Bastante comum, fimose infantil é natural, mas pode ocasionar infecções

De modo geral, o prepúcio se descola naturalmente dos 11 aos 15 anos

por Gláucia Chaves 11/11/2015 10:00

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Ter um recém-nascido em casa quase sempre é sinônimo de muitas dúvidas. A fimose, condição em que o prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) impede a exteriorização da glande, é uma das questões que costumam tirar o sono dos pais. Mas não há por que se preocupar: o quadro é natural e bastante comum. Quem explica é Ulisses Mariano, cirurgião pediátrico do Hospital Santa Helena. “Quase todos os bebês quando nascem têm fimose, que chamamos de fimose fisiológica”, reforça o médico. “Menos de 4% dos bebês conseguem expor a glande em uma proporção maior. A grande maioria, na verdade, não consegue expor nem o meato ureteral (orifício em que sai a urina).”

A fimose fisiológica faz parte do desenvolvimento do pênis, que continua acontecendo após o nascimento da criança, segundo Mariano. De modo geral, o prepúcio se descola naturalmente dos 11 aos 15 anos. Apesar disso, costuma-se indicar o tratamento por volta dos 7. Antes disso, não há necessidade de intervenções. Se, após essa idade, o descolamento não acontecer (e houver indicação médica), existem pomadas com corticoide que aceleram o processo.

Mas atenção: em hipótese alguma os pais devem tentar “puxar” a pele. “Massagens só atrapalham, porque podem causar microlesões no prepúcio”, justifica o pediatra Ulisses Mariano. Quando cicatrizam, essas lesões geram um tecido mais duro que o normal. Resultado: a cada massagem, a situação ficará pior. “Com o tempo, o que era uma questão fisiológica pode se transformar em um problema patológico que necessitará de tratamento médico.” Para evitar que os pequenos sofram no futuro, só há uma alternativa: cuidar da higienização do pênis da criança. “É importante expor a glande até onde a pele esticar, sem forçar, e limpar com água e sabão”, ensina Mariano.

Anderson Araújo e Valdo Virgo / CB / D.A Press
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