Esclarecimento sobre fisioterapia e terapia ocupacional no tratamento de Parkinson

30/05/2016 15:27

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"O Estado de Minas publicou em 19 de janeiro deste ano a matéria Fisioterapia não ajuda pacientes com Parkinson, diz estudo, com informações da Agence France-Presse (AFP). O estudo apresentou resultados polêmicos que merecem esclarecimentos a partir de uma leitura crítica e contextualizada.

A pesquisa britânica indica que a intervenção fisioterapêutica ou terapêutica ocupacional centrada no paciente não gera ganhos na qualidade de vida e na capacidade de realizar atividades de vida diária. No entanto, a matéria do Estado de Minas não aborda o fato de que a maioria dos pacientes (67%) estava nos estágios iniciais da doença e não tinha grandes déficits nos testes realizados antes da terapia.

Os pacientes analisados apresentavam apenas 25% de redução na pontuação dos testes. O próprio estudo discute a possibilidade de ter ocorrido um 'efeito teto' na avaliação das atividades de vida diária, ou seja, grande parte dos participantes pode ter chegado ao valor máximo nos testes utilizados.

Além disso, fatores não motores comuns à doença de Parkinson, como a depressão, têm se mostrado mais relacionados à qualidade de vida do que sintomas motores e podem ter influenciado os resultados do estudo.

Outra possibilidade apontada pelo artigo é de que a frequência e a intensidade da terapia utilizada não tenham sido insuficientes para demonstrar melhoras nos pacientes.

De acordo com a matéria, 'o estudo sugere que os atuais padrões de terapia para pacientes nas primeiras fases da doença podem ser uma perda de tempo e dinheiro'. Essa afirmação presta um desserviço tanto à população com Parkinson quanto aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Há uma extensa literatura que aponta evidências de melhora nos pacientes após a realização de abordagens fisioterapêuticas e terapêuticas ocupacionais em diferentes aspectos da doença. A melhor combinação dessas modalidades e a intensidade ideal das intervenções ainda carecem de maiores investigações.”

Publicação a título de direito de resposta concedido ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (Crefito 4).

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