Maioria dos brasileiros desconhece os melhores meios para controlar o colesterol ruim

Apesar de saber que é bom medir o colesterol regularmente, principalmente para evitar doenças cardiovasculares, apenas uma pequena parcela da população sabe sua taxa, indica estudo

por Estado de Minas 29/03/2017 10:57
Jessica Rinaldi/Reuters - 13/6/09
(foto: Jessica Rinaldi/Reuters - 13/6/09)

Os brasileiros até detêm certo conhecimento sobre o perigo do colesterol alto como causa das doenças cardiovasculares, que levam milhares à morte em todo o mundo. Mas a maioria da população ainda não sabe quais seriam as melhores atitudes a tomar para o controle do colesterol. É o que mostra a pesquisa inédita “O que o brasileiro sabe sobre o colesterol”, do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), feita pelo Instituto Ipsos a pedido da indústria farmacêutica Sanofi.

O levantamento mostra que o brasileiro até sabe que é necessário medir suas taxas de colesterol – 89% dos entrevistados acreditam que todas as pessoas, inclusive as crianças, precisam tomar essa iniciativa. No entanto, contraditoriamente, apenas 15% declaram saber sua taxa de LDL (colesterol ruim). Além disso, apenas 32% da população reconhece as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no Brasil.

Mas, do conhecimento a uma atitude há um longo percurso. A pesquisa mostra que 41% dos entrevistados não se preocupam com seu colesterol – 65% só realizaram exames depois de adultos, e outros 11% nunca mediram o colesterol na vida. Entre os avaliados, apenas 11% tomam medicamento para colesterol. Em relação ao controle do colesterol, 49% desconhecem que se trata de um tratamento contínuo.

Para o cardiologista Henrique Tria Bianco, do Departamento de Aterosclerose da SBC e um dos responsáveis pela pesquisa, os dados encontrados refletem resultados preocupantes de uma tendência mundial, que já havia sido retratada na pesquisa TAAC – Think again about cholesterol2, realizada em 2015 em 12 países.

“É possível perceber que o colesterol e a importância de seu controle ainda são assuntos que precisam ser reforçados no mundo”, comenta Bianco. “Na TAAC, por exemplo, foi revelado que apenas 8% das pessoas sabiam os valores de seu LDL, bem como que se preocupavam muito mais com a possibilidade de desenvolver um câncer do que sofrer uma complicação cardíaca. Na pesquisa brasileira, vimos que a maioria – embora saiba que medir o colesterol é importante – não conhece suas próprias taxas. É preciso que o assunto seja cada vez mais divulgado para que as pessoas aprendam a cuidar da própria saúde, atinjam suas metas de colesterol e, como consequência, mais vidas sejam salvas”, reforça o especialista.

A pesquisa “O que o brasileiro sabe sobre o colesterol” foi realizada de forma on-line nas cinco regiões brasileiras, com participação de 850 entrevistados acima dos 25 anos, sendo 53% mulheres e 47% homens. O levantamento ocorreu entre 31 de janeiro a 6 de fevereiro de 2017, e contemplou as classes A (8%), B (41%) e C (51%).

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