Passou da hora de enfrentarmos a obesidade

Número de pessoas acima do peso mais que dobrou desde a década de 1980. Considerada epidemia global pela Organização Mundial da Saúde, doença que leva a outros problemas esbarra no preconceito para ser controlada

por Gustavo Perucci 04/10/2016 13:00

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Rodrigo Clemente/EM/D.A PRESS
A advogada Rutiléia Martins Marques manteve o peso médio de 70 quilos durante boa parte da vida. Até se assustar com os 106 quilos e não se reconhecer em uma foto (acima): "Não me reconheci na imagem", conta ela, que pôs o balão intragástrico há cinco meses (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A PRESS)
Os últimos cinco anos da vida da advogada e professora da rede estadual Rutiléia Martins Marques foram bastante atribulados. Um episódio traumático em 2011 foi a ignição para um problema extremamente desgastante que começou pela negação, perpassou por várias tentativas frustradas de tratamentos até chegar à conscientização de que, de fato, era hora de mudar. Assim como milhões de brasileiros, Léia, como gosta de ser chamada, passou de uma pessoa com sobrepeso para um quadro de obesidade. E a epifania que a fez repensar seu estilo de vida e buscar ajuda também surgiu de, digamos, outro ‘trauma’: ao se ver no celular em uma foto feita no aniversário de uma amiga, ela não se reconheceu na imagem.

“Olhei para a foto e disse: ‘Esta não sou eu’. Não tinha pescoço. Naquele momento pensei que precisava fazer algo”, conta. Léia foi uma adolescente magra, que praticava esportes com frequência. Com a chegada da vida adulta, começo de faculdade e correria do dia a dia, seu peso variava entre 66 e 70 quilos. Depois do episódio de 2011, que resultou em um quadro de depressão, em pouco mais de três anos ela alcançou os 106 quilos. Com 1,54m de altura, seu índice de massa corporal saltou de 27,8 (sobrepeso) para 44,7 (obesidade).

Depois de ganhar peso, Léia afirma que sua vida mudou. E para pior. Discriminação e ofensas passaram a fazer parte de sua rotina. Houve quem se negou, em seu segundo curso universitário, a sair ao seu lado na foto do convite de formatura da turma. “Senti um preconceito muito forte. Ouvia comentários como ‘olha aquela gorda’, ‘aquela obesa’, e coisas muito piores. As pessoas têm preconceito e é muito. Muita gente se aproximava de mim para fazer prova ou trabalhos em grupo porque eu sempre me destaquei academicamente. Fora isso, não queriam saber de mim. E isso piora o quadro, porque você vai descontar toda aquela frustração na comida. Ficava com vontade de chorar. E, para não chorar, ia comer uma coxinha, tomava um copo de 500ml de refrigerante. Por um momento, aquela sensação de chateação passa. Só que depois de um tempo volta. Porque a vida continua. E quando você assusta seu peso já está lá em cima”, relata.

O cansaço de ouvir comentários e opiniões preconceituosos fez Léia esconder o início do tratamento da obesidade de toda a família. Somente seu marido e sua mãe souberam da opção pelo balão intragástrico. “Meus amigos e família vão descobrir pelo jornal. Todo mundo acha que estou com úlcera”, brinca a advogada. “Não contei porque as pessoas têm preconceito, acham que a gente é só um gordo preguiçoso, que não faz dieta, que não vai para a academia. E, às vezes, você precisa de um incentivo maior, de um impulso para entrar nos trilhos. E o balão traz isso”, completa. Léia está com 86 quilos atualmente e tem uma meta audaciosa de chegar aos 56.

A falta de conhecimento sobre a obesidade e o preconceito com os obesos ou pessoas com sobrepeso são grandes empecilhos para o real enfrentamento desta doença que é considerada um dos principais problemas de saúde pública mundial. Segundo o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), “apesar de o processo discriminatório ainda persistir, estudos e evidências científicas mostram claramente que o problema da obesidade não é simplesmente o que se achava que fosse. Ou seja, apenas e somente uma pessoa que tem alta ingestão calórica e baixa prática de atividade física, baixa queima. Por quê? Porque mostrou-se que, infelizmente, são muitos os fatores etiológicos que favorecem o ganho de peso corporal”.

“Como exemplo, existem os fatores endócrinos, que correspondem a 3% dos casos, como ovário policístico, tireoide, síndrome de Cushing. Tem também 0,5% que é causado pelas chamadas síndromes dismórficas, como a síndrome de Down e de Prader-Willi. Mas fora esses exemplos específicos, ainda há um gama de outros fatores que levam ao aumento de peso”, esclarece Durval.

IMC
O índice de massa corporal é a medida adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar o grau de obesidade. É o padrão internacional de análise, utilizado, também, como dado de comparação de saúde pública. Os valores do IMC independem de idade e sexo. Apesar disso, esse número pode não corresponder ao mesmo grau de gordura em diferentes pessoas, já que o biótipo de cada um tem suas particularidades. O cálculo é feito dividindo-se o peso em quilos pela altura ao quadrado. O padrão da OMS é o seguinte: menos de 18,5, abaixo do peso; de 18,5 a 24,9, peso normal; maior ou igual que 25, sobrepeso; de 25 a 29,9, pré-obesidade; de 30 a 34,9, obesidade grau I; de 35 a 39,9, obesidade grau II; maior ou igual a 40, obesidade grau III.



O alerta é mundial
Aumento do número de pessoas com excesso de peso, que hoje atinge quase 40% da população, é preocupante. Se nada for feito, teremos uma geração de filhos que morrem antes dos pais

Beto Novaes/EM/D.A Press - 20/8/15
É cada vez maior o número de crianças com sobrepeso e a medicina ainda não está preparada para lidar com isso, segundo os especialistas (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press - 20/8/15)


Os números são de assustar. Mais de um terço da população mundial está acima do peso. Dois bilhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já considera o sobrepeso e a obesidade epidemias mundiais. Em oito anos, de 2006 a 2014, o número de brasileiros com o problema saltou de 43% para 52,5%, segundo o Ministério da Saúde. O mais grave desse cenário é o considerável aumento da doença entre crianças, que começam a apresentar comorbidades típicas de adultos, como diabetes tipo II e hipertensão. Especialistas alertam: se essa rota não for corrigida, filhos começarão a morrer antes dos pais.

“A obesidade hoje virou uma epidemia. Ela vai desde pessoas com cinco quilos acima do peso até aquelas com 50 quilos, 70 quilos acima do normal. Temos que encarar a obesidade como uma doença diferente, que leva a outras doenças. A pessoa obesa não tem só problemas estéticos. Ela ficará diabética, hipertensa, com colesterol e triglicérides altos. Pode ter depressão, ansiedade, deficiência de testosterona. Tem mais predisposição a infarto, a acidentes vasculares cerebrais, problemas articulares, apneia do sono, uma infinidade de problemas”, enfatiza o endocrinologista Hamilton Junqueira, professor de pós-graduação em endocrinologia da Faculdade Ipemed.

O médico alerta que a distância do 'só uns quilinhos a mais' para o primeiro grau de obesidade é curto. Por isso, ao se perceber um ganho de peso acentuado, o melhor é procurar ajuda especializada. Ele lembra que a medicina e nossas atitudes pessoais sempre têm de focar na prevenção. E isso vale também para as crianças. “A obesidade infantil é um problema seriíssimo. E é para um número elevado de pessoas que não temos tratamento, porque nunca foi pensado em uma criança de 8 anos com hipertensão, colesterol alto, diabética nessa idade. E temos visto esses casos agora. Não há remédio para esse pessoal, pois as medicações foram pensadas para adultos. É uma situação complicadíssima”, acrescenta.

Entre as ferramentas usadas no combate à obesidade, as duas principais continuam sendo uma dieta equilibrada e prática de atividade física. O hábito de sentar-se à mesa em família e cozinhar em casa também ajudam a manter a alimentação de maneira mais equilibrada. Se a pessoa não consegue resultados ou se manter na linha, o tratamento psicológico ou psiquiátrico pode ajudar. Por fim, existem os fármacos específicos e intervenções como o balão intragástrico e a cirurgia bariátrica.

O médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) Durval Ribas Filho corrobora com a opinião de Junqueira de que a prevenção é a melhor terapêutica contra a obesidade. “Depois que ela se instala, infelizmente tem que ser tratada como todas as outras doenças crônicas. De que maneira? A base é mudança de estilo de vida, com atividade física e dietoterapia. Quando as mudanças cognitivas comportamentais não funcionam, sobe-se um degrau. Aí entra a farmacoterapia mono. Quando não funciona, vamos para a farmacoterapia pluri. Depois disso, cirurgia bariátrica. É uma pirâmide”, explica Filho, acrescentando que mesmo que a pessoa emagreça, ela terá de se cuidar pelo resto da vida. “Este excesso de adiposidade é perpétuo. Acompanha a criança pelo resto da vida; 66% dos adolescentes gordinhos obesos serão adultos obesos”, continua.

O endocrinologista Hamilton Junqueira é enfático: “Qualquer tratamento pode dar certo, mas na hora que parar, as chances de engordar de novo são altas. É igual ao diabetes, à hipertensão. Tem cura? Não. Mas com tratamento e controle a pessoa pode ter uma vida normal. Obesidade é a mesma coisa. Tem cura? Não. Mas a pessoa pode ser obesa e pesar 70, 60 quilos. É a mesma coisa dos Alcoólatras Anônimos. Ele não ficou sóbrio. Ele está sóbrio.”

• Decisões polêmicas no Brasil

Se a obesidade é um problema de escala mundial que deve ser enfrentado o mais rápido possível, o Brasil parece, ao menos para os especialistas, estar retrocedendo nessa luta. Primeiro veio a polêmica da resolução da Agência Nacional Vigilância Sanitária (Anvisa) que, em dezembro de 2011, proibiu a venda de inibidores de apetite no país, com exceção da sibutramina, que também, recentemente, foi retirada de circulação pela agência. Outra ação que não agradou à classe médica foi a medida provisória (MP) proposta pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) que acaba com a obrigatoriedade de algumas disciplinas no ensino médio, entre elas a educação física. Com a repercussão negativa ao texto, recuaram. Mesmo assim, essa possibilidade deixou profissionais da saúde extremamente preocupados.

Sociedade precisa  rever preconceito
Mesmo que os hábitos tenham influência, vários fatores estão ligados ao ganho de peso. Genética, poluição, modo de preparar alimentos e agrotóxicos mexem com todo o organismo

Tom Wang/Divulgação
(foto: Tom Wang/Divulgação)
“As pessoas têm muito preconceito. Muitas dizem: 'Psicólogo é coisa de louco, fazer cirurgia bariátrica ou colocar o balão intragástrico é coisa de preguiçoso'. Mas a obesidade é um problema sério, uma doença”, relata a advogada Rutiléia Martins Marques. Durante o período em que passou pela depressão e ganho de peso, Léia ouviu milhares de conselhos, tentou dietas variadas, procurou médicos de diversas áreas, tomou remédio, tentou se exercitar e nada de emagrecer. A cada dia a frustração crescia e a válvula de escape eram sanduíches e refrigerante. A discriminação enfrentada dava mais combustível ao círculo vicioso.

“Não percebemos que estamos engordando. Meu marido me falou, mas disse para ele deixar de ser chato. E eu ia descontando toda a minha frustração na comida. Aí você engorda mais, as roupas param de servir, e vem mais frustração. Quanto mais triste você está, mais comida você bota para dentro. Pelo menos comigo é isso que ocorre. Tem gente que emagrece quando está triste. Comigo não”.

Mesmo que o gatilho para o entendimento do que se passava com ela tenha sido uma foto, a real mudança foi em seu desejo de emagrecer, de enfrentar uma situação muito mais complexa do que preguiça ou falta de vontade própria. Com os exames prontos e a um passo de passar por uma cirurgia bariátrica, Léia titubeou.

“De tanta gente falar na minha cabeça, já estava me sentindo péssima, gorda, horrível. Então resolvi procurar um médico para fazer a cirurgia. Mas alguma coisa dentro de mim me falou que eu não precisava disso. Aí, pesquisando, vi que várias pessoas tinham tido bons resultados com o balão”, conta. Cinco meses depois, a advogada já perdeu 20 quilos. O objetivo: chegar aos 56, 10 quilos a menos que seu peso antes de engordar. A meta pode parecer audaciosa, mas não para quem teve a oportunidade de presenciar a força e alegria de Léia.

Léia, porém, sabe que mais importante que o balão intragástrico é a mudança de seu estilo de vida, de superação e entendimento de sua relação com a comida e com o mundo. Por isso que o responsável pelo tratamento da advogada, o cirurgião geral especializado em emagrecimento Marcos Santos, faz questão de ressaltar que o balão é uma ajuda, e não uma solução.

Arquivo Pessoal
Hamilton Junqueira, médico endocrinologista e professor de pós-graduação em endocrinologia da Faculdade Ipemed (foto: Arquivo Pessoal)
“Entendemos a obesidade como uma doença causada por múltiplos fatores. Existem causas metabólicas, endócrinas, genéticas, a idade e a contribuição, lógico, dos hábitos de vida, alimentares e de atividade física. Assim, como existem essas múltiplas causas, a ação também tem que ser múltipla”, afirma o especialista.

ESTILO DE VIDA Para Marcos Santos, o primeiro e essencial passo é a decisão da pessoa de realmente enfrentar o problema. “Pode parecer simples, mas não é. O paciente, muitas vezes, quer emagrecer, mas não quer mudar o estilo de vida. Outro passo importante é querer buscar ajuda. Muitos pacientes que querem perder peso buscam uma solução rápida, acham que já sabem tudo de emagrecimento. Não reconhecem que precisam de ajuda” completa.

Santos explica que cada indivíduo responde a um tipo de tratamento. Por isso, aposta em uma equipe multidisciplinar para cuidar dos seus pacientes, com nutricionista e psicólogo. O balão intragástrico é só mais uma das alternativas para se combater o problema. Segundo o médico, o ideal é seguir um conceito de escada: decidir enfrentar a doença; buscar ajuda; começar com dieta e atividade física; tentar medicamentos; e, depois, os procedimentos.

“Lógico que vamos iniciar com os procedimentos menos invasivos, daí vem a alternativa do balão intragástrico. Um paciente que está acima do peso pode usar o balão como alternativa para ajudar, potencializar o tratamento. A sedação é superficial, já que se faz por endoscopia. A recuperação é muito mais rápida que na cirurgia. O paciente vai para casa no mesmo dia. Ele passa um pouco mal, mas damos todo o suporte. Não conseguiu os resultados desejados? Para esse paciente, podemos indicar a cirurgia bariátrica, que conta com técnicas diferentes. Escolhemos a técnica que vai ter uma recuperação mais rápida e que vai ser menos agressiva. Só que a cirurgia é bem mais invasiva que o balão. Tem internação, anestesia geral, reserva de CTI, alguns dias no hospital, além de possíveis complicações pós-operatórias”, explica.

Para Léia, essa foi a alternativa correta, que trouxe ainda mais força a sua caminhada em direção ao equilíbrio tanto alimentar quanto pessoal. Agora ela busca não se importar com o que pensam dela. O objetivo é sua própria satisfação. Mesmo trabalhando muito, faz academia no mínimo três vezes por semana, buscar comer bem sem abrir mão do que gosta e, claro, vez ou outra, se permitindo alguns deslizes.

O apoio da mãe e do marido foi fundamental em diversos aspectos, ajudando a advogada a reencontrar sua felicidade. Ela pode não ter saído bem na foto do aniversário da amiga, mas, na vida, está mais do que brilhando. “Estou muito mais disposta, mais feliz. Eu tinha um guarda-roupa inteiro que não me servia mais. Agora elas já estão entrando. Todo dia tenho uma peça nova para usar. As pessoas elogiam, falam ‘nossa, como você está elegante’, ‘como você está bonita’. Vejo isso por outro lado. Hoje estou mais feliz sem me importar com a opinião dos outros”, afirma a advogada.

Bem além da comida

Desde 2008, 11 de outubro é o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade. Especialistas afirmam categoricamente que é preciso mudar o conceito comum sobre a doença. O quadro que aumenta os riscos e agrava possíveis outros problemas de saúde tem no preconceito um dos seus principais obstáculos.

“São infinitos os fatores que estão nos deixando obesos. O primeiro é genético. Se sua genética é favorável, você vai ter mais facilidade para engordar. Mas a civilização está fazendo com que fiquemos cada vez mais sedentários. Tudo é muito cômodo e trabalhamos para deixar nossas vidas mais cômodas. Mas surge o problema sério de não gastarmos mais energia com nada. Não andamos mais, não vamos ao banco. Pequenas coisas que nos faziam gastar energia e que hoje não fazemos mais. A única caloria que grande parte das pessoas gasta hoje é a basal, aquela que o corpo precisa para funcionar”, diz o médico endocrinologista Hamilton Junqueira, professor de pós-graduação em endocrinologia da Faculdade Ipemed.

Outro lado da moeda, principalmente para classes mais abastadas em grandes centros urbanos, é a facilidade de acesso aos alimentos. Que, para piorar, muitas vezes são de alto nível calórico, pouco valor nutritivo e repletos de químicos, gorduras e açúcar. Junqueira explica que até utensílios que usamos para nos alimentar ou preparar a comida contribuem para o aumento de peso, como as vasilhas de plástico, que levadas ao micro-ondas soltam substâncias nocivas ao organismo, produtos adicionados aos alimentos industrializados e a poluição das cidades. Os chamados disruptores endócrinos são substâncias que afetam nosso sistema hormonal, alterando a forma natural de comunicação do sistema endócrino.

“É complicado. O fator genético se soma ao comportamental e ao sedentarismo. E existem outros fatores que não percebemos. Nossa comida hoje contém químicos, conservantes, corantes. Outra questão importante é a flora bacteriana, que são as bactérias que residem no intestino. Elas são do bem, favorecem nossa digestão, protegem a parede do intestino contra o câncer. E elas se alimentam de fibra alimentar. Mas hoje consumimos pouca fibra e usamos muitos antibióticos, por isso essas bactérias estão morrendo. E no lugar delas estão se instalando bactérias ruins”, alerta o endocrinologista.

GATILHO Na concepção do nutrólogo Durval Ribas Filho, além da genética, fatores que alteram nosso balanço energético podem ocorrer na gestação.“Uma mãe que ganha muito peso, fará com que seu neném seja gordinho no futuro. Então, já não depende daquela pessoa. Ela nasce com essa tendência de ganhar peso. Você nasce com um gene, dois, 10 ou 500, relacionados à obesidade. Se despertá-los, fica obeso. Esse gatilho é acionado pelo meio ambiente. E hoje, cada vez mais, isso está ocorrendo, seja peo uso de medicamentos, seja pelo sobrepeso ou obesidade gestacional, seja, logicamente, pela inatividade física. Enfim, é esse conjunto que gera tantos problemas de saúde pública mundial”, diz Durval.

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