Entenda por que é perigoso compensar exageros com produtos diet

Estudo foi conduzido nos Estados Unidos com mais de 22 mil adultos em 10 anos

por Correio Braziliense 15/09/2015 13:00

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Estudo mostrou que para se sentirem satisfeitas, as pessoas que optavam por bebidas diet se sentiam mais compelidas a comer mais alimentos de alto teor calórico (foto: SXC.hu)
Já que a bebida é diet, dá para exagerar no sanduíche ou servir mais um pouquinho de macarrão. A lógica da compensação, além de muito comum, ameaça a saúde e a dieta. Isso porque a dose extra geralmente vem carregada de açúcar, sódio, gordura e/ou colesterol. O alerta vem de um estudo conduzido na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que teve como base dados de 22 mil adultos durante 10 anos.

Os participantes tinham que regularmente fazer relatos sobre tudo o que haviam consumido nos dois dias anteriores à entrevista. Mais de 90% ingeriam diariamente alimentos classificados pelos cientistas como discricionários, somando em média um total de 482 calorias. Biscoitos, sorvetes, chocolates, batatas fritas e doces fazem parte desse grupo, caracterizado pela pobreza nutricional.

Na pesquisa, entre os ávidos pelas porções discricionárias, estão principalmente as pessoas que também ingerem mais bebidas diet. “Poder que, para se sentirem satisfeitas, elas se sintam compelidas a comer mais alimentos de alto teor calórico”, cogita Ruopeng An, professor da univesidade norte-americana e líder do estudo.

Outra hipótese levantada pelos pesquisadores é que, como não conseguem resistir às guloseimas, esses indivíduos optem pela bebida diet para não exagerar tanto na quantidade de calorias. “Pode ser também uma mistura desses mecanismos”, completa An. “Nós não sabemos ainda qual caminho desse efeito de compensação.”

A pesquisa também avaliou esse comportamento a partir do perfil dos participantes. Adultos obesos que ingerem bebidas diet, por exemplo, exageram mais no consumo de alimentos discricionários, assim como os afro-americanos. O professor alerta, porém, que a troca por bebidas açucaradas nem sempre é a melhor escolha nutricional.

“Se as pessoas simplesmente substituírem, podem não ter o efeito pretendido porque há o risco de elas passaram a comer essas calorias extras, em vez de tomá-las”, alerta An. “Nós recomendamos que os indivíduos documentem cuidadosamente a ingestão calórica de ambas as bebidas e dos alimentos discricionários porque todos adicionam calorias — e, possivelmente, peso — para o corpo.”

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