Pela cor, saiba quais benefícios os alimentos prometem

Cada matiz está associada a uma determinada propriedade nutricional

por Ailim Cabral 20/01/2016 09:30

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Todo início de ano, fazemos listas de promessas. As dietas estão em muitas delas e quase sempre acabam esquecidas ao longo dos meses. Que tal trocar a dieta mirabolante por uma alimentação cheia de cores? De acordo com o nutrólogo Allan Ferreira, quanto mais colorida for o cardápio, melhor, pois cada pigmento indica a presença de um tipo de nutriente. Para facilitar as escolhas do leitor, consultamos especialistas. Monte o seu prato com senso estético e nutricional. Só não vale ser monocromático.

Uma dica
O nutricionista Murilo Pereira faz um alerta quanto ao lado negativo do pigmento bege amarronzado da soja — alimento um dia considerado saudável, mas que atravessa um processo de reavaliação científica. Segundo ele, o pigmento atua nos sítios de ativação do estrógeno e pode provocar o desenvolvimento de câncer de mama em mulheres que apresentam predisposição. Também está associado à chegada precoce da menarca, a primeira menstruação. Em meninos, pode causar um retardo na chegada da puberdade, com desenvolvimento atrasado dos órgãos sexuais e dos pelos pubianos.

Reprodução / Revista do CB
(foto: Reprodução / Revista do CB)


VERDE
Couve, espinafre, alface, chicória, rúcula e agrião

Segundo o nutricionista Murilo Pereira, os alimentos de cor verde contribuem para o sistema de purificação do organismo. “Eles têm componentes que ativam enzimas hepáticas, o que promove a transformação de compostos tóxicos lipídicos em outros, mais simples de serem eliminados pelo organismo. Daí vem o grande apelo do suco verde detox”, explica. Mas o especialista alerta: essa função já existe no organismo e apenas é otimizada pelos alimentos verdes.

A cor também está associada a fontes de cálcio, zinco e magnésio. Os minerais são os responsáveis pelo mecanismo de manutenção da integridade óssea. O nutrólogo Allan Ferreira acrescenta que tais alimentos costumam ser ricos em vitamina K, responsável pelo processo de coagulação do sangue. O magnésio, vale ressaltar, combate a hipertensão arterial.

Reprodução / Revista do CB
(foto: Reprodução / Revista do CB)


VERMELHO
Morango, melancia, tomate, framboesa e pimentão-vermelho

São ricos em licopeno. Segundo Murilo Pereira, alguns estudos demonstram que o consumo rotineiro desse pigmento diminui processos inflamatórios na próstata. “É importante deixar claro que não é remédio ou que impede que a pessoa tenha câncer, até porque a doença pode ser causada por vários fatores. Mas são alimentos que melhoram a saúde geral da próstata”, acrescenta o nutricionista.

O nutrólogo Allan Ferreria reforça que os alimentos avermelhados são ricos em antioxidantes, ou seja, eles inibem a oxidação das células saudáveis do organismo, protegendo-as de doenças.

Reprodução / Revista do CB
(foto: Reprodução / Revista do CB)


AMARELO/LARANJA
Abóbora, manga, cenoura, pequi e gema de ovo

São ricos em luteína e zeaxantina, dois componentes que diminuem o envelhecimento precoce da mácula densa, a pele presente no sistema visual, próxima ao nervo óptico. Ou seja, auxiliam na saúde do globo ocular. “A mácula densa envelhece rapidamente e, com o passar dos anos, as pessoas ficam com dificuldades na visão. O consumo de alimentos amarelos ao longo da vida retarda esse envelhecimento e melhora a capacidade visual”, afirma Murilo Pereira.

Além disso, há o betacaroteno. Trata-se de um pigmento antioxidante presente na vitamina A. Abundante em alimentos amarelo-alaranjados, auxilia na regeneração das células epiteliais.

Reprodução / Revista do CB
(foto: Reprodução / Revista do CB)


ROXO
Açaí, mirtilo, beterraba e uva

O pigmento roxo é rico em antocianina. Essa substância controla a resposta inflamatória nos vasos sanguíneos, reduzindo a possibilidade de obstrução parcial ou entupimento. Excelente, portanto, para a saúde cardiovascular. O nutricionista Murilo Pereira explica ainda que existem estudos que relacionam as antocianinas ao controle de colesterol. Elas atuariam no intestino, inibindo o momento em que o colesterol se emulsifica — estado em que é absorvido pelo organismo.

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