Conheça o hidrojump: versão na piscina do treino no solo tem a vantagem de zerar o impacto

Em comparação ao jump, atividade física não diminuiu a perda calórica

por Revista do CB 04/12/2015 10:00

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 Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Meio aquático ainda tem a vantagem de diminuir a preguiça de realizar atividades físicas durante épocas de calor (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Nos últimos anos, cresceu o número de atividades realizadas dentro d’água, como o spinnig e o hidrojump. As aulas são coletivas, mas os movimentos são individuais, e a pessoa pode executá-los no ritmo que desejar. O meio aquático diminui a preguiça de realizar atividades físicas durante épocas de calor, enquanto as coreografias e a música garantem o ânimo, o ritmo e a consciência corporal. A diversão, porém, não é o único atrativo.

No hidrojump, o praticante leva a minicama elástica para a piscina e realiza os movimentos tradicionais do jump, como a simulação de corrida e os chutes no ar. Inicialmente, a cama elástica era um acessório da hidroginástica, mas o hidrojump tinha potencial para ser um exercício de alta queima calórica e acabar com o mito de que atividades aquáticas eram apenas para idosos. Para que isso fosse possível, foi desenvolvido um equipamento feito de aço inoxidável, que não enferruja.

Nas primeiras semanas, caso o aluno não se sinta confiante, é permitido ficar próximo às bordas da piscina e, gradativamente, deixar as mãos livres para acessórios. Não é necessário saber nadar e a recomendação é a prática três vezes por semana. Uma das vantagens dos movimentos na água é intensificar a queima calórica, que chega a ser até 20% maior do que no jump tradicional. Uma aula de 50 minutos em ritmo moderado pode queimar até 500 calorias. O primeiro motivo para isso é a perda de calor corporal, que exige maior trabalho do organismo para manter a temperatura estável. O segundo é que a água tem resistência de 8 a 14 vezes maior do que a resistência do ar. Portanto, é necessário dedicar mais força para fazer os movimentos no ritmo proposto e manter-se com os pés no trampolim.

O objetivo do jump e de sua versão aquática, ao contrário do que possa parecer, não é pular, mas pressionar a lona para baixo, o que fortalece e desenvolve os músculos dos glúteos, do abdômen e das pernas. Essas regiões apresentam alto índice pliométrico, ou seja, durante a execução, os músculos são contraídos e relaxados constantemente. Os membros superiores, contudo, também são estimulados no hidrojump. Como o equilíbrio no meio aquático é mais difícil, os braços precisam ajudar na tarefa.

Outro benefício é que, com o movimento da água sobre a pele, é feita uma espécie de drenagem linfática, que melhora a circulação e evita o surgimento de celulite e varizes. A alta resistência também é responsável pelo baixo impacto. A aula começa com a musculatura previamente relaxada pelo contato com a água, diminuindo o risco de lesões por alto tensionamento dos músculos. Os movimentos tornam-se mais lentos e suaves para o corpo — o que não significa menos esforço.

A professora Damaris Carvalho conta que as diferenças são claras: “O jump fora da água apresenta muita controvérsia por conta da sobrecarga articular. Quando você traz para a água, a situação é inversa: aqui, o impacto é amenizado. É um modo mais seguro e eficaz de trabalhar o sistema cardiovascular”. Além disso, em caso de desequilíbrio, a queda é suave.

Os instrutores afirmam que o coração também é beneficiado, já que a pressão da água ajuda na circulação sanguínea, deixando o bombeamento de sangue mais fácil. A aula seria interessante ainda para combater a osteoporose. Para maximizar os resultados, a respiração é uma etapa importante e deve ser realizada pelo diafragma, estufando a barriga. Desse modo, o hidrojump é capaz de diminuir a hipersensibilidade dos brônquios e ajudar na recuperação de problemas respiratórios, como bronquite e asma.

A servidora pública Gabriela Uberti, 29 anos, pratica a modalidade há sete meses. Ela sempre gostou muito de hidro e de jump, e resolveu experimentar a união entre ambos. Gabriela pretende voltar a praticar musculação, mas aponta diferenças consideráveis entre as atividades: “A hidro é mais relaxante do que a musculação e, como são aulas coletivas, você tem uma interação maior, é mais divertido. Às vezes, a musculação desanima um pouco”. Ela ressalta que as aulas de horário e professora fixos ajudam a não adiar o exercício físico, o que pode acabar comprometendo a eficácia. No último mês, após passar um período sem se exercitar, a servidora emagreceu 3kg apenas com o hidrojump. “Muita gente acha que a hidro é só relaxante, mas ela ajuda a perder muitas calorias”, comemora.

A combinação baixo impacto e alto gasto calórico atrai pessoas com sobrepeso que desejam perder gordura, mas não podem sobrecarregar as articulações em atividades convencionais. Não há nenhuma preparação especial para o início do treino, mas a intensidade dos movimentos não é recomendada para quem tem labirintite não tratada, por exemplo.

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