Enjoos matinais estão associados a menor risco de aborto

As mulheres com estes sintomas têm entre 50% e 75% menos riscos de perder seu feto em comparação com as gestantes que não tiveram enjoos

por AFP - Agence France-Presse 26/09/2016 17:54

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As náuseas e os vômitos param de ocorrer durante o quarto mês de gravidez. (foto: SXC.hu)
Os enjoos matinais e os vômitos estão relacionados a um menor risco de sofrer um aborto espontâneo, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na revista científica americana JAMA Internal Medicine.

As mulheres com estes sintomas têm entre 50% e 75% menos riscos de perder seu feto em comparação com as gestantes que não tiveram enjoos, de acordo com o estudo, que acompanhou 797 mulheres.

Todas as participantes do estudos tinham tido um ou dois abortos espontâneos anteriores.

Os autores analisaram as informações fornecidas por todas as mulheres do estudo. As grávidas registraram suas náuseas e vômitos diariamente durante o período que vai da segunda até a oitava semana da gravidez, e depois responderam um questionário mensal até a 36ª semana.

Em geral, as náuseas e os vômitos param de ocorrer durante o quarto mês de gravidez. Mas algumas mulheres podem ter estes sintomas até o dia do parto.

"A ideia de que os enjoos matinais indicam que a gravidez está indo bem é estendida há algum tempo, mas até agora não tínhamos dados estatísticos sólidos para fortalecer esta crença", ressaltou Stefanie Hinkle, pesquisadora no Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humanos dos Estados Unidos e uma das autoras principais deste trabalho.

"Nossa pesquisa estuda os sintomas desde as primeiras semanas de gravidez, logo depois da concepção, e confirma que há um vínculo entre os enjoos e uma redução do risco de perder o feto", acrescentou.

O novo estudo não se aprofundou nas razões pelas quais as náuseas e os vômitos podem diminuir o risco de aborto.

Os motivos de tal associação ainda são desconhecidos, mas os pesquisadores acreditam que as náuseas podem proteger o feto de toxinas e outros micro-organismos presentes nos alimentos e bebidas ingeridos pela mãe.

Pesquisas anteriores também sugeriram que a náusea e os vômitos estão associados a um menor risco de perda do feto.

Alguns especialistas acreditam que a náusea pode incentivar uma gravidez saudável ao levar as mulheres a comerem menos, reduzindo assim o risco de expor o feto a toxinas.

A redução na ingestão de alimentos também parece reduzir os níveis de insulina e estimular o crescimento da placenta, de acordo com pesquisas.

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