Mãe que perdeu bebê esquecido no carro não culpa os pais pela tragédia

Em texto emocionante que tem repercutido nas redes sociais, a enfermeira Mandie Hendershot afirma que o filho Jaxon, 11 meses, teve os dois melhores avós do mundo

por Da redação 16/09/2015 12:18

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O bebê Jaxon Hendershot, de 11 meses, é a 19ª criança a morrer neste ano nos Estados Unidos, depois de ter sido esquecido dentro do carro. A história do garotinho ganhou o mundo porque além de sua mãe, a enfermeira, Mandie Hendershot, estar compartilhando um pouco de sua dor em seu perfil no Facebook, a tragédia ganhou um novo contorno já que foram os avós maternos que esqueceram a criança no veículo.

Reprodução Facebook
Mandie Hendershot e o filho Jaxon (foto: Reprodução Facebook )


Mandie havia chegado de uma noite de plantão no Hutcherson Medical Center e teria deixado o filho aos cuidados dos pais que o levariam à igreja enquanto ela descansava. Ao acordar, ela perguntou por Jaxon. Foi então que todos perceberam o que aconteceu e correram para o carro. A mãe tentou reanimá-lo com uma massagem cardíaca, mas o bebê já chegou ao hospital sem vida. O falecimento ocorreu em 5 de setembro.

Meta, a avó, acreditava que o avô, Kylie, havia tirado o garotinho do carro e o colocado para dormir no berço. Já Kylie pensou que a esposa tinha pegado o menino e o levado para o quarto. Em entrevistas, a família mencionou a "falta de comunicação" como a responsável pelo acidente fatal. Mesmo assim, Mandie fez questão de publicar em seu perfil que não culpa os pais pela morte do filho. Leia na íntegra:

“A notícia de que meu filho morreu no sábado, dia 5 de setembro, com 11 meses e 8 dias de vida, se espalhou. Há várias reportagens nos noticiários e várias histórias. Eu não estava lá e ele estava sob os cuidados dos meus pais. A morte dele foi um evento trágico e horrível que devastou muitas pessoas. Meu filho teve os dois melhores avós do mundo em sua curta vida. Esses foram os avós que estiveram comigo por 23h de trabalho de parto. Esses foram os avós que ficaram com ele em alguns fins de semana e o consolaram por horas quando teve cólica. Esses foram os avós que o viram rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé pela primeira vez. Essas pessoas o carregaram e amaram quando ele esteve doente, com febre ou irritado. Essas eram as pessoas que o faziam sorrir quando ninguém mais conseguia. Eles estiveram com ele em todos os dias de sua vida e meu filho os amava incondicionalmente assim como eles o amavam. O que aconteceu foi algo terrível e não há argumento contra isso. Mas, quem de nós nunca cometeu um erro, um erro tão terrível, que pensou que ninguém mais poderia perdoar? Quem nunca foi julgado pelos outros, e recebeu todo o ódio desepejado por essas pessoas? Já que cada um de nós já fez coisas terríveis e causou dor imensa aos outros, quem, além de Deus, pode condenar? Estou sentindo mais dor do que qualquer ser humano já experimentou, mas escolho não culpar nem ter ódio. Lembrarei do meu doce menino com amor e luto e o amarei para sempre”.

My mother holding her grandson: It is very widespread news at this point that my son died on Saturday, September 5th at...

Posted by Mandie Hendershot on Segunda, 7 de setembro de 2015


No Brasil
Em dezembro do ano passado, a história da mãe que deixou a filha de quase 2 anos trancada dentro do carro enquanto trabalhava no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, chamou a atenção para o fato de histórias como essas não serem um fato isolado. Na mesma semana da morte da mineira, dois episódios semelhantes ocorreram em São Bernardo do Campo (SP) e no Rio de Janeiro. Estresse e quebra de rotina são as principais causas apontadas pelos especialistas para tragédias como essas. Relembre a história.

Paulinho Miranda / EM / D.A Press
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (foto: Paulinho Miranda / EM / D.A Press)


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