Em seu mês, mulher pode comemorar a possibilidade de ser mãe

por Agência Estado 15/03/2017 15:00
Reprodução/Internet/Mundo Ovo
(foto: Reprodução/Internet/Mundo Ovo)

A maioria das mulheres, em algum momento da vida, quer ser mãe. É o conhecido "instinto materno", determinado pela natureza, para a perpetuação da espécie. Nem todas, entretanto, apresentam facilidade para engravidar.

Os problemas são muitos e variados. Mas, em grande parte dos casos, são solucionáveis pelo avanço da Medicina e, quando mais sérios, pela Reprodução Assistida.

IDADE

Mulheres dos 20 aos 30 anos têm todo mês entre 20% e 30% de chance de engravidar. Dos 30 aos 34 anos, o percentual cai para 15%. Depois dos 35 anos, é de apenas 10%. E é sabido que, hoje em dia, elas querem ter filhos cada vez mais tarde, depois de se estabilizar profissionalmente e financeiramente, o que dificilmente acontece antes dos 30 anos.

Assim, quem tem mais de 35 anos e tentou engravidar naturalmente sem sucesso, por seis meses seguidos, deve procurar ajuda especializada. Quanto mais esperar, menores serão suas chances de ser bem-sucedida, explica o Dr. Edson Borges, especialista em Reprodução Assistida e diretor científico da Fertility Medical Group, uma das mais conceituadas clínicas do setor.

Segundo o médico, nem todo casal que procura ajuda na Reprodução Assistida precisa de técnicas sofisticadas para engravidar. Às vezes, basta um "empurrãozinho", como a ingestão de vitaminas e hormônios, além de mudanças de hábitos de vida (parar de fumar, de usar bebidas alcoólicas, fazer exercícios, emagrecer etc.).

Há casos, porém, que necessitam de tratamentos mais complexos, como a indução da ovulação por medicamento, inseminação artificial e Fertilização in Vitro (qua

ndo o óvulo é retirado da mulher, fertilizado em laboratório e, depois de se transformar em embrião, implantado no útero), entre outros. "O importante é saber que, hoje em dia, a Medicina Reprodutiva está muito avançada e conta com inúmeros recursos para tratar a infertilidade, com altos índices de sucesso", diz o Dr. Borges. Por isso, quem pretende ter um filho e apresenta problemas para engravidar, não deve desanimar. São poucos os casos que não têm solução.

ESTILO DE VIDA


Maus hábitos interferem bastante na fertilidade. Quem quer ter um filho deve eliminar de sua vida o tabagismo, sedentarismo ou excesso de exercícios físicos, obesidade, ingestão de álcool e drogas ilícitas, estresse, automedicação e aditivos alimentares, como glutamato monossódico (temperos prontos) e aspartame (alguns adoçantes).

Ter uma alimentação saudável, que inclua muitas frutas, legumes, verduras, cereais integrais, grãos e carnes magras. Assim, a mulher estará ingerindo zinco, selênio, vitaminas do complexo B, A e as antioxidantes C e E, também muito importantes para seu sistema reprodutor. As dicas valem também para o futuro papai. 

Excluindo-se os fatores genéticos e anatômicos, é preciso considerar a mudança de hábitos nocivos ou a exclusão de fatores de risco para a fertilidade, explica o Dr. Borges.

PROBLEMAS GENÉTICOS E DOENÇAS

Cerca de 10% das mulheres inférteis são portadoras de endometriose. Ou seja, há um crescimento do revestimento interno do útero na cavidade abdominal, se espalhando por fora do órgão, muitas vezes atingindo o intestino, bexiga, trompas e ovários, causando dor e infertilidade. Dependendo do grau, pode ser tratada com cirurgia, permitindo que a mulher engravide naturalmente. Nos casos mais graves, é indicada a Fertilização in Vitro.

Outra causa de infertilidade é a Síndrome do Ovário Policístico (com vários cistos), que atinge de 5% a 10% das mulheres em idade reprodutiva. É associada também à obesidade e ciclos menstruais irregulares. Exercícios físicos e, consequentemente, o emagrecimento, aumentam as chances de quem sofre com esse problema engravidar. Se esses tratamentos falharem, a melhor técnica é a Fertilização in Vitro.

"Mais rara, a falência ovariana precoce também pode levar à infertilidade. Atinge apenas 1% das mulheres e é a falência da função ovariana antes dos 40 anos. Pode ser genética ou resultado de desequilíbrio hormonal, endometriose, cisto ovariano, tabagismo, uso de álcool e drogas e até contaminação ovariana por poluição e metais pesados. Pode causar menstruação irregular e baixos níveis de estrógenos", ressalta Dr. Assumpto Iaconelli, diretor do Fertility Medical Group.

Segundo Iaconelli, o melhor, nesse caso, é recorrer às técnicas de Reprodução Assistida, como inseminação artificial ou Fertilização in Vitro.

Como um casal homoafetivo pode ter um filho biológico?

Antigamente, a única forma de um casal homoafetivo ter um filho era a adoção.

Hoje, com os avanços da Medicina Reprodutiva, existem alternativas, permitindo que um dos parceiros seja o genitor biológico.

Em 2015, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu as normas de inseminação artificial e fertilização in vitro, que são as formas utilizadas por quem tem dificuldade de engravidar, e também por esses casais.

"Se o casal homoafetivo for do sexo feminino, pode se beneficiar das duas técnicas. A inseminação intrauterina é um processo mais simples. Uma das parceiras faz uso de medicamentos para estimulação ovariana e ultrassonografias para monitorar o crescimento folicular, ou seja, a produção de óvulos. No dia correto, o sêmen é implantado no útero, para que ocorra a fecundação. Nesse caso, a chance de engravidar varia de 15% a 18% em cada procedimento. Mais eficiente, a Fertilização in vitro também pode ser indicada, com chances de gestação entre 35-50%", explica Dr. Edson Borges Jr., especialista em reprodução humana assistida e diretor científico do Fertility Medical Group.

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