Após ação do MPF, Ministério da Saúde reafirma eficácia de 98% da vacina contra o HPV na prevenção do câncer de colo de útero

União, Estado de Minas Gerais, Anvisa e o Município de Uberlândia têm um prazo de 72 horas para rebater ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que pede a interrupção da vacinação contra o HPV em todo o país

por Redação 18/12/2015 15:56

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Monique Renne/CB/D.A Press
No Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina ofertada é a quadrivalente que protege contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) (foto: Monique Renne/CB/D.A Press)
União, Estado de Minas Gerais, Anvisa e o Município de Uberlândia têm um prazo de 72 horas para rebater ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que pede a interrupção da vacinação contra o HPV (papiloma vírus humano) em todo o país. A solicitação foi feita à 2ª Vara da Justiça Federal de Uberlândia e a decisão do procurador da República Cléber Eustáquio Neves se dá em razão de uma ação movida pela família de uma adolescente da cidade que desenvolveu problemas de saúde "com sequelas graves e definitivas".

Leia também: MPF quer suspensão de vacinação contra o HPV em todo o país

O argumento é de que a prevenção ao câncer de colo de útero é "especulativa" já que a imunização começou em 2006 e o câncer de colo de útero demora cerca de 10 anos para se manifestar. Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Saúde afirma estar à disposição do MPF para esclarecimentos e para reforçar a importância da imunização contra o HPV que permite que diversas mulheres do país tenham a chance de se prevenir contra o câncer de colo de útero, terceiro tipo de tumor que mais mata mulheres no país, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões. “Com a vacinação, o Brasil irá reduzir essa mortalidade e o número de casos da doença e poderá fazer com que essa seja a primeira geração de mulheres livre do câncer de colo do útero”, afirma o MS.

A pasta afirma ainda que as vacinas contra o HPV são aprovadas em mais de 130 países e fazem parte de mais de 60 programas nacionais de imunizações.  Desde 2006, de acordo com o MS, mais de 190 milhões de doses foram aplicadas em todo o mundo. Desde a sua implementação em programas de imunizações de diversos países, mais de 600 artigos científicos apontam dados de eficácia e segurança. “Em março de 2014, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou a segurança dessa vacina em todo o mundo, por meio de seu Comitê Consultivo Mundial sobre Segurança das Vacinas (GACVS)”, diz o texto.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Sociedade Brasileira de Infectologia e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a vacinação e corroboram com a eficácia e segurança da vacina.

O MS diz ainda que “qualquer medicamento/vacina comercializado no país passa por um rigoroso processo de análise de qualidade, eficácia e segurança junto à Anvisa que só libera o registro para algum medicamento e/ou vacina mediante testes qualificados que garantam a segurança e eficácia do produto”.

No Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina ofertada é a quadrivalente que protege contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo, e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

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