MS divulga acordo com os EUA para desenvolvimento de vacina contra zika em um ano

Parceria será entre o Instituto Evandro Chagas com a Universidade do Texas, ambos com experiência em arbovírus. Ministro Marcelo Castro deu um prazo total de três anos para que a vacina possa ser produzida em larga escala

por Valéria Mendes 11/02/2016 11:41

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AFP / APA / HELMUT FOHRINGER
Aedes Aegyptitransmite não apenas a infecção por zika, mas também a dengue e a febre chikungunya (foto: AFP / APA / HELMUT FOHRINGER )
O Ministério da Saúde (MS) anunciou em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (11/02) uma parceria do Instituto Evandro Chagas com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de uma vacina contra o zika. “O Instituto tem experiência grande em arboviroses e a universidade foi escolhida por ser centro mundial de trabalhos com arbovírus", afirmou Marcelo Castro.

O ministro falou que a expectativa é de um ano para que a vacina seja desenvolvida. No entanto, lembrou que "desenvolver não é estar com a vacina pronta". Depois disso, segundo ele, tem o tempo dos testes em animais e humanos. O investimento do MS será U$ 1,9 milhão.

O prazo total, segundo o ministro, é de três anos para que a vacina seja produzida em larga escala. Castro disse que será estabelecido um protocolo com a FDA (Food and Drug Administration) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que nenhum entrave burocrático atrase as etapas de desenvolvimento da imunização. “Se tudo correr bem, em um ano teremos a vacina desenvolvida e teremos dois anos para fazer os testes e produzir a vacina em larga escala”, afirmou.

A parceria, segundo Castro, é "fruto de um telefonema entre Dilma Roussef e Barack Obama que enviou ao congresso americano um projeto de lei pedindo U$ 1 bilhão de dólares para combate ao zika vírus".

Combate ao Aedes
Castro disse ainda que a diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan vai acompanhar o trabalho do MS de combate ao Aedes Aegypti que transmite não apenas a infecção por zika, mas também a dengue e a febre chikungunya. O Ministro lembrou que 50 mil pessoas morrem por ano de dengue no mundo e que a doença está presente em 113 países.

O MS divulgou também que foi estabelecida uma parceria com 15 técnicos do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) que estarão em Pernambuco para estudar a relação entre vírus zika e microcefalia. A pesquisa será realizada conjuntamente pelo governo brasileiro e a Universidade do Texas Medical Branch. Segundo Castro, está prevista também a participação de outros organismos de saúde internacional, como a própria OMS.

Relação zika e microcefalia

Marcelo Castro afirmou que a relação epidemiológica entre a infecção por zika e a microcefalia está muito bem estabelecida. “Não temos dúvida de que é o vírus zika que está causando a microcefalia. Os estados que têm mais casos de zika têm mais casos de microcefalia. Os estados com menos casos de zika têm menos casos de microcefalia e os estados sem zika não têm casos de microcefalia”, declarou na coletiva. 

O ministro disse ainda que o zika é um preocupação internacional, já que o vírus tem se propagado de uma forma muito mais veloz que o da dengue e que Canadá e Chile são os únicos países que estão livres da doença.

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