Expectativa de vida aumenta 10 anos nos países da OCDE e supera os 80 anos

Em alguns dos países ricos ou emergentes - como o México, o Chile e a Turquia e que integram a OCDE -, a esperança de vida "continua a aumentar regularmente" de três a quatro meses por ano em média e "nada indica uma desaceleração"

por Agência Brasil 04/11/2015 13:12

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A expectativa de vida continua aumentando nos países ricos e alcançou a média de 80,5 anos em 2013, mas os Estados Unidos aparecem no final da lista, revela um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na média, os países desenvolvidos ganharam 10 anos de expectativa de vida desde 1970, segundo a OCDE, que inclui 34 países, entre eles os mais ricos do mundo, mas também alguns emergentes como México, Chile e Turquia.

Apesar de ser o país que mais gasta com saúde per capita, a média para os Estados Unidos - incluindo homens e mulheres - é de 78,8 anos.

Isto deixa o país no 27º lugar entre os 34 países. O México é o último da lista, com expectativa de vida média de 74,6 anos.

Há 40 anos, os americanos viviam um ano a mais que a média dos integrantes da OCDE, mas nas últimas décadas começaram a ficar para trás.

"A expectativa de vida ao nascer" é a quantidade de anos que pode esperar viver, em média, uma geração que manteria as condições de mortalidade de seu ano de nascimento.

A média segue aumentando regularmente entre três e quatro meses por ano e nada permite vislumbrar uma mudança de tendência, segundo a OCDE.

Este avanço na longevidade é explicado por melhores condições de vida, melhore educação e avanços em cuidados de saúde.

Japão, Espanha, Suíça, Itália e França são os melhores alunos: a expectativa de vida supera 82 anos, com o primeiro lugar para os japoneses (83,4 anos) e o segundo para os espanhóis (83,2).

EUA no fim da fila
Entre os últimos aparecem, à frente do México, Hungria (75,7 anos), Eslováquia (76,5) e Turquia (76,6). Este último país conquistou "importantes avanços em termos de longevidade" e se aproxima rapidamente da média, destaca a OCDE.

O México registra um avanço mais lento, em consequência dos maus hábitos alimentares, uma taxa de obesidade "muito elevada", mais mortes por doenças cardiovasculares e um número elevado de mortes por homicídio ou acidentes de trânsito. O país, no entanto, registra uma das menores taxas de suicídio por habitante da OCDE, em terceiro lugar, atrás de Turquia e Grécia.

Os Estados Unidos caíram para o pelotão final porque sua expectativa de vida aumento de forma muito mais modesta que nos demais países ricos. Atualmente é inferior à maioria dos demais por causa, principalmente, da quantidade de obesos, do uso indiscriminado de medicamentos e do consumo de drogas, assim como a maior quantidade de mortes violentas, homicídios ou acidentes.

A posição ruim do país também é explicada por uma "situação socioeconômica difícil para grande parte da população" e problemas de acesso aos tratamentos de saúde para certos setores.

A OCDE também inclui no relatório uma classificação dos países em função dos fatores de risco para a saúde: tabaco, álcool, obesidade de adultos e das crianças.

Estados Unidos, Canadá, Austrália e México registraram avanços na redução do tabagismo, mas enfrentam o desafio da obesidade. O Chile reduziu o consumo de álcool, mas tem muitos fumantes e obesos.

A França aparece bem classificada no que diz respeito à obesidade, mas está no fim da fila em termos de consumo de cigarros e álcool (30ª posição entre os 34 países).

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