Evento quer alertar população contra doenças inflamatórias intestinais

Associação Mineira de Portadores de Doença Inflamatória Intestinal quer informar população sobre sinais e sintomas das doenças, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Em BH, evento é domingo (22/5), no Parque Municipal

por Redação 19/05/2016 12:34

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O mês de maio foi escolhido para alertar a população sobre as doenças intestinais mais comuns, a doença de Crohn e a colite ulcerativa que afetam homens e mulheres indistintamente, sendo diagnosticadas, geralmente, por volta dos 35 anos. Diarreia e sangramento retal frequentes e dor abdominal são alguns dos sintomas comuns às duas enfermidades. De caráter crônico e autoimune, elas podem levar pacientes em idade produtiva a hospitalizações recorrentes e a incapacitação para o trabalho. Além disso, têm impacto direto na qualidade de vida, social e psicológica.

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Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (foto: EM / D.A Press)


Por tudo isso, o evento IBD Day 2016 (World Inflammatory Bowel Disease Day) tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a importância do diagnóstico precoce. O ápice da campanha ocorre nesta quinta-feira (19/05), quando é lembrado o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal. A estimativa é que, em todo o mundo, 5 milhões de pessoas vivam com a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ao todo, diversos países em pelo menos quatro continentes – entre eles, a Argentina, Austrália, o Canadá, Israel, o Japão, a Nova Zelândia, os Estados Unidos e 28 nações europeias – devem promover ações para marcar a data.

No Brasil, por iniciativa da Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn (ABCD), durante todo este mês, monumentos públicos serão iluminados de roxo. Em Belo Horizonte, no domingo (22/05), entre 9h e 15h será realizado o World IBD DAY 2016 no Parque Municipal Américo René Gianetti. Médicos, pacientes e voluntários vão esclarecer as dúvidas sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs).

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(foto: Divulgação)


Tratamento
Presidente da ABCD e professora de Gastroenterologia da PUC do Rio Grande do Sul, Marta Brenner explica que como os sintomas tendem a aparecer e desaparecer por um período, eles podem ser confundidos com de outras doenças. “Por isso, as doenças inflamatórias intestinais podem demorar para serem diagnosticadas corretamente. Entretanto, o diagnóstico precoce seguido do tratamento adequado pode preservar a qualidade de vida e a produtividade do paciente. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o controle da doença”, afirma.

As DIIs não têm origem totalmente conhecida, mas sabe-se que pode haver predisposição genética e que o meio ambiente exerce papel importante na incidência da doença que é mais comum, por exemplo, em centros urbanos e industrializados.

A colite ulcerativa caracteriza-se por inflamação e úlceras no revestimento do cólon ou intestino grosso. Em média, as pessoas são diagnosticadas entre 30 e 35 anos de idade, apesar de a doença ocorrer em qualquer idade. Já a doença de Crohn envolve todo o intestino, sendo que em cerca de 30% dos pacientes, o intestino fino (íleo) é a região mais afetada e, em 40%, a região ileocecal. Estima-se que 25% dos pacientes podem ser submetidos a cirurgia em algum momento do curso da doença.

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