Infarto: o que todas as mulheres precisam saber

Cardiologista do Biocor, Rossana Dall'Orto Elias alerta que as mulheres tendem a atrasar a procura de cuidados médicos

por Estado de Minas 05/06/2017 12:28
Biocor/Divulgação
Rossana Dall'Orto Elias é coordenadora da Especialização de Clínica Médica e Cardiologia do Biocor Instituto (foto: Biocor/Divulgação)
As doenças cardiovasculares são líderes de morte em todo o mundo. Entre elas, o infarto agudo do miocárdio é a principal causa. O infarto atinge mais de 300 mil brasileiros e brasileiras por ano, mata até 80 mil pessoas, sendo quase uma morte a cada cinco minutos, segundo registro do Ministério da Saúde. A incidência de infarto do miocárdio em mulheres, apesar de ser menor do que em homens, aumenta significantemente após a menopausa.
 
Segundo Rossana Dall'Orto Elias, cardiologista e intensivista, coordenadora da Especialização de Clínica Médica e Cardiologia do Biocor Instituto, as mulheres tendem a atrasar a procura de cuidados médicos mais do que os homens o fazem, o que desencadeia um agravo e piora o prognóstico levando, muitas vezes, a um desfecho desfavorável.
 
De acordo com estudos médicos, mulheres apresentam maior diversidade de sintomas de infarto em comparação aos homens. Cerca da metade das mulheres apresentam sinais e sintomas clássicos do infarto, que é a dor no peito. “Porém, os sintomas não dolorosos que também podem aparecer no infarto o fazem em maior frequência nas mulheres e podem ser confundidos com outras doenças, como dor abdominal, dor muscular e até de causas emocionais. Sintomas atípicos como fadiga, distúrbios do sono, falta de ar, dor nas costas ou no estômago, associados a náuseas ou não, podem também representar, nesse contexto, um infarto agudo do miocárdio”, explica Rossana Dall'Orto, que também é médica cardiologista e intensivista do Corpo Clínico do Biocor Instituto.
 
O fato de a depressão ser duas vezes mais prevalente em mulheres do que em homens na população geral é um fator de risco importante na incidência de infarto e morte cardíaca, aumentando o risco das mulheres apresentarem infarto em pelo menos 50%. “A depressão é um poderoso preditor de infarto precoce em mulheres jovens e de meia idade. A pressão alta e o diabetes também são fatores de risco de ataque cardíaco nas mulheres, mais significativamente do que em homens”, afirma.
 
A especialista chama a atenção sobre o controle dos fatores de risco como sedentarismo, obesidade, diabetes, pressão alta, colesterol elevado, tabagismo e estresse, que devem ser fortemente combatidos objetivando a redução das doenças cardiovasculares. “Um declínio nas taxas de mortalidade para as mulheres com as doenças do coração provenientes do entupimento das artérias poderá ocorrer se houver um aumento na conscientização, maior ênfase no controle dos fatores de risco e avaliação médica tão logo se apresenta algum sintoma”, ressalta Rossana Dall'Orto.
 
Segundo a médica, o tratamento na fase inicial do infarto aumenta consideravelmente as chances de sobrevivência e de uma recuperação com o mínimo de sequelas. “Para isso, é fundamental que, perante um quadro suspeito de infarto, a mulher acione o serviço de urgência médica para o seu pronto atendimento.”

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