Hibristofilia: jovem sueca é apaixonada por assassino autor de massacre na Noruega

Jovem de 20 anos tenta obter uma flexibilização das condições prisionais de Anders Behring Breivik que matou 77 pessoas em julho de 2011

por AFP - Agence France-Presse 19/08/2015 11:56

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Heiko Junge/NTB Scanpix/Pool/Reuters
Victoria, 20 anos, já enviou mais de 150 cartas a Anders Behring Breivik (foto) e recebeu duas de resposta (foto: Heiko Junge/NTB Scanpix/Pool/Reuters)
Ela se refere a ele pelo primeiro nome, envia cartas toda semana, promete que irá esperá-lo. Poderia ser uma história de amor comum, mas o coração de Victoria pertence a um assassino em massa: Anders Behring Breivik.

Responsável pelo maior massacre em tempos de paz registrado na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial, Breivik, como muitos outros assassinos famosos, tem sua cota de admiradores, um fenômeno que pode ser acompanhado por atração sexual e que possui até mesmo um nome: hibristofilia.

"Eu realmente não gostaria de viver uma vida sem ele", afirma Victoria, que não quer que seu nome verdadeiro seja revelado. Esta jovem sueca tem cerca de 20 anos e sua voz treme quando ela fala sobre seu "querido Anders".

Proveniente de uma pequena cidade da Suécia, ela está fazendo tudo o que pode para obter uma flexibilização das condições prisionais de Breivik: ele passou os últimos quatro anos em isolamento em uma penitenciária de segurança máxima.

O norueguês cumpre atualmente uma pena de 21 anos de prisão, que pode ser prorrogada se ele continuar representando um risco à sociedade.

Breivik matou 77 pessoas em 22 de julho de 2011, quando detonou uma bomba perto de edifícios governamentais em Oslo e depois abriu fogo contra um acampamento da juventude trabalhista na ilha de Utoya. "Eu me preocupo ainda mais com ele agora, quando ele está nesta situação vulnerável", explicou ela.

Desempregada por problemas de saúde, ela escreve a ele para ajudar a impulsionar seu moral - até agora, mais de 150 cartas - ou envia pequenos presentes, incluindo uma gravata azul-escura que ele utilizou durante seu julgamento.

Em troca, ela recebeu duas cartas dele - que ela mostrou à reportagem - enquanto outras foram bloqueadas por funcionários da prisão responsáveis por analisar sua correspondência.

Pedidos de casamento
Não é fácil definir seu relacionamento com Breivik, um homem que ela nunca conheceu pessoalmente, já que todos os seus pedidos para visitá-lo foram negados.

Ela o descreve tanto como seu "antigo amigo" quanto como uma "figura de irmão", protetor, mas admite que o considera atraente e que "havia interesse romântico, no início, ao menos da minha parte".

Afirma que seu primeiro contato ocorreu em 2007 quando eles se encontraram em um jogo on-line. Ele interrompeu o contato com ela dois anos depois, possivelmente para se concentrar no planejamento de seus ataques.

Mas no início de 2012 Victoria se reconectou com o homem que na época havia se tornado a pessoa mais odiada na Noruega.

E ela não está sozinha. A revista Morgenbladet informou no ano passado que Breivik recebe ao menos 800 cartas por ano, em sua maioria de admiradoras. Durante seu julgamento, em 2012, foi divulgado que uma menina de 16 anos havia pedido para que eles se casassem.

Atração sexual por assassinos
Hibristofilia é um termo utilizado por criminologistas - mas não por cientistas - para descrever uma atração sexual por assassinos violentos na prisão, que frequentemente recebem cartas de amor picantes ou roupas íntimas sensuais de suas fãs.

Também conhecida como "síndrome Bonnie e Clyde", ela tem existido ao longo do tempo e através das fronteiras.

Josef Fritzl da Áustria, que manteve sua filha refém e a estuprou repetidamente por 25 anos, e o assassino americano Charles Manson também têm seus próprios fã-clubes.

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