Tratamento com laser é cada vez mais usado para tratar oleosidade da pele e acne

Técnica tem substituído o uso de medicamentos

por Gláucia Chaves 15/10/2015 10:00

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Zuleika de Souza / CB / D.A Press
AFT permite que o especialista module e controle o comprimento de onda do laser (foto: Zuleika de Souza / CB / D.A Press)
A pré-adolescência e a adolescência representam uma mudança de vida. É a fase em que a inocência da infância passa a dar lugar a questionamentos, mudanças de humor e, principalmente, mudanças hormonais. Os hormônios sexuais produzidos na puberdade mudam o corpo como um todo. A alteração mais visível se dá, muitas vezes, na pele: cravos, espinhas, nódulos e pele oleosa podem causar a indesejável acne. Para cuidar do problema, além de medicamentos orais e tópicos, há a opção dos tratamentos com laser. A Tecnologia de Alta Florescência (AFT) é um exemplo relativamente recente e que promete acabar com as bactérias responsáveis pela acne.

A partir de filtros acoplados, a AFT permite que o especialista module e controle o comprimento de onda do laser. “Da mesma forma que se chegou a um laser que tem capacidade de ser atraído pela melanina, para destruir o pelo — ou por hemoglobina, para destruir varizes —, descobriu-se um comprimento de onda específico para o sebo da pele”, explica o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Rafael Nunes, da clínica Dr. Laser. Outra especificidade da nova técnica, segundo o médico, é a possibilidade de ser usada em qualquer tom de pele sem queimaduras e para quase todos os níveis de acne. “O que fazemos é elevar o sebo a altíssimas temperaturas, fazendo com que morra.”

De acordo com o dermatologista Erasmo Tokarski, a fototerapia da acne, também chamada de terapia fotodinâmica, é um procedimento feito também com outros tipos de laser, como a luz azul. A grande vantagem seria a ausência dos efeitos colaterais dos medicamentos, que podem causar risco de alterações no fígado, má-formação fetal, depressão, ressecamento de boca, olhos e nariz. “Esse tipo de tratamento vem ganhando adeptos em função de algumas resistências ao ácido retinoico”, completa.

Mas não adianta achar que o laser é a salvação da lavoura: Tokarski explica que, embora os tratamentos sejam extremamente eficazes, o paciente precisa cuidar da pele para que a oleosidade não volte a incomodar. “A fototerapia diminui as bactérias, mas, por outro lado, é preciso continuar usando loções e sabonetes para a pele não ficar oleosa e formar novos cravos.”

Valdo Virgo / CB / D.A Press
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (foto: Valdo Virgo / CB / D.A Press)

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