Marcha da endometriose acontece em BH neste sábado; veja seis sintomas da doença

Estima-se que no Brasil 6 milhões de meninas e mulheres tenham endometriose, problema que é responsável por cerca de 40% a 50% da infertilidade feminina

por Redação 18/03/2016 10:32

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Reprodução Internet / http://laizsaragiotto.com.br/
Cólicas fortes podem ser sinal de endometriose (foto: Reprodução Internet / http://laizsaragiotto.com.br/)
Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil vai participar da ‘Million Women March for Endometriosis’, a Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose, que acontece neste sábado (20/03). Em Belo Horizonte, a concentração é às 9h, na Praça da Liberdade. A manifestação pacífica em prol da conscientização da doença ocorrerá simultaneamente em mais de 60 países.

A doença atinge cerca de 200 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo. No Brasil, estima-se que mais de 6 milhões têm a doença crônica que se caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio – camada que reveste o útero – fora do útero, em órgãos como ovários, vagina, ligamentos, intestino, bexiga, apêndice, ou até os mais distantes, como pulmões, cérebro e nariz.

A marcha mundial foi idealizada pelo médico americano da cidade de Palo Alto, na Califórnia, Camran Nezhat – precursor da videolaparoscopia, cirurgia minimamente invasiva para tratamento da doença, que elegeu a jornalista Caroline Salazar como líder nacional do evento no Brasil. Caroline tem a doença e criou o blog ‘A endometriose e eu’.

A endometriose é responsável por cerca de 40% a 50% da infertilidade feminina e, segundo a ginecologista e obstetra Tomyo Arazawa, da Alira Medicina Clínica e Cirúrgica, já é chamada de “doença da mulher moderna”. “Isto se deve há muitos fatores, mas também, provavelmente, pela mudança no estilo de vida das mulheres, que tem retardado a fertilidade, e com isso, aumentado os ciclos menstruais antes de engravidar. Mas, não se devem descartar ainda os fatores imunológicos, o estresse e a poluição, entre outros”, explica a especialista.

Tomyo Arazawa lista seis sintomas que podem indicar a doença:

Cólica menstrual muito intensa
Em muitos casos, a cólica menstrual intensa é o primeiro sinal indicativo de endometriose. A doença é a presença de células que compõe a camada interna do útero (chamado de endométrio) fora do útero: nas trompas, nos ovários, na bexiga, no intestino. Quando a mulher menstrua, essa camada interna do útero descama, sangra e se exterioriza por via vaginal. Assim, nas mulheres com endometriose, durante o período de menstruação, existe um sangramento e uma inflamação também nestes outros órgãos, o que gera mais dor.

Às vezes, a cólica não tem motivo aparente, contudo não se deve imaginar que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida da mulher. Por isso, sempre que sentir dor, procure o ginecologista e descreva o que sente para que as causas sejam identificadas e o melhor tratamento seja orientado.

Dor na relação sexual de profundidade
Como a endometriose pode afetar vários órgãos da região pélvica, o contato com a região inflamada provoca a dor. É sempre válido lembrar que a relação sexual deve ser prazerosa para a mulher. Se existe dor na profundidade, é porque algo não está bem.

Infertilidade
A endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar. Muitas mulheres que apresentam infertilidade têm endometriose associada. Tal correlação pode ser explicada pela obstrução ou comprometimento das tubas uterinas pela endometriose, obstrução das tubas uterinas por aderências causadas pela endometriose, e pela inflamação crônica na pelve, que pode atrapalhar a implantação do embrião no útero. Vale ressaltar que, nos casos de endometriose, a fertilidade pode ser reestabelecida com tratamento adequado.

Alterações e dor intestinal no período menstrual
Como o intestino encontra-se localizado na região pélvica, ele também pode ser comprometido pela endometriose. Com isso, no período menstrual, as lesões de endometriose no intestino provocam inflamação e por consequência dor intestinal, principalmente durante a evacuação. Dependendo da localização da endometriose no intestino, pode provocar cólicas intestinais de forte intensidade, dor ao evacuar no reto e até sangramento nas fezes. Em casos mais graves, pode causar dificuldades na evacuação e até obstrução do intestino.

Dor para urinar no período menstrual
Assim como o intestino, a bexiga também está localizada na região pélvica. E pode sofrer as mesmas alterações que ele, o que pode gerar dor para urinar durante a menstruação, assim como sangramento na urina. Em casos mais severos, a endometriose também pode comprometer os ureteres, que são as estruturas que transportam a urina dos rins para a bexiga, podendo até comprometer o funcionamentos dos rins.

Dor pélvica crônica
A endometriose pode atingir vários órgãos da pelve ao longo de muitos anos. Com o passar do tempo, a mulher com endometriose pode desenvolver uma dor contínua, independentemente da menstruação. Esse tipo de dor é chamada de dor pélvica crônica e traz um grande impacto na qualidade de vida dessas mulheres.
Todas essas alterações podem influenciar a vida psicossocial da mulher, uma vez que a dor crônica pode impedi-la de cumprir com seus deveres profissionais e pessoais, além de atrapalhar nas relações sexuais. A boa notícia é que a maior parte dos casos tem tratamento e o controle adequado pode melhorar a qualidade de vida.

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