Especialistas listam as dietas mais eficazes para quem quer emagrecer em 2016

Os planos alimentares têm em comum o aumento do consumo de vegetais, proteínas e laticínios magros, além da promoção do bem-estar geral

por Paloma Oliveto 27/01/2016 15:00

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Passados os exageros gastronômicos do Natal e do réveillon, muita gente começa a correr atrás do prejuízo para ajustar os pontos da balança. Melhorar os hábitos alimentares também é meta que quase todo mundo inclui na lista de promessas de ano novo. Com tantas opções de regimes, porém, não é fácil escolher o melhor. Nessa época, as livrarias ficam abarrotadas de livros escritos por médicos e nutricionistas; as revistas e os sites trazem inúmeros cardápios; na televisão, programas inteiros são dedicados ao assunto. Corre-se o risco de fazer escolhas que, além de prejudicar a saúde, podem desestimular aqueles que estão dispostos a adotar um estilo de vida mais leve.

Para orientar o público, todos os anos a US News & World Reports — empresa norte-americana que, desde a década de 1930, elabora rankings — publica os “mais mais” das dietas. Especialistas independentes avalian os programas alimentares mais populares, que são pontuados de acordo com uma série de parâmetros. Eles levam em conta, por exemplo, o nível de restrição da dieta, os custos, as teorias por trás do regime, a facilidade de segui-lo e o balanceamento nutricional. Na edição 2016, foram comparadas 38 dietas, divididas em categorias como perda de peso, manutenção da saúde, redução de colesterol, entre outras.

Os especialistas também elegeram os 10 programas que, mesmo desenhados com objetivos específicos, beneficiam a saúde em geral. “Nós temos plena convicção de que nenhuma dieta é ideal para todos, mas, no geral, os melhores planos alimentares são aqueles mais sustentáveis”, observa Angela Haupt, editora da publicação. “Acreditamos que o ranking pode ser uma boa ferramenta para ajudar as pessoas a investirem em dietas adequadas ao estilo de vida delas e que promova bem-estar e saúde em geral”, diz, acrescentando que a decisão deve ser feita com um médico ou nutricionista.

Valdo Virgo / CB / D.A Press
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (foto: Valdo Virgo / CB / D.A Press)


Hipertensão
Em primeiro lugar da lista, está a dieta Dash, elaborada pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos. Esse programa tem como objetivo auxiliar no combate à hipertensão, problema associado a infartos e derrames. Diversos estudos realizados em universidades e centros de pesquisa indicam que o plano alimentar beneficia não só o coração, mas a saúde como um todo. Na edição da semana passada do Jornal Americano de Nutrição Clínica, por exemplo, cientistas do Centro de Pesquisas de Oakland publicaram um artigo afirmando que, após três semanas de intervenção nutricional, 36 adultos melhoraram a pressão arterial, os níveis de triglicérides e colesterol LDL, além de registrarem aumento do colesterol HDL, o “colesterol bom”.

Pesquisas anteriores também mostraram que a dieta Dash ajuda a reduzir o peso de pessoas com síndrome metabólica, um conjunto de fatores de risco cardiovasculares. “Nessa dieta, consome-se uma grande quantidade de frutas, vegetais, laticínios magros e cereais integrais. Esses alimentos são ricos em potássio, magnésio, cálcio e fibras, além de fornecerem um teor relativamente alto de proteínas e baixo de gorduras totais e saturadas”, explica Emily Levitan, pesquisadora do Centro de Pesquisas Epidemiológicas Cardiovasculares do Beth Israel Deaconess Medical Center. Levitan é autora de um estudo que constatou redução no risco de falência cardíaca entre mulheres que seguiam esse plano alimentar.

As 10 dietas listadas no ranking — quatro delas empataram no quarto lugar (veja arte) — têm, em comum, o aumento no consumo de frutas, hortaliças, proteínas e laticínios magros, castanhas e cereais não processados, e a redução da ingestão de gorduras e carne vermelha. “A lista está de acordo com o que nós recomendamos. São planos dietéticos sustentáveis, flexíveis e agradáveis de seguir”, avalia Connie Diekman, da Faculdade de Nutrição da Universidade de Washington em St. Louis, que fez uma revisão do ranking. “Não existe dieta perfeita, mas esses planos alimentares são diferentes daqueles muito rápidos, que só se preocupam em fazer você caber no vestido, em vez de promover a saúde”, compara.

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