Alergia a medicamentos é mais comum em mulheres

Desencadeada por um problema imunológico, pode causar desde reações na pele até choque anafilático

por Gláucia Chaves 01/06/2015 15:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Medicações são substâncias usadas para aliviar sintomas e curar doenças. Porém, o uso indiscriminado ou mesmo a sensibilidade à composição química pode dar origem a um processo alérgico. Segundo Fernanda Casares Marcelino, médica do Hospital Santa Lúcia, o processo acontece quando há uso excessivo de remédios. De uma simples coceira a escaras na pele, as reações do corpo podem se apresentar de várias formas. Em casos mais graves, a condição pode levar a choque anafilático e até a morte.

O papel da genética é pouco significativo na alergia a medicamentos. De acordo com Fernanda Marcelino, as mulheres são mais propensas a desenvolver reações adversas a drogas do que os homens. Ainda não se sabe bem o porquê, mas acredita-se que elas costumam usar mais remédios do que eles. Pacientes que fazem uso frequente de remédios, especialmente anti-inflamatórios e antibióticos, estão mais expostos — portanto, correm mais riscos de desenvolverem o problema.

As alergias mais comuns, de acordo com a especialista, são as causadas por antibióticos e anti-inflamatórios (não por acaso, esses são os medicamentos mais usados). Infelizmente, a médica explica que não há nenhum teste capaz de prever se a pessoa é sensível a determinado remédio. Qualquer investigação nesse sentido só é feita caso o paciente em questão tenha alguma reação. Mesmo nesses casos, os testes vão depender do tipo de resposta apresentada. “É muito importante frisar que nem todas as reações são causadas por remédios. Dor de estômago, gosto ruim na boca, gases, diarreia e dor de cabeça, por exemplo, não são típicas de alergia.” Geralmente, ela se manifesta na pele.

Valdo Virgo / CB / D.A Press
Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (foto: Valdo Virgo / CB / D.A Press)

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA