Fiocruz desmente boatos espalhados pelas redes sociais de que zika cause doenças neurológicas em crianças e idosos

Boatos que circulam principalmente pelo WhatsApp afirmam que entidade descobriu que o zika provoca danos neurológicos a crianças menores de sete anos, como casos de microcefalia, e a idosos

por Agência Brasil 10/12/2015 12:21

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou em nota que, até o momento, não há qualquer comprovação científica que ligue ocorrências de problemas neurológicos em crianças e idosos ao vírus zika. A nota foi divulgada nas redes sociais para desmentir mensagens que circulam em grupos de WhatsApp. Segundo esses boatos, pesquisadores da Fiocruz descobriram que o zika provoca danos neurológicos a crianças menores de sete anos, como casos de microcefalia, e a idosos.

Vírus #zika: Diversos áudios têm circulado em grupos de Whatsapp mencionando a possibilidade e a existência de crianças...

Posted by Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) on Terça, 8 de dezembro de 2015


"Por tratar-se de uma doença recente e que ainda não foi suficientemente estudada pelos pesquisadores, irão surgir muitas dúvidas e perguntas, bem como boatos e informações desencontradas, especialmente nas mídias sociais. É importante, num momento como este, que a população busque informações de fontes seguras e confiáveis", diz a nota, divulgada na terça-feria (08/12).

De acordo com a Fiocruz, a informação de que o vírus zika provoca danos a esses dois públicos "não tem fundamentação científica". A fundação esclarece, no entanto, que o zika pode provocar, em pequeno percentual, complicações clínicas e neurológicas em qualquer paciente, independente da idade, assim como outros vírus, como varicela, enterovírus e herpes.
Vetor é o Aedes Aegypti

Além disso, as mensagens virtuais informam que há outros mosquitos, além do Aedes aegypti, que estariam transmitindo o zika no Brasil. A Fiocruz também desmente a informação, explicando que, até o momento, não existem estudos científicos que atestem a existência desses outros vetores.

A Fiocruz destaca no texto que trabalha em parceria com o Ministério da Saúde na investigação da doença e que prima pela transparência e seriedade das informações para a sociedade.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA