H1N1: Entenda como funciona a vacina da gripe

A vacinação contra a gripe é a forma mais eficiente para a redução do impacto da doença

por Agência Brasil 07/04/2016 10:43

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Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press
Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por Influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
O Ministério da Saúde iniciou o envio aos estados da vacina contra a influenza no início deste mês. Nas três primeiras remessas (1º a 15 de abril), os estados recebem 25,6 milhões de doses, que corresponde a 48% do total a ser enviado para a campanha deste ano. Desse montante, serão entregues 5,7 milhões de doses somente para São Paulo. De acordo com o órgão, a entrega das vacinas aos municípios, por sua vez, é responsabilidade dos estados. A campanha de vacinação ocorre em todo o país do dia 30 de abril (com mobilização especial em todo o país) até 20 de maio. A campanha será mantida para esse período, quando os estoques estarão abastecidos para a realização da estratégia nacional. Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por Influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos. A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório. No ano passado inteiro, foram 36 mortes pela gripe A H1N1 no país. A vacinação contra a gripe é a forma mais eficiente para a redução do impacto da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação é uma resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controlar a circulação de amostras dos vírus. Segundo a pasta, a constante mudança dos vírus Influenza requer monitoramento global e frequente reformulação da vacina. Em novembro de 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) endossou a orientação da OMS e adotou a vacina trivalente, que contém os vírus determinados pela OMS. Ela é produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo. A vacina disponível nas clínicas particulares é a tetravalente, que protege contra uma variação a mais do vírus da gripe. Quais são os tipos de vacina de gripe? A vacina trivalente contra a gripe protege contra a Influenza A H1N1, Influenza A H3N2, e a Influenza B (subtipo Brisbane). A tetravalente protege, além dos três tipos de gripe da trivalente, contra o subtipo Phuket da Influenza B. Como a vacina é elaborada? Anualmente, a OMS convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra Influenza sazonal dos hemisférios Norte e Sul. Uma amostra vacinal candidata é um vírus Influenza que o Centro de Controle de Doenças (ou um dos colaboradores da OMS) seleciona e prepara para uso na produção de vacinas. Amostras vacinais candidatas são tipicamente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua habilidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados. Por que a vacina muda todo ano? Devido a essa mutação dos vírus, é necessário se vacinar anualmente contra a Influenza. Grupos prioritários podem receber gratuitamente a vacinação nos postos de saúde. Para quem são indicadas as vacinas contra a gripe? Estão indicadas para todas as pessoas, exceto para bebês com menos de 6 meses de idade. Dependendo do fabricante da vacina, um dos tipos da tetravalente só pode ser dado para crianças maiores de 3 anos de idade. A Trivalente pode ser dada para todos acima de 6 meses. Crianças de 6 meses a 1 ano tem que tomar duas doses com intervalo de 1 mês. Qual é a vacina oferecida pelo SUS? A vacina oferecida pelo SUS nos postos de saúde e centros de vacinação é a trivalente. E a vacina da clínica particular? Clínicas particulares costumam oferecer, além da vacina trivalente, a vacina tetravalente. Essa vacina também pode ser chamada de quadrivalente e já é oferecida pelo sistema público de saúde dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Qual deve ser o preço da vacina? Como denunciar preços abusivos? Segundo o Procon, caso seja constatado reajuste abusivo, as empresas poderão ser autuadas. O órgão não informou quantos hospitais foram notificados. O Procon investiga a informação de que houve hospitais e laboratórios privados que reajustaram o preço da vacina de R$ 120 para até R$ 215. No ano passado, segundo o órgão, o preço médio do imunizante era R$ 45. Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito? Uma média de 2 a 3 semanas. Quem tem prioridade para se vacinar gratuitamente? - Crianças de 6 meses a menores de 5 anos; - Gestantes; -Trabalhador de saúde; -Povos indígenas; -Indivíduos com 60 anos ou mais de idade; -População privada de liberdade; -Funcionários do sistema prisional; -Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis; -Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias). Qual é o calendário de vacinação na rede pública? A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º). 04/04: vacinação gratuita dos profissionais de saúde. 11/04: podem ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas. 30/04: além dos grupos anteriores, podem receber a vacina puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas. Quais são as contraindicações para a vacina? De acordo com o Portal da Saúde, pessoas com alergia comprovada e importante ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações específicas do próprio médico. *Com informações do Ministério da Saúde

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