Cirurgia magnética criada por médico chileno entra no mercado dos EUA

Tecnologia permite mover instrumentos cirúrgicos à distância

por AFP - Agence France-Presse 15/11/2016 09:42

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Cirurgião durante uma tumorectomia de próstata assistida por robô ultrassom, em 10 de abril de 2014, no Hospital Edouard Herriot de Lyon, França (foto: AFP PHOTO)
A cirurgia magnética entra no mercado dos Estados Unidos graças a um dispositivo que permite mover instrumentos cirúrgicos à distância, uma criação do médico chileno Alberto Rodríguez-Navarro que promete otimizar a recuperação dos pacientes, comentou nesta segunda-feira o especialista.

A criação do chileno, que permite utilizar campos magnéticos para manipular instrumentos cirúrgicos, foi aprovada para ser comercializada em junho passado pela Food and Drug Administration (FDA, a Agência Americana de Alimentos e Medicamentos).

Obter a aprovação da Comunidade Europeia e sua entidade reguladora, a PDA, "foi o mais complicado, porque é o organismo mais estrito em nível mundial, e consegui-la nos permitiu começar com casos nos Estados Unidos", comentou o médico e empreendedor chileno.

Para Rodríguez-Navarro, a principal característica do instrumento é que este permite realizar uma cirurgia com uma única incisão na maioria dos casos, tornando-a menos invasiva e com menos sangramento em comparação com outros métodos cirúrgicos, como a laparoscopia.

"Menos invasão no paciente significa menos sangramento, menos dor e menos risco de infecção, o que leva a uma recuperação pós-cirúrgica mais rápida", disse.

Nos seus primeiros meses no mercado, após a aprovação da FDA, o sistema começou a ser utilizado em três centros médicos nos Estados Unidos, primeiro passo em um mercado mundial de mais de 50 milhões de procedimentos cirúrgicos anuais. O sistema foi testado em cirurgias do aparelho digestivo e do tórax, e seu criador espera que em cinco anos seja utilizado massivamente no mundo todo.

A pesquisa teve uma fase inicial no Chile que incluiu ensaios clínicos em 50 pacientes de hospitais públicos. Os resultados foram aceitos recentemente para sua publicação na revista médica "Annals of Surgery", segundo o presidente da start-up de dispositivos médicos Levita Magnetic, que foi um dos palestrantes em um encontro internacional sobre inovação e biotecnologia organizado pelo governo do Chile em Santiago.

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