Por que os dentes quebram mais no inverno?

Não, a culpa não é o do frio. O aumento no consumo de alimentos duros é o principal responsável pelos danos aos dentes

22/07/2015 13:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Beto Novaes/EM/D.A Press
(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Com a chegada do inverno e as comemorações de festas juninas e julinas, aumenta o número de pacientes que buscam consultórios odontológicos devido à quebra de dentes. De acordo com o diretor clínico da Ortodontic Center, Edmilson Pelarigo, um dos motivos mais apontados é o aumento no consumo de alimentos, principalmente os duros, como pé de moleque (foto), pipoca, coco, amendoim, nozes, castanhas e milho verde na espiga.

Ao ingerir esse tipo de alimento, o dente pode quebrar-se por inteiro, de forma parcial ou até mesmo sofrer inflamações. “Na maioria dos casos, os dentes posteriores, responsáveis pela mastigação, são os mais acometidos. Pacientes que têm obturação ou canais devem ter cuidado redobrado, pois a estrutura pode ficar mais fraca.

A dica é quebrar o alimento em pedaços menores, em vez de mordê-los com os dentes da frente, e mastigar com calma, para que o atrito não quebre partes ou a coroa do dente”, revela Pelarigo. Vale a pena ressaltar que, caso isso ocorra, o paciente deve procurar um consultório odontológico imediatamente, já que, quanto antes o tratamento for realizado, aumentam as chances de recuperação do dente.

“Caso o dente quebre por inteiro, recomendamos guardá-lo e lavá-lo com água corrente e filtrada. Em hipótese nenhuma devemos lavá-lo com sabão, pois, caso isso ocorra, haveria a perda de uma camada de células vitais que compõem a estrutura do dente”, explica o diretor clínico da Ortodontic Center. Após a recuperação do trauma, o paciente precisa realizar visitas periódicas ao consultório odontológico, para que o dentista possa acompanhar a evolução do caso, prevenindo assim algumas lesões, alterações na cor do dente ou até mesmo possíveis infiltrações.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA