O namoro nosso de cada dia

Se comparados aos encontros de meio século atrás, os de hoje estão bem mais soltos e descompromissados. Mas há quem ainda sonhe com um casamento à moda antiga

por Zulmira Furbino 02/08/2015 09:50

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Muitas pessoas podem ser felizes se casando ou não. Felicidade não depende de casamento. É uma questão de contexto - Mariana Gomes, 19 anos, estudante de direito da UFMG
Nos últimos 50 anos, muita coisa mudou no mundo, no Brasil, nos estados onde moramos, em nossas cidades, bairros e ruas. Mas, paralelamente às transformações externas dos lugares onde vivemos, uma revolução muito maior ocorreu dentro das nossas casas, no modo como lidamos com o mundo e, principalmente, na maneira como nós e a sociedade passamos a encarar o amor e seus compromissos, como namoro, noivado e casamento. Diante de tantas transformações, o Estado de Minas foi buscar em duas edições da revista O Cruzeiro, publicadas há 50 anos, em 1965, reportagens sobre esses laços amorosos que marcaram uma época. Agora, nesta reportagem do Bem Viver, comparamos como eram e como funcionam hoje essas ligações sentimentais, base do avanço e do desenvolvimento do planeta.

Em sua adolescência, a atriz Teuda Bara, do Grupo Galpão, fugiu da barraquinha da quermesse para ficar de mãos dadas com o namorado. Foi rapidamente encontrada pelo pai, que bateu no rosto dela e passou uma descompostura no garoto. Como se fosse pouco, ao chegar em casa o pai deu uma surra em Teuda, em sua irmã (que “alcovitou” o encontro), e no irmão, por não tomar conta dela. Hoje, os namoros já não precisam de “velas”, aquelas pessoas da família que eram especialmente escaladas para vigiar os pombinhos, e não necessariamente ocorrem com vistas ao casamento, como antes. Na vida contemporânea, em boa parte dos casos, meninos e meninas, meninas e meninas, meninos e meninos namoram livremente, podem viajar juntos e, muitas vezes, dormir agarradinhos na casa dos pais. Também há os namoros maduros, frutos de casamentos ou histórias de amor desfeitas, que nem por isso impedem seus protagonistas de tentar ser feliz outra vez.

"De todas as profissões femininas, a mais válida e a melhor remunerada é a de esposa" - Nelson Rodrigues, escritor e dramaturgo

BODAS
É evidente, porém, que, apesar das conquistas e avanços, nem tudo são flores. Hoje, os prefácios e os epílogos estão sendo abreviados, as relações são menos duradouras, talvez menos macias e mais descartáveis, como quase tudo no nosso tempo. “Um casal estava fazendo bodas de ouro e seus netos perguntaram como conseguiram uma relação amorosa tão duradoura. Os avós responderam: somos de um tempo em que quando algo estragava, a gente consertava. Agora, quando alguma coisa não funciona, compra-se outra”, narra a psicoterapeuta de família Cláudia Prates. Se o namoro se transformou, algumas expectativas em torno do casamento também foram modificadas, apontando uma divisão mais igualitária dos direitos e deveres de um casal no matrimônio.

O que não muda nunca são os desafios que os protagonistas das relações amorosas enfrentam para manter a bola em jogo, o alto-astral, a alegria no amor. É o que mostra uma série de perguntas feitas pela revista O Cruzeiro a pessoas comuns e personalidades como Nelson Rodrigues, Tonia Carrero, Marta Rocha e David Nasser e, agora, replicadas pela reportagem junto a artistas e pessoas comuns do nosso tempo. Venha conosco nesta viagem.

Conquista sem sedução
A análise de especialistas é de que há uma inversão entre princípio e fim e as coisas estão mais apressadas nos relacionamentos, deixando os processos menos sólidos


Quando se fala em namoro, nos últimos 50 anos muita coisa mudou, mas outras continuam com uma espécie de ligação imanente com o passado, prova de que a efervescência do fim dos anos 1960 – quando o mundo passou por movimentos que se transformaram em marcos sociais, como o ativismo feminista, o movimento hippie, a Rebelião de Stonewall e toda a construção do orgulho gay, o movimento negro e as exigências de cumprimento dos direitos civis – inegavelmente trouxe inúmeros avanços para o mundo, mas ainda há muito a caminhar. Uma das principais transformações nesse sentido se deu no âmbito do desejo feminino, que ganhou espaço e permissão social. Do outro lado da moeda, diante da ousadia feminina, alguns homens recuam, outros desqualificam esses direitos e outros, que são a minoria, passaram a desfrutar da nova realidade.

Cristina Horta/EM/D.A Press
Paulo Alves de Oliveira, cardiologista (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
“Há 50 anos, os tempos eram outros. O mundo vivia dividido entre duas potências. No auge da Guerra Fria, as pessoas buscavam proteção nos relacionamentos. Um relacionamento estável era algo predefinid0o como sendo necessário e até indispensável. Em 2015, os anseios e as expectativas individuais se sobrepõem a esse ideário”, analisa o cardiologista Paulo Alves de Oliveira, de 56 anos. Para ele, existem facilidades e dificuldades em cada um desses períodos. “Antes, o romantismo em vigor tornava mais fácil os envolvimentos emocionais, mas escondia riscos que só iriam aparecer mais tarde, depois que as situações já estavam consumadas.” Por outro lado, Oliveira acredita que o elevado acesso à informação facilita a vida das pessoas e as ajuda a tomar decisões, mas os relacionamentos são mais viscerais, ligados aos aspectos físicos do corpo. “Duas pessoas se encontram numa noite e no dia seguinte não se lembram nem do nome um do outro”, lamenta.

Para a psicoterapeuta de família Cláudia Prates, outra coisa que mudou foi a dosagem dos elementos contidos nos processos de sedução e enamoramento. “A cerimônia, a delicadeza e a corte, que vinham gradualmente e de forma lenta, hoje foram substituídos pela pressa, pela urgência da satisfação”, diz a psicoterapeuta, que divide as mudanças ocorridas nesse período em três fases. A primeira delas seria a do contato visual e do flerte, na qual a intimidade ocorria como consequência de uma aproximação gradual. O segundo momento é o da paquera, um movimento mais ativo em busca da demonstração de interesse, que valia para ambos os sexos. Nessa fase, o acesso à intimidade tornou-se mais rápido e o ritmo, acelerado. “O processo passou a dispensar testemunhas, que foram substituídas por 'ajudantes', e o desejo feminino começou a aparecer de forma mais clara, embora ainda meio acanhada, para não manchar a reputação feminina”, observa Cláudia.

URGÊNCIA
Na terceira etapa, o contato começa no virtual. Se, antes, havia uma pequena distância geográfica entre as pessoas, hoje ela foi reduzida por causa dos computadores e smartphones. E a busca da companhia, atesta Cláudia, passa a ser feita mais pelo lado esquerdo do cérebro, que é racional, levando em conta interesses e conveniências, do que pelo hemisfério direito, mais ligado aos sentimentos. “Houve uma inversão entre princípio e fim. O que vinha primeiro passa a vir por último”, observa a psicoterapeuta. Ainda segundo ela, com isso, a intimidade ficou mais devassada e as chances de viver um pouco de mistério e romance foram drasticamente reduzidas. Como a urgência passou a substituir os passos graduais, os processos passam a ser menos sólidos.

“Meu pai era militar e minha mãe muito católica. No meu namoro era tudo regrado. A gente não podia nem namorar no portão, o namorado era proibido de buscar a namorada na porta da escola e havia dias marcados para encontrar. Beijo, só escondido. Era um saco”, diz a atriz Teuda Bara, de 74, integrante do Grupo Galpão, soltando sua sonora e característica gargalhada. Ela conta que estava tomando café com a mãe num domingo pela manhã quando o filho saiu do quarto e a namorada apareceu pouco depois. “Minha mãe, vestida de camisolinha, quase caiu da cadeira, enquanto eu tentava explicar que hoje as coisas são assim mesmo”, lembra Teuda, morrendo de rir outra vez.

O Cruzeiro/Arquivo EM
David Nasser, jornalista, escritor e compositor (foto: O Cruzeiro/Arquivo EM)

Casar ou não casar?
Desde há muitos anos, a união estável cria polêmica. Há quem acredite que a instituição seja indissolúvel e quem concorde que tudo passa, tudo muda

Há 50 anos, a revista O Cruzeiro publicou reportagem com o título Casar ou não casar, eis a questão. Já naquela época, o repórter Oswaldo Amorim perguntava: “Com quanto amor se faz um casamento?”, “O casamento está em crise?”, “A receita exige outros ingredientes?”. Para averiguar qual era a opinião de artistas e pessoas comuns na época, a publicação elaborou uma lista de perguntas, que foram respondidas por personalidades como Nelson Rodrigues, Marta Rocha, David Nasser, Tônia Carrero e também por gente comum. Agora, o Estado de Minas traz as questões à tona outra vez, dirigindo-as a artistas, estudantes e psicólogos.

Surpreendentemente, muitas das questões colocadas há meio século continuam vivas. E muitas das mudanças que se esperava estivessem consolidadas continuam patinando no limbo da resistência conservadora. Para a antropóloga Juliana Gonzaga Jayme, professora e coordenadora do programa de pós-graduação em ciências sociais da PUC Minas, muita coisa mudou de lá para cá, mas não existe uma sociedade igual como um todo e, no fim das contas, as respostas dependem do público para o qual foram dirigidas. “A cultura é uma coisa que se aprende, mas as mudanças são lentas. É complicado quebrar cadeias”, analisa.

Perguntas feitas por O Cruzeiro, em 1965

1. O casamento torna o homem ou a mulher mais feliz ou infeliz?

2. Você conhece muitos casais felizes?

3. O que acha essencial para que alguém se case com você?
4. O casamento deve estar sob o controle da razão ou do sentimento?

5. O que é necessário para que uma moça dê o grande passo?

6. O casamento tolhe a liberdade do homem ou da mulher, impede que a mulher se realize profissionalmente?

7. A mulher deve contribuir para as despesas do lar, exercendo uma profissão ou realizando algum trabalho?

8. Os direitos no casamento devem ser iguais?

9. Acredita na necessidade de um mesmo nível social entre o homem e a mulher com vistas ao casamento?
10. Por que há cada vez mais separações e uniões livres?

11. O casamento deve ou não ser indissolúvel?

12. Acredita que o casamento nivela as diferenças e estabelece automaticamente um clima de paz e entendimento entre o homem e a mulher?

ONTEM

O Cruzeiro/Arquivo EM
Nelson Rodrigues, dramaturgo (foto: O Cruzeiro/Arquivo EM)

Nelson Rodrigues, dramaturgo

1. Quem torna o homem infeliz, obrigatoriamente infeliz, é o amor. Qualquer amor é infeliz.
2. Só conheço um casal feliz: – eu e minha mulher.
3. Azar recíproco.
4. O casamento do amor será infeliz e, sem ele, menos.
5. O medo da solidão.
6. De todas as profissões femininas, a mais válida e a melhor remunerada é a de esposa.
7. O papel da mulher é gastar.
8. Cada um tem que impor os seus direitos.
9. Não faz diferença.
10. Acho que o marido deve ser de uma classe e a mulher de outra. Por exemplo:
– ótimo que a mulher seja uma Maria Antonieta e o marido um chofer de lotação.
11. Muito fácil a separação quando há o amor. O amor dilacera demais.
12. O casamento não é culpado de nada. Nós é que somos culpados de tudo.

O Cruzeiro/Arquivo EM
Marta Rocha, eterna miss e então mãe de três filhos (foto: O Cruzeiro/Arquivo EM)

Marta Rocha, eterna miss e então mãe de três filhos

1. A mim tornou mais feliz.
2. Conheço. Muitos.
3. Precisa ser Ronaldo Xavier Lima.
4. Com o sentimento dentro da razão.
5. Que ela esteja preparada física, moral e sentimentalmente.
6. Tolhe mais o homem. A mulher sempre é mais dependente.
7. Depende. Se necessário, sim. Caso contrário, não. Deve cuidar do lar, dos filhos.
8. Acho que sim.
9. Não. A princípio é conveniente, mas não imprescindível.
10. Será mesmo que hoje esse número seja maior?
11. Não deve ser. Uma pessoa que não encontrou a felicidade no casamento tem direito a tentar de novo.
12. De certa forma, sim.

O Cruzeiro/Arquivo EM
Tônia Carrero, atriz (e mãe) (foto: O Cruzeiro/Arquivo EM)

Tônia Carrero, atriz (e mãe)

1. A bíblia já recomenda: “crescei e multiplicai-vos”. É da natureza da mulher unir-se ao homem. Portanto, o casamento, a vida em comum, tende a tornar a mulher mais feliz.
2. Não.
3. Amor.
4. Quem usar o raciocínio para as questões que devem ser tratadas com o amor, está fadado a ser infeliz. Os problemas fundamentais devem todos ser resolvidos com o amor.
5. Segurança pessoal que cabe aos pais incutir na moça.
6. Tolhe a liberdade da mulher e do homem também.
7. No casal, independente da mulher e do homem, a possibilidade econômica individual é que deve determinar. Se for necessário, devem cotizar-se. Se a mulher luta pela sua liberdade e não faz do casamento um negócio, isso significa que ela é capaz de colaborar.
8. Assim como as responsabilidades.
9. Conta mais o nível do amor. No amor recíproco esses desníveis sociais ou intelectuais podem até ser secundários.
10. Muitas vezes o amor não obedece leis. Há uma frase na adaptação musical
da peça West Side Story que sintetiza meu pensamento a respeito: “quando o amor é forte nada é direito ou errado”
11. Não porque, infelizmente, o amor não é indissolúvel.
12. O casamento aumenta o problema e diminui o clima de paz e entendimento.

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Aggeo Simões, 48 anos, compositor (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

David Nasser, jornalista, escritor e compositor

1. Depende do casamento, do homem e da mulher. Para muitos é a morte do amor.
Não existe regra.
2. E muitos casais infelizes também. Lembro-de de um amigo que quase nas bodas de prata , de repente tinha saudades da esposa e ia para casa antes do expediente. E de outro que inventava serões para tardar a volta. De qualquer forma, se não existe mais a felicidade, a separação é imperiosa. Não se pode viver o resto do tempo amarrado ao cadáver de um sentimento. Eu não viveria uma noite.
3. A primeira e última condição: gostar dela.
4. De ambos. Primeiro o sentimento, depois a razão. No momento em que se equilibram – vem a paz. Vem o hábito.
5. Pergunte à moça.
6. É claro. Tenho um cunhado, chamado Hugo, que desde o dia do casamento protesta contra a escravatura, mas é, sob o ponto de vista conjugal, um homem realizado. O casamento é a prisão consentida.
7. Depende da situação econômica da família.
8. Absolutamente iguais. A história da superioridade masculina hoje é lenda.
9. Do mesmo nível social, não. Mas de um nível intelectual mais ou menos semelhante, sim. Todo homem que casa com uma mulher burra – ou vice-versa – é um candidato ao desquite. Porém, se ambos são burros, serão felizes.
10. Existe em cada ser humano um radar que às vezes funciona com atraso... Ou funciona antes do tempo.
11. Dissolúvel como a própria vida.
12. O casamento não nivela, facilita as coisas. Um mulher se acostuma a um homem, um homem se acostuma a uma mulher. Ambos transigem, cedem, recuam, aceitam, e procuram o clima adequado para o resto a vida. Tudo se resume a essa admirável lição que nos dá o Príncipe Philip: “A rainha manda na Inglaterra. Eu mando na Rainha. Basta substituir a rainha pro lar e tereis a receita.

HOJE


Leandro Couri/EM/D.A Press
Virgínia Barros, 40 anos, designer de sapatos (sapateira) (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Virgínia Barros, 40 anos, designer de sapatos (sapateira)

1. No meu caso, mais feliz. Se ficar infeliz, acaba.
2. Muitos casais felizes é duro... conheço (alguns) casais felizes.
3. Tem tanta coisa essencial que o coitado do meu marido teve que ter. A mulher tem que ser admirável para ele, que deve ter muito respeito e carinho por ela.
4. Das duas coisas juntas.
5. A certeza de que ele é um bom companheiro.
6. Tolhe, mas não é um tipo de liberdade que você precise dela pra ser feliz.
7. Sim, precisa contribuir para as despesas do lar (gargalhadas).
8. Sim. Os bônus e os ônus.
9. Não.
10. Por causa da liberdade que as pessoas precisam e, às vezes, não conseguem num casamento que seja muito fechado.
11. Não deve.
12. Não acredito nisso. Acho que a gente continua tendo personalidade própria.
O que ocorre é que aprendemos a conviver com as diferenças.

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Aggeo Simões, 48 anos, compositor (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Aggeo Simões, 48 anos, compositor

1. Acho que mais feliz. Hoje quem casa é porque sabe o que está fazendo.
2. Conheço um bocado, pelo menos quatro.
3. Ser companheira, ter bum humor e saber segurar a onda nos momentos difíceis.
4. Sempre acho que é por emoção. Mas existem motivos econômicos que incentivam o casamento.
5. Acho que é a vontade ficar junto, o amor.
6. Sim, é a primeira contra-indicação. Mas se você casa com alguém parecido com você, sua liberdade não será tão tolhida. Essa coisa de opostos que se atraem é besteira. Mas tem que abrir concessões.
7. Claro, 50%
8. Totalmente.
9. Facilita. Grandes diferenças sempre atrapalham.
10. Casei-me duas vezes informalmente. Não me casaria nunca se fosse impossível separar no caso de alguma coisa dar errado. Tudo tem começo, meio e fim.
11. Gostaríamos todos que o amor fosse indissolúvel, deveria ser para sempre, mas na prática ama-se e desama-se.
12. A princípio é essa a intenção. Mas a convivência massiva pode fazer com que as pessoas sintam necessidade de se diferenciar de novo. Isso não é necessariamente ruim.

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Mariana Gomes, 19 anos, estudante de direito na UFMG (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Mariana Gomes, 19 anos, estudante de direito na UFMG

1. Nem um, nem outro. As pessoas podem ser felizes casando ou não. Felicidade não depende de casamento. É uma questão de contexto.
2. Conheço. Mais os da minha idade, já os mais velhos, menos.
3. Conhecer bem a pessoa, ter uma boa condição financeira, lugar para morar, emprego estável e uma perspectiva de futuro com a pessoa.
4. Acho que uma mistura dos dois. Não tem como casar sem sentimento, mas não adianta ter só sentimento e não ter condição de realizar esse casamento de uma maneira boa.
5. O mesmo que um homem precisa pra casar: que ela goste e conheça a pessoa.
6. Em certo ponto sim, você tem que dar satisfação para a pessoa. É inevitável. Ocorre até nos namoros.
7. Acho que deve ser divido e ela deve ter uma profissão, é claro.
8. Todos os direitos devem ser iguais. Não tem por que ser diferente.
9. Acho que não o mesmo, mas pelo menos parecido, para não haver mundos muito diferentes. Mas se a pessoa não tiver problema com isso, tudo bem.
10. Separações, porque as pessoas fazem as coisas muito no impulso. Acham que uma coisa vai durar para sempre, antes de experimentar direito.
11. Para mim, quando você vai casar com alguém, tem de ser para sempre. Se houver motivo sério, pode até acabar. Mas tem que tentar de todos os jeitos.
12. Com certeza não... é muito trabalho e muita conversa.

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Teuda Bara, atriz, 74 anos (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Teuda Bara, atriz, 74 anos

1. O casamento pode ser feliz e pode não ser. Às vezes você acha que o casamento é feliz e a mulher está arrastando um homem. É muito complicado.
2. Conheço alguns casais felizes, mas não muitos. O bom do casamento é o carinho e o companheirismo. Isso é o mais importante da vida. E tem casais que não são assim.
3. Outro dia, um motorista de táxi me perguntou se sou solteira. Aí ele disse que estava separado. Eu respondi: o senhor não ia dar conta de mim!
4. Sempre da emoção. É aquela fantasia.
5. É a paixão. Ela tem que se apaixonar e quer porque quer quando isso ocorre.
6. Tolhe a liberdade, mas tem casamentos e casamentos.
7. Se ela pode, acho que deve. Quando eu namorava, meu noivo não queria que eu estudasse. Ele dizia: mulher minha não trabalha.
8. Claaaaaro que sim. Mas quando há amor e compreensão isso tudo, direitos e deveres, são divididos maravilhosamente bem.
9. Às vezes, o relacionamento fica muito desbaratado. Já vi tanta coisa de casamentos e nunca vi ninguém casado com grandes diferenças.Pode ser que o amor resolva isso.
10. Antes não podia, mas a liberdade foi acontecendo e as pessoas entenderam que casamento não é eterno.
11. Não, casamento não é indissolúvel.
12. Acho que não. Se as diferenças existem, elas persistem. Podem apenas ser atenuadas em alguns momentos.

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