Em dois anos, mais da metade dos nascimentos no país foram por cesariana

De todos os partos realizados, 45,3% foram normais, sendo que os percentuais mais elevados estão nas regiões Norte (59,8%) e Nordeste (55,0%)

por Agência Estado 21/08/2015 10:45

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Free Images/Reprodução
Percentuais mais elevados de parto normal foram registrados nas regiões Norte e Nordeste (foto: Free Images/Reprodução)

Mais da metade das cesarianas feitas no Brasil é agendada previamente pelos médicos, informa a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e que está sendo divulgada nesta sexta-feira, 21, no Rio de Janeiro. De todos os nascimentos ocorridos entre 1º de janeiro de 2012 e 27 de julho e 2013, 54,7% foram via cirurgia; desses, 53,5% foram marcados previamente. São casos em que a gestante não entrou em trabalho de parto, sendo este o indicativo de que o bebê está pronto para vir ao mundo.

De todos os partos realizados, 45,3% foram normais, sendo que os com percentuais mais elevados estão nas regiões Norte (59,8%) e Nordeste (55,0%) e entre mulheres sem instrução ou com o nível fundamental incompleto (65,3%). Das mulheres que fizeram parto cesáreo, 53,5% tiveram o parto marcado com antecedência, ainda no pré-natal.

A PNS traz também informações importantes sobre os exames da saúde da mulher: 40% das brasileiras entre 50 e 69 anos não se submeteram a uma mamografia nos dois anos anteriores à pesquisa. A mamografia é recomendada nessa faixa etária com essa periodicidade para a detecção precoce do câncer de mama.

E 16,9% das mulheres entre 25 e 64 anos nunca fizeram papanicolau na vida. O exame deve ser realizado anualmente, para prevenção de doenças como o HPV e o câncer do colo do útero, além de infecções bacterianas. É um dos procedimentos mais básicos da saúde da mulher, ao qual se submetem desde as meninas que começam a se consultar com um ginecologista até as idosas. Em relação à saúde reprodutiva, 61,1% das mulheres sexualmente ativas entre 18 e 49 anos relataram aos técnicos que usam métodos contraceptivos.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA