Com a proliferação de doenças comuns no outono, especialistas indicam quando se deve procurar atendimento médico

Casos de dengue avançaram 22% na capital

por Carolina Mansur 09/04/2016 09:04

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Febre alta, dor no corpo e dor de cabeça são sintomas comuns às doenças que circulam neste outono, mas precisam ser observados com atenção também pelos pacientes para que o tratamento seja feito em tempo hábil e não haja complicações que levem ao óbito. Entre as enfermidades que mais exigem cuidados, estão a gripe e dengue, que já mataram dezenas de pessoas neste ano em Minas Gerais. Enquanto a gripe causada pelo vírus H1N1 demanda tratamento específico, que precisa ser iniciado nas primeiras 48 horas, a evolução dos sintomas da dengue precisa ser observada pelo paciente para evitar o agravamento da doença.

EM / D.A Press
Clique na imagem para ampliá-la (foto: EM / D.A Press)


Segundo balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), divulgado ontem, 41 óbitos por dengue já foram registrados neste ano e sete pessoas morreram por síndrome respiratória aguda grave por influenza, incluindo o H1N1, neste ano. Em Belo Horizonte, o número de casos confirmados de dengue saltou 22%, passando de 20.542 para 25.076 em uma semana, com 13 óbitos registrados. Também preocupa o surgimento de novas doenças como zika e chikungunya, que, embora tenham menos potencial de complicações, fazem crescer corrida aos postos de saúde e hospitais. Só em relação à dengue, a demanda por atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros de Saúde tiveram aumento de 60%.

Mas quando procurar atendimento médico? O infectologista e diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, Antônio Toledo, alerta que a procura por serviços de saúde nos casos de gripe e dengue, que têm maior potencial de complicação, deve ocorrer quando forem observados sintomas como febre alta acima de 38,5 graus associada a falta de ar, tosse persistente com catarro amarelo ou desidratação, que pode ser observada pela sede, urina concentrada e em pequena quantidade, no caso da dengue. Outro cuidado importante, segundo ele, é não fazer uso de anti-inflamatórios para dor e febre, a não ser que seja indicado pelo médico.

Segundo o médico Breno Figueiredo Gomes, coordenador da Clínica Médica do Mater Dei Contorno, o grande desafio da gripe e da dengue, que circulam ao mesmo tempo em Belo Horizonte, são os sintomas parecidos e que neste momento é “melhor pecar pelo excesso” e sempre procurar um médico para que seja feita a avaliação adequada. “Não dá para banalizar nenhum quadro infeccioso, que pode ter piora repentina com risco de morte”, considera, ao lembrar os quadros de gripe que começam a aparecer no pronto-socorro e os casos suspeitos de dengue, que correspondem a 50% dos atendimentos feitos pela clínica médica.

O clínico geral do Comitê de Especialidades da Unimed-BH, Luiz Rogério Gomes Aranha, pondera, no entanto, quanto aos sintomas de dengue clássica, como febre, dor no corpo e dor de cabeça leve, podem ser observados pelo próprio paciente em casa, desde que ele permaneça em repouso e fazendo hidratação adequada com ingestão de dois a três litros de água por dia e uso de analgésicos. “De forma geral é preciso ter bom senso. Uma pessoa idosa com quadro de febre alta e que não consegue ingerir líquidos em casa, por exemplo, deve procurar um médico”, diz.

MÁSCARAS
Já para pacientes com suspeita de infecção pela gripe H1N1, a principal recomendação é para buscar orientação médica no mais tardar em 48 horas, já que o tratamento recomendado deve ser iniciado em até dois dias depois do início dos sintomas, esclarece a médica e professora da Faculdade Ipemed de Ciências Médicas, Lilian Morillo. “Idosos, crianças, gestantes e pacientes imunodeprimidos devem ter mais cuidados. Recordando que o ambiente hospitalar é um dos principais focos de contágio e, assim sendo, é importante usar máscaras para frequentar estes ambientes.”

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