ou terapeutas, mas na empatia. “Acreditamos que a mulher que ama demais veio de uma família disfuncional, o que poderia ser um dos motivos para o problema surgir”, explica.

No Mada, apenas a mulher pode se definir como alguém que ama demais. Há, no entanto, formas de se descobrir e de se ajudar (faça o teste abaixo). De acordo com a filosofia do grupo, a mulher é, também, livre para escolher se procura tratamento especializado ou não, além do programa de recuperação do Mada. “O nosso tratamento se baseia em espelhos, não em conselhos. Ao participar das reuniões do nosso grupo, a pessoa poderá partilhar seu problema e ouvir outras partilhas. Assim, o tratamento acontece”, detalha. “Sugerimos a participação em pelo menos seis reuniões, como se fosse a primeira vez, para que a pessoa se identifique e decida se é uma mulher que ama demais e se o programa tem algo a lhe oferecer.” As reuniões são gratuitas e não é necessário confirmar presença, fazer inscrição ou pagar taxas.

Em reuniões semanais com duas horas de duração, os grupos Mada de BH fazem o estudo de apostila inspirada no mesmo programa do grupo Alcoólicos Anônimos (AA). No dia da visita da reportagem do Estado de Minas, uma segunda-feira, o grupo recebia uma nova integrante, C.M, de 28 anos, advogada. “Soube do Mada por meio da novela Mulheres apaixonadas, que coincidiu com o fim do meu primeiro relacionamento abusivo, mas na época não procurei o grupo e acabei sofrendo tudo novamente em um segundo relacionamento”, desabafa.

Com a alma machucada mais uma vez, ela conta que chegou a tentar o suicídio e foi parar no hospital. Ali, fragilizada, contou com a ajuda de amigos para dar um basta na relação e para, finalmente, procurar o Mada.

“Muitas vezes não barrei as agressões, fazia tudo para o agressor e até o sustentei financeiramente porque tinha muito medo de ficar sozinha. Tanto que cheguei a ter depressão, ficava paralisada na situação. Mas, agora, finalmente, estou me recuperando e disposta a enfrentar e superar o problema”, disse ao ser gentilmente acolhida pelo grupo.

Importante dizer que os homens também apresentam quadros de amor em excesso. Em BH, os grupos CoDependentes Anônimos (CoDa) e Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DaSa). Veja abaixo os dias e horários das reuniões.

DOMINAR AS EMOÇÕES

É claro que amar em demasia não é o melhor cenário, mas também não é um beco sem saída. O importante, de acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, é entender o quadro em sua essência. “Não dá para abrir mão de uma psicoterapia, para a pessoa entender o que está fugindo do controle, trabalhar o apego exagerado e melhorar a autoestima, além de aprender a ter maior domínio sobre suas emoções”, argumenta.

Muitas vezes, especialmente no início do tratamento, os pacientes precisam de medicamentos para limitar seus excessos. Por sua atuação em sintomas repetitivos, Carmita Abdo diz que os antidepressivos são, geralmente, a primeira escolha dos médicos. “São medicamentos úteis para controlar sintomas exagerados, quando a pessoa não tem controle dos próprios atos e emoções. Servem para ela ter melhor domínio sobre seus impulsos.”

MEDICINA HOLÍSTICA

Além da medicina tradicional, há quem encontre ajuda na medicina holística. Márcio Ferrari, terapeuta holístico que acompanha um grupo Mada, baseia seu tratamento em aspectos que vão além do viés psicológico. A construção da personalidade, as crenças limitantes dos antepassados (como mãe, pai, avós) e toda a herança psíquica do indivíduo são levadas em consideração no caminho para a cura. “O holístico considera os problemas como sendo oportunidades de crescimento espiritual”, define. “Tudo começa no autoconhecimento.”

Para Márcio Ferrari, viemos ao mundo não para amar, necessariamente, mas para aprender a fazê-lo. Segundo ele, observar a repetição de padrões é a chave para se entender. “É muito comum atrairmos pessoas do mesmo padrão. Acredito em um universo autoconsciente, em que a lei da atração faz com que nos aproximemos do que a gente precisa. O padrão vai se repetir até que a pessoa possa fazer uma mudança vibracional.” Nessa lógica, a dependência seria, então, uma oportunidade para olhar para dentro de si mesmo. “Mudar não é fácil porque temos uma tendência a nos acostumar, inclusive, com a dor, com o sofrimento e com a tristeza”, completa Ferrari.

O amor de dentro para fora - em que situações negativas são vistas como chances de crescimento e o amor-próprio é considerado prioridade - seria, para Ferrari, o começo de uma jornada livre das relações patológicas. “A maioria das pessoas tem problemas de relacionamento com elas mesmas. É preciso ter uma percepção de mundo diferente, olhando tudo com mais abrangência e profundidade, pensando: ‘Por que eu atraí essa pessoa? O que o universo quer me dizer com isso?’. Quando a gente se propõe a olhar o amor-próprio, o amor ao próximo acontece”, diz.

* Nome fictício

TESTE
Sou uma Mulher que Ama Demais?

1) Você se torna obsessiva com os relacionamentos? ( ) Sim ( ) Não

2) Você mente ou evita pessoas para disfarçar o que ocorre numa relação? ( ) Sim ( ) Não

 

3) Você repete atitudes para controlar a relação? ( ) Sim ( ) Não

4) Você culpa e acusa seus relacionamentos pela infelicidade da sua vida? ( ) Sim ( ) Não

5) Você procura agradar às pessoas com quem se relaciona e se esquece de si mesma? ( ) Sim ( ) Não

6) Você só se sente viva ou completa quando tem um relacionamento amoroso? ( ) Sim ( ) Não

7) Você já tentou diversas vezes sair de um relacionamento, mas não conseguiu? ( ) Sim ( ) Não

8) Você sofre mudanças de humor inexplicáveis? ( ) Sim ( ) Não

9) Você sofre acidentes devido à distração? ( ) Sim ( ) Não

10) Você pratica atos irracionais? ( ) Sim ( ) Não

11) Você tem ataques de ira, depressão, culpa ou ressentimentos? ( ) Sim ( ) Não

12) Você já teve ataques de violência física contra si mesma ou contra outras pessoas? ( ) Sim ( ) Não

13) Você sente ódio de si mesma e se autojustifica? ( ) Sim ( ) Não

14) Você sofre doenças físicas devido às enfermidades produzidas por estresse? ( ) Sim ( ) Não

15) Você cuida excessivamente dos membros de sua família? ( ) Sim ( ) Não

16) Você não consegue se divertir sem a presença do (a) seu (sua) parceiro(a)? ( ) Sim ( ) Não

17) Você se sente exausta por assumir mais responsabilidades em um relacionamento? ( ) Sim ( ) Não

18) Você se sente incompreendida por todos? ( ) Sim ( ) Não

Resultado:

» Se você respondeu SIM a duas ou três das perguntas acima, é possível que você seja uma Mada.

» Se você respondeu SIM a mais de quatro perguntas, é mais provável que você seja uma Mada.

» Mesmo que você não se encaixe nas perguntas acima, mas, ainda assim, sofra por amor e queira ajuda, procure uma reunião do grupo Mada

Grupos de apoio a quem ama demais em BH

Femininos
Informações: www.grupomadabrasil.com.br
ENDEREÇOS

» Grupo Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada)

- Rua Sergipe, 186, letra F, Funcionários
Reuniões: segundas-feiras, das 14h30 às 16h30

- Avenida Brasil, 1.831/sala 807, Bairro Funcionários
Reuniões: segundas-feiras, das 19h às 21h

- Pastoral da Paróquia dos Sagrados Corações, Rua Padre Eustáquio, s/nº, Padre Eustáquio
Reuniões: terças-feiras, das 18h30 às 20h30

Masculinos
Informações: www.codabrasil.org.br

»  Grupo Reforma Íntima


- Igreja Católica Cristo Operário, Av. General Carlos Guedes, s/nº, Planalto
Reuniões: segundas-feiras, das 18h às 20h

» Grupo Dependentes de Amor e Sexo (DaSa)

- Igreja Católica Cristo Operário, Av. General Carlos Guedes, s/nº, Planalto
Reuniões: quintas-feiras, das 18h às 20h

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