Momento atual, com todas as dificuldades, indica fase de grandes mudanças na Terra

Dá para encontrar uma explicação sobre o que acontece agora no Brasil e no mundo à luz da astrologia e da cultura holística. Em dias como os que vivemos, em que o planeta parece enlouquecer, é preciso escolher qual caminho trilhar no próximo ciclo, dizem alguns especialistas

por Zulmira Furbino 17/05/2015 07:00

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Ilustração/EM
(foto: Ilustração/EM)
De tempos em tempos, o planeta parece enlouquecer. Catástrofes naturais, guerras, massacres, intolerância, debacles econômicas, sucessivos desastres de avião, supervírus e bactérias, entre outros revezes, ocorrem ao mesmo tempo, quase numa sinfonia, deixando em seu rastro de destruição a sensação de que grande parte dos avanços essenciais conquistados pela humanidade está por um fio e que há algo realmente estranho no ar. Tempos como o que vivemos agora revelam que nossa impressão de que o percurso da história é linear e evolutivo, nascida com Darwin, no século 19, é uma ilusão. Afinal, nem a natureza, nem a história, nem o comportamento humano, nem a vida na terra são ciências exatas. Diante disso, será possível encontrar uma explicação para o atual momento que vivemos no Brasil e no mundo à luz da astrologia e da cultura holística?

Cada um a seu modo, especialistas na área, ouvidos pelo Estado de Minas afirmam que sim. Segundo eles, mudanças no campo eletromagnético da terra, a chegada da Era de Aquário, o excesso de mecanicismo do mundo, a quadratura de Urano e Plutão, além de sucessivos eclipses solares e lunares e aspectos cosmológicos, podem nos ajudar a compreender o tamanho do problema no qual estamos metidos, sem incorrer na tentação de buscar uma resposta única para questões tão complexas. A médica homeopata, professora e pesquisadora Regina Vale, que se prepara para lançar um livro sobre as grandes transformações planetárias e cósmicas que vivemos, explica que existem tanto causas humanas quanto cósmicas para o momento atual, um período de transição, caótico e tenso, violento e assustador, que prenuncia uma radical transformação da sociedade.

A boa notícia é que, para alguns dos especialistas, tudo o que está ocorrendo hoje indica uma fase de grandes mudanças na Terra. “Atravessamos a Era de Peixes, período em que vivemos cheios de medos e muito longe do nosso ser real. Isso começou a mudar em 2001, com o atentado das Torres Gêmeas, nos Estados Unidos. Ali foi encerrada a era da energia monetária e entramos na Era de Aquário, quando a maior parte das pessoas deixa de ser racional e começa a agir de um modo mais intuitivo”, afirma Kátia Gonzalez, terapeuta holística e consultora de feng shui. De acordo com ela, passar por essa mudança na Terra é um verdadeiro privilégio. “A gente tem que começar a funcionar como um rádio. Se você mexe um botãozinho e escuta uma música ruim, fica com ela o dia inteiro na cabeça. Precisamos sintonizar as coisas boas. Não existe isso de 'eu não tenho sorte'. A prosperidade existe para todos, basta entrar em conexão”, ensina.

DESAFIOS

“Vivemos uma crise evolutiva, que abrange a ciência, a filosofia e a religião. Todos os setores da sociedade estão sendo afetados”, observa Regina Vale. De acordo com ela, esse momento é “multidimensional, multifacetado e multirreferencial, o que significa que ele incorpora múltiplas realidades, faces, pontos de vista, verdades e mentiras, transparências e acobertamentos, desafios e escolhas. “Tanto nosso Planeta Gaia (Terra) quanto a humanidade parecem oscilar entre extremos, num quadro de tanta instabilidade que qualquer previsão poderia ser considerada especulativa”, observa. Para ela, o que está claro é que momentos como este são cruciais e que precisamos escolher qual caminho trilhar no próximo ciclo. “O momento nos pede para usar o nosso livre arbítrio com consciência”, avisa.

Bendita inquietude
É a vontade de mudar e de se preparar para algo melhor que faz com que as pessoas enfrentem situações extremas como as quais estamos vivendo agora

Cristina Horta/EM/D.A Press - 13/2/15
"Resolvi que quero ficar comigo mesmo e sinto que vem muita coisa boa por aí" - Wagner Furtado Veloso, presidente-executivo da Fundação Dom Cabral (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press - 13/2/15 )
Ao contrário do que pode parecer, a sensação de inquietude diante da forma como o mundo vem caminhando está longe de ser coisa de deslocados, que nunca conseguiram se inserir no mundo produtivo. Que o diga o presidente-executivo da Fundação Dom Cabral, Wagner Furtado Veloso. Este ano ele decidiu mudar de vida. No fim do ano, deixa o comando da entidade e ainda não está certo quanto ao que fará depois de deixar o emprego. Ainda assim, decidiu que não pode ficar parado esperando as coisas mudarem. “Resolvi que quero ficar comigo mesmo e sinto que vem muita coisa boa por aí”, diz. O motivo que levou Veloso a deixar um posto altamente cobiçado no mundo dos negócios foi a inquietude em relação ao momento atual em que vivemos.

“Se estou sentindo isso em relação ao mundo é porque vivo dentro dele. O fato de as pessoas estarem desligadas umas das outras e de os países viverem a mesma situação me incomoda”, explica o executivo. “Tenho procurado fazer a minha parte. Sinto que todos estão inquietos e em busca de algo melhor. As pessoas já não estão se contentando em sobreviver. Querem viver”, observa. Para conseguir transformar seu desejo em realidade, Wagner sabe que terá de abrir mão de algumas coisas. “Perco remuneração, reduzo meu salário pela metade, mas terei compensações. À medida que envelheço, vejo que o dinheiro não é o mais importante. Ainda tenho muita coisa para fazer”, acredita.

Para a médica, professora, escritora e pesquisadora Regina Vale, se, por um lado, o planeta passa por um momento em que a iminência de colapso parece evidente – enfraquecimento do campo magnético, instabilidade climática, terremotos, epidemias de doenças infecciosas, degradação ambiental, extermínio de milhares de espécies, escassez de recursos naturais essenciais como água potável e alimento sadio, fanatismo religioso e fragilização do sistema imunológico humano – por outro, há esperanças de mudar para melhor. “Junto com esse caos existe, inegavelmente, um outro lado da moeda, constituído por fortes sintomas indicadores de um grande salto evolutivo”, sustenta.

O astrólogo Antonio Carlos Bola Harres atribui esse tempo de incertezas e transformação da vida atual diante de dificuldades crescentes não à posição dos astros propriamente dita, mas ao fato de que somos 7 bilhões de seres humanos na Terra e de que essa população está crescendo de maneira geométrica, enquanto os recursos disponíveis avançam em velocidade aritmética. “À medida que as situações se tornam mais difíceis, as tensões crescem. E quando estamos diante de uma situação que exige mudanças drásticas, sempre haverá aqueles que querem voltar atrás ou permanecer”, observa. Isso explica, segundo ele, o fato de algumas pessoas pedirem a volta da intervenção militar no Brasil.

RESPONSABILIDADE

“O país saiu de uma ditadura de 21 anos, que fracassou, mas ainda existe quem acredite que pode resolver as coisas pela repressão e pela radicalização”, lembra Bola. Segundo ele, atualmente, Urano em Áries em quadratura com Plutão em Capricórnio simbolizam o combate entre a afirmação do indivíduo e a estrutura do estado. “Dentro desse quadro surge de tudo, desde o movimento dos blackblocks até as iniciativas de extrema-direita, que querem uma ditadura outra vez”, sustenta. De acordo com Regina Vale, porém, novos paradigmas, uma nova cosmovisão e uma grande sensibilidade à mudança apontam para uma nova civilização, onde cada indivíduo é responsável por sua realidade. O caso de Wagner Veloso pode ser considerado um exemplo disso.

“O momento atual do planeta exige o enfrentamento da realidade. Precisamos ter uma nova responsabilidade diante da nossa própria vida e do planeta. Isso nos leva a uma escolha consciente entre extinção ou evolução. Nada está determinado, somente a partir de nossas escolhas poderemos construir outra realidade”, observa a homeopata e escritora. Para ela, a transformação espiritual que a humanidade vive se parece com a metamorfose da borboleta. “Trata-se de superar um estágio evolutivo inferior para uma dimensão mais elevada. Tal qual a lagarta, o ser humano está encarcerado numa realidade aparentemente tridimensional. Antes de dar início à sua metamorfose, o velho resiste até os últimos suspiros, digladiando-se contra o inevitável. Mas o movimento de metamorfose está se processando no mais íntimo de todas as existências, num verdadeiro milagre evolutivo”, defende.

Esperança na nova geração
Os olhos do mundo, segundo especialistas, se voltam para as crianças, chamadas de Indigo e Cristal, providas de dons e talentos especiais para mudar os rumos da humanidade

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Para Dulce Montes, astróloga e espiritualista, a verdadeira revolução silenciosa já começou e vem sendo feita pelos pequenos (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Existe um momento na vida em que a única saída é a mudança ou a mudança. É o que sustenta a astróloga e espiritualista Dulce Montes. Para ela, o aparente caos em que a Terra está mergulhada ocorre para que a humanidade não tenha outra alternativa a não ser partir para a evolução, que se dá via consciência. A quadratura de Urano com Plutão, em 2014, é um símbolo disso. O primeiro simboliza o que é novo; o segundo, a morte de velhos padrões. Em plena transição, que segundo ela prossegue até 2023, o planeta passará por modificações estruturais.

“A explicação para a situação de tensão e acirramento no planeta é a falta de cuidado das pessoas para com as outras. Há alguma coisa que empurra o ser humano o tempo todo para fora. Desse modo, as pessoas não visitam a si mesmas, vão acumulando emoções não resolvidas e acabam explodindo consigo e com os outros, porque o que está dentro, está fora. Essa falta de cuidado aparece em todas as áreas”, sustenta a herborista Magdala Guedes, mais conhecida como Magui. Para ela, o mundo anda tão mecanicista que o ser humano acaba por acreditar que também é máquina e passa a viver uma vida rasa, em detrimento da vida profunda, que é a sua natureza original.

Tudo isso, em seu ponto de vista, são sintomas de uma civilização moderna, que está em plena decadência. “Acredito no surgimento de um novo mundo, com novos paradigmas, no qual as pessoas estarão conectadas com a necessidade de promover uma mudança interna, que só surge a partir da consciência”, afirma. Para ela, quando os maias disseram que o mundo iria acabar em 2012, não era à toa. “Os maias fizeram essa leitura até o ano de 2012. A partir daí não souberam dizer o que iria ocorrer”, explica.

Para Dulce Montes, essa verdadeira revolução silenciosa já começou e vem sendo feita por crianças, que, desde muito pequenas, são capazes de derrubar padrões arcaicos. “Ninguém é melhor ou pior do que ninguém. Mas desde o ano 2000 estão nascendo crianças com um DNA e uma estrutura cerebral diferenciados”, sustenta a astróloga. De acordo com ela, essas crianças usam mais a intuição do que a razão. “Elas têm percepção extrassensorial. São chamadas de Índigo e Cristal. Em seu mapa astral, Urano, Netuno e Plutão são proeminentes. São elas que, quando adultas, vão terminar o trabalho de trazer o novo para o planeta, modificando a atual estrutura. Pelo menos é isso que o universo diz que deveria ocorrer”, afirma.

Para muitos, essa nova civilização é pura utopia. Entretanto, para outros, a cultura holística já é uma norma e sua abrangência pode ser bem maior do que se imagina. “As novas crianças já estão aqui. Trata-se de uma geração que parece ter nascido de asas abertas, pronta para grandes voos do espírito e da mente. São crianças diferentes, providas de dons e talentos especiais. Elas estão nascendo em todo o mundo e constituem um fenômeno que tem atraído a atenção de muitos pesquisadores”, afirma a homeopata, escritora e pesquisadora Regina Vale. Para ela, essas crianças, desde a mais tenra idade, dizem coisas incríveis e parecem estar em pleno contato com a fonte criadora interior e com sua origem cósmica, reconhecendo-se como individualidades que chegam na Terra com um propósito espiritual.

Beto Novaes/EM/D.A Press - 13/2/12
Ao lado do marido, Orestes, Magui afirma que quando você ama o que tem você tem tudo o que precisa (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press - 13/2/12 )
Magui concorda que as crianças Indigo, Cristal e Arco-íris farão grande diferença no mundo. “O problema é que não estamos preparados para recebê-las. Nossas escolas estão engessadas, a estrutura de atendimento à saúde também. Está tudo dentro de modelos antigos, mas essas crianças desejam se sentar num banco de escola e escolher o que querem aprender. “Por isso é preciso mudar o molde antigo, quebrar paradigmas. Hoje já existem escolas com essa preocupação, mas elas são poucas”, sustenta.

De acordo com ela, hoje o mundo olha para essas crianças com discriminação. “Os pais sofrem muito, elas também sofrem, porque estão fora do padrão, e aí vem a medicação. Mas isso vai mudar, porque a situação ficou insustentável”, acredita Magui. Para Kátia Gonzalez, terapeuta holística e consultora de feng-chui, nada muda se não acabar. É por isso que as pessoas estão se desconhecendo e que as máscaras estão caindo. “Precisamos observar o que perturba, aquilo que apaga o brilho dos nossos olhos, o que nos traz insegurança. Vamos pensar coisas boas, atrair boas companhias e fazer o mundo novo caminhar”, orienta.

Para ela, passar por isso e ter de jogar a bagagem fora é um privilégio. “Precisamos acreditar na meninada. A gente já convive com crianças especiais, índigos, que vivem 'infiltradas' entre nós. Todos os rebeldes são índigos. Precisamos ser felizes, viver de comum acordo com a natureza e ter a certeza de que Deus nunca vai abrir mão da gente. Quando você ama o que tem, você tem tudo o que precisa”, afirma.

CONTRAPONTO

Para a psicoterapeuta de família Cláudia Prates, a tensão dominante que predomina hoje no Brasil e no mundo nasce da vibração emocional, já que interagir é trocar energia e, hoje, a porta energética das pessoas está ligada à apreensão e aos sentimentos de orfandade moral, social, política e financeira. Desse modo, o intercâmbio é desfavorável, porque toda interação faz essa troca, promovendo uma espécie de homeostase. “Quando um está bem e se encontra com um mais ou menos, os dois acabam se transformando em uma dupla mais ou menos, já que é assim que funciona a troca. A energia favorável, leve e positiva está com a minoria”, sustenta.

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 18/8/14
"Não existe amor sem ordem. Além disso, quando alguém está excluído de alguma maneira, o fluxo do amor é quebrado. Por isso é necessário que todos tenham o seu lugar%u201D - Cláudia Prates, psicoterapeuta de família (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 18/8/14 )
As saídas, de acordo com ela, são esperar pelo caos, que se reorganiza de uma nova forma, ou restabelecer o fluxo do amor. Nesse sentido, é preciso resgatar as três ordens que regem esse sentimento: a hierarquia, a capacidade de pertencer e o equilíbrio entre dar e receber. “Não existe amor sem ordem. Além disso, quando alguém está excluído de alguma maneira, o fluxo do amor é quebrado. Por isso, é necessário que todos tenham o seu lugar”, ensina

A equivalência entre o dar e receber – a não ser na relação entre pais e filhos, na qual os pais sempre doam mais – também é essencial para o restabelecimento do movimento amoroso. “A célula maior que foi partida é a da família. Quando as coisas voltam ao seu lugar, a ordem é restabelecida. Com cada um no seu lugar, respeitando a ordem e a reciprocidade, tudo entra nos eixos. A gente não pode oferecer banquetes para quem nos dá sanduíches”, avisa.

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