Veja o que acontece no cérebro quando nos apaixonamos

Alguma coisa acontece em nosso corpo e passamos a ver o mundo com outros olhos quando a paixão surge. A fonte da mudança, porém, não está no coração

por Gláucia Chaves 10/06/2016 13:00

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No cérebro, a passagem da paixão ao amor é trabalhosa (foto: SXC.hu)
Mãos suadas, batimentos cardíacos acelerados, pernas bambas. Para todos que já estiveram apaixonados, os sintomas são familiares. Na verdade, tudo acontece no cérebro. André Palmini, neurologista membro da Academia Brasileira de Neurologia, explica: em meio aos muitos sistemas cerebrais, como o de linguagem e o de memória, há o de recompensa. Ele entra em atividade toda vez que percebemos algo como prazeroso. “Esse sistema se ativa e nos faz ir atrás do que queremos”, reforça o médico.

O fator recompensa relaciona-se com nosso lado racional, mas, sobretudo, com o instintivo. Este é o responsável pela disposição em buscar alimento e parceria sexual, e pelo prazer de cuidar da cria. “Esse é um sistema muito potente, pois está evoluindo há milhões de anos para possibilitar a manutenção da vida”, detalha André Palmini. “Ele interage com a razão, mas não é tão permeável a ela. É aí que entra a paixão.” Quando se está apaixonado, o sistema de recompensa fica a mil. Se um papo animado com um amigo libera 10% de dopamina, por exemplo, olhar para o ser amado aumenta essa taxa para 70%. “Na fase da paixão, a pessoa se torna absolutamente relevante, a ponto do apaixonado se tornar viciado nela.”

Diante de tanta intensidade, a passagem da paixão ao amor é trabalhosa. “A grande sacada é manter o nível de ativação do sistema de recompensa em um nível bom. Essa carga nunca será tão forte quanto antes, mas tem que ser suficiente para que a relação valha a pena”, frisa o neurologista. Como fazer isso? Sair para jantar, correr ou fazer ao lado da pessoa amada qualquer coisa que dê prazer (sexo, inclusive). “Casais que se mantêm juntos muito tempo são os que descobriram como ativar esse sistema.”

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