Aulas de tecido acrobático são uma forma diferente de perder peso

Prática ainda fortalecer a musculatura e ajuda na consciência corporal. É preciso treinar equilíbrio e ter uma dose de coragem

por Ailim Cabral 25/02/2016 11:00

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	Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press
A atividade traz benefícios físicos, como o fortalecimento dos membros superiores, bem como de toda a região do core, que engloba o abdômen e a área lombar (foto: Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press)
Exibir movimentos graciosos bem longe do chão costumava ser um privilégio dos trapezistas e dos acrobatas mais talentosos e corajosos dos circos. Porém, com a popularização das artes circenses e com o surgimento de modalidades esportivas que unem a atividade física à dança e ao aspecto lúdico, o tecido acrobático se torna uma possibilidade para os que desejam se sentir verdadeiros artistas.

Segundo o professor de educação física e gerente técnico no programa infantil da Companhia Athlética, Rodrigo Hopper, na prática do tecido acrobático, os alunos ficam em quadras esportivas ou estúdios nos quais aprendem, com a orientação dos professores, a subir nos tecidos fixados no teto por meio de acrobacias e movimentos específicos. “É como se fosse um balé que o praticante vai fazendo no tecido, uma apresentação corporal, estimulando o corpo todo”, explica.

Além do tecido comprido, o mais tradicional e mais difundido nas aulas, existem ainda outras formas de praticar as acrobacias aéreas, como nos tecidos em gota, que se assemelham a uma rede fechada; e a corda, que, de acordo com a instrutora de circo do Instituto Anandah, Allana Nogueira de Matos, também faz parte do universo circense. “O tecido acrobático pode ser definido como uma modalidade que trabalha a consciência física de uma forma lúdica”, acrescenta a professora.

Rodrigo explica que, principalmente nas primeiras aulas, é feito um alongamento em solo antes que o aluno suba no pano. “O desempenho nas aulas iniciais é algo que depende da coragem e da capacidade de cada um. É necessário se arriscar um pouco nas primeiras vezes”, avisa. Rodrigo acrescenta ainda que a modalidade é desafiadora e que o professor também precisa ter o “feeling” de saber se o aluno está confortável ou não em subir no tecido.

Praticante da modalidade desde 2014, a publicitária Daniella de Carvalho Teixeira, 30 anos, ressalta o aumento na autoestima e na autoconfiança como algumas das grandes vantagens da prática. “É um exercício muito ligado à atividade artística e também à sensualidade e à beleza da mulher. Você acaba se sentindo melhor, tendo mais consciência do próprio corpo e dos movimentos que ele pode realizar”, afirma Daniella.

A publicitária menciona ainda a importância do alongamento da aula em sua saúde. “Tenho um problema de coluna e quando fiz a aula, senti uma melhora enorme”, lembra. Ela faz aula de tecido acrobático duas vezes por semana e combina a atividade com musculação. A flexibilidade melhorou, assim como a definição dos músculos das costas e dos braços, o que a publicitária considerava o mais difícil. “Entre todas as vantagens e benefícios, o que eu mais gosto é a superação. Você vai crescendo a cada dia, melhorando e fazendo movimentos que nunca imaginou que seria capaz. Une a malhação e a dança e a arte, coisas de que gosto muito e que fazem bem para o corpo”, completa.

De fato, a atividade traz benefícios físicos, como o fortalecimento dos membros superiores, bem como de toda a região do core, que engloba o abdômen e a área lombar. Além de criar maior resistência nos dedos e um posicionamento mais adequado dos ombros, o aluno ganha consciência corporal mais completa e trabalha o equilíbrio e a flexibilidade. Quando o exercício é feito de forma adequada, a perda de peso pode equivaler à queima de calorias de uma aula de crossfit. “Se o aluno fizer com vontade, mantendo o ritmo e os batimentos cardíacos acelerados, além de manter uma dieta legal, pode perder muito peso e tonificar os músculos”, completa Allana.

Apesar das vantagens expostas pelos professores e alunos, existem também alguns alertas. A modalidade pode ser perigosa e caso as instruções de segurança não sejam seguidas à risca, os praticantes podem se machucar. É importante que, antes de dominar as técnicas, o aluno nunca passe de uma altura superior a dois metros. O chão deve ser revestido de material mais macio e os professores devem estar sempre atentos aos alunos. Os tecidos devem estar bem posicionados e em locais onde não corram o risco de se soltar. As restrições variam de acordo com a capacidade de cada um. “É importante que o praticante tenha consciência de até onde pode ir ou não. Se consegue se erguer e, principalmente, respeitar os próprios limites”, afirma Allana.

Saiba mais:


  • As turmas variam de tamanho conforme a quantidade de professores e de acordo com o tamanho do espaço disponível, mas costumam reunir de 20 a 40 pessoas.
  • A depender do estúdio ou da academia, as aulas podem ocorrer em turmas que dividem os níveis iniciante, intermediário ou avançado, ou uma turma que inclua todos os alunos, independentemente do nível. “Se não for uma turma separada, adequamos os movimentos de acordo com a capacidade do aluno. Como temos mais de um professor por aula, sempre há um responsável por determinado grupo de alunos”, esclarece Allana.
  • As aulas duram entre uma hora e uma hora e meia.
  • Crianças podem começar a praticar a partir dos 4 anos e não existe um limite de idade ou de peso, a depender da capacidade física do praticante de subir no tecido com segurança para sustentar o próprio corpo.

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